A triste sina de um clube bilionário

Investimento bilionário, contratações de peso, torcida apaixonada e um elenco recheado de craques. Na teoria seriam estes os ingredientes necessários para a obtenção da glória no futebol. Na prática, porém, o Paris Saint Germain, há anos tem insistido nesta receita de sucesso, mas não obtêm êxito e mantém suas conquistas restritas ao âmbito nacional.
O Paris Saint Germain foi comprado em 2011 por um grupo do Catar, denominado QIA – Qatar Investment Authority – , tendo como presidente Nasser Al-Khelaifi, que desde que assumiu o comando do clube francês fez questão de deixar claro que não mediria esforços para que seu clube tornasse um dos maiores do mundo. Para isso, abriu os cofres, a fim de montar um elenco repleto de jogadores badalados. Em cinco anos de gestão, Nasser Al-Khelaifi investiu 558,55 milhões de euros na contratação de atletas como Zlatan Ibrahimovic, Angel Dí Maria, Lucas, Edinson Cavani, Ezequiel Lavezzi, Thiago Silva, David Luiz e Pastore. A ganância por reforços é tanta que o clube foi punido por infringir o ‘fair play financeiro', isto é, os clubes são permitidos a gastarem, no máximo, 45 milhões de euros acima do valor total arrecadado.
Alguns argumentos podem ser usados para explicar o insucesso do Paris Saint Germain. O primeiro deles – e mais fácil de ser refutado – é o choque de egos entre os jogadores. Neste caso, é conhecida a rixa entre Ibrahimovic e Cavani. O uruguaio, inclusive, passou a atuar pelas pontas, já que, a princípio, o sueco é o titular absoluto dentro da área. Um segundo fator diz respeito à composição de um elenco vitorioso. Não é necessário que um time seja formado exclusivamente por craques para que seja campeão. A prova mais concreta disto é a disputa pelo título do campeonato inglês, no qual o Leicester City, com uma receita enxuta e jogadores desconhecidos, está prestes a erguer a taça. Por fim, o PSG foi eliminado quatro vezes seguidas nas quartas de final da Liga dos Campeões. O clube francês caiu duas vezes diante do Barcelona, nas temporadas 2012/13 e 2014/15, uma vez para o Chelsea, em 2013/14, e desta vez para o Manchester City. Nas quatro ocasiões, o adversário tinha uma camisa de peso e a classificação ficou por detalhes.
No futebol não há time copeiro, mas sim vencedores e vencidos. Nesta semana, o Paris Saint Germain foi eliminado pelo Manchester City, em um duelo que possivelmente sacramentará o fim de um ciclo do clube francês: Maxwell, Thiago Motta e Ibrahimovic dificilmente ficarão e a permanência do treinador Laurent Blanc já é questionada.
No futebol há times prontos e times em construção. O bilionário e ambicioso PSG esbarra na triste sina do insucesso e dá provas suficientes de que está se construindo.
André Siqueira Cardoso

Sobre André Siqueira Cardoso

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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