Tudo igual: Joe Hart salva City e Real Madrid sente falta de CR7

Desde a compra do Manchester City por parte de um grupo de investidores dos Emirados Árabes, em 2008, foram investidos cerca de 1 bilhão de euros no clube, com o intuito de transformá-lo em uma das potências do futebol mundial. Durante os oito anos da gestão do então presidente Khaldoon Al Mubarak, a temporada de 2016 pode entrar para a história do clube inglês, pois mesmo que os Citizens não tenham mais chances de conquistar o título da Premier League, o time ainda disputa a semi final da Champions League, almejando uma vaga na grande final.
Nessa expectativa de fazer história e chegar à primeira final do maior torneio de clubes do futebol, os torcedores do Manchester City lotaram o estádio Etihad Stadium para empurrar o time contra o Real Madrid, que entrou em campo sem seu maior astro, Cristiano Ronaldo, que recupera-se de lesão e foi poupado para o jogo da volta. Ao som de ‘Hey Jude', os torcedores do clubes inglês fizeram uma linda festa nas arquibancadas, com direito a mosaico com o nome da equipe e coro uníssono de incentivo.
A bola rolou e a semifinal estava valendo. O jogo no Etihad Stadium representaria o primeiro capítulo de uma batalha de 180 minutos.
Se nos minutos iniciais o time inglês tentou se impor dentro de campo, talvez por conta do ímpeto de seu torcedor, o jogo logo equilibrou-se e o Real, aos poucos, foi tomando conta do jogo. É verdade que o primeiro tempo não foi nada brilhante. Ao contrário, foi marcado por forte marcação e poucas chances criadas de gol. Os goleiros mal trabalharam.
Karim Benzema, que também era dúvida para a partida de ida desta semifinal, foi substituído no intervalo e deu lugar ao habilidoso Jesé.
Os times voltaram para o segundo tempo e logo no primeiro minuto da etapa complementar, Aguero arriscou de fora da área, mas a bola subiu um pouco. Embora não tivesse assustado o goleiro Navas, a finalização indicava que os 45 minutos finais poderiam ser melhores. O jogo melhorou, mas faltava brilhantismo.
Aos 25, Carvajal recebeu uma bola no bico da grande área e cruzou para o pequenino Jesé, que, mesmo entre os grandalhões Fernando e Kompany, ganhou de cabeça e acertou o travessão. O Real foi para cima e parecia estar jogando em casa. Aos 27, Modric arriscou da intermediária e levou perigo. No minuto seguinte, Bale fez jogada individual e bateu colocado, assustando Joe Hart.
Mesmo jogando em casa, o Manchester City sumiu da partida e deu chances para o time espanhol decidir o confronto logo na partida de ida. Aos 33, Kroos cobrou escanteio na cabeça de Casemiro, que cabeceou para o gol, mas parou em Hart, que salvou com os pés. Aos 37, em outra jogada de escanteio, a bola encontrou Pepe no meio da área. O zagueiro encheu o pé, mas viu Joe Hart defender com o peito e manter os Citizens na disputa.
As poucas jogadas ofensivas do Manchester City visavam o atacante Aguero, que foi anulado por Pepe. No último minuto do tempo regulamentar, Sterling apareceu sozinho na intermediária e tinha tudo para fazer o gol, mas Pepe fez outra vítima e afastou o perigo. Aos 48, De Bruyne cobrou a falta direto pro gol, mas Navas deu um tapa para escanteio.
O juiz apitou e encerrou a primeira partida da semifinal da Champions League. Jogando em casa, o Manchester City deixou a desejar. O marfinense Yayá Touré não jogou, mas outros protagonistas, como De Bruyne e Aguero, não corresponderam às expectativas que lhes são depositadas. O Real Madrid por sua vez, embora sem poder contar com Cristiano Ronaldo, soube se postar em campo e mereceu a vitória. Jogando no Santiago Bernabéu na próxima semana e contando com o astro português, tem tudo para classificar-se à final para brigar pelo décimo primeiro título de Champions League da história do clube.

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André Siqueira Cardoso
André Siqueira Cardoso
Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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