Torque bate Peñarol em pleno Campeón del Siglo e rouba cena no Intermedio

Jogando fora de casa, em pleno Campeón del Siglo, o Torque bateu o Peñarol por 3 x 4 e chegou a segunda vitória no Intermedio, ficando a dois pontos do rival derrotado, que lidera. O jogo foi extremamente aberto e eletrizante do começo ao fim.

1º tempo

Fechando a rodada de meio de semana com a grande surpresa da rodada. O Torque, time do City Group, dos mesmos donos do Manchester City, bateu o poderoso Peñarol, time que é o atual campeão uruguaio e maior vencedor do campeonato na história e, para piorar, o triunfo foi em pleno Campeón del Siglo. A partida foi uma das melhores do campeonato, até então, e começou com gol logo no início, teve gol perto do intervalo e até nos acréscimos. Partida eletrizante do começo ao fim, válida para uma final. Foi uma verdadeira batalha de Davi contra Golias, onde o pequeno Davi saiu vencedor. E os Celestes saíram na frente logo aos 12 minutos com Álvaro Brun, de pênalti.

Álvaro Brun comemora o gol de pênalti que abriu o marcador (Reprodução/Tenfield)

Mas os carboneros estavam jogando em casa e uma derrota não era aceitável. Foi quando Cristian Palacios empatou a partida, aos 21′. Aos 37 minutos, porém, o argentino Valentín Castellanos coloca os visitantes a frente, de novo. Mas antes que pudessem comemorar a vitória parcial no intervalo, Lucas Hernández empatou novamente apenas dois minutos depois do gol celeste. Tudo igual até o intervalo.

2º tempo

Na etapa final, virada carbonera. Cristian Palacios colocou ânimo a vida aurinegra. Mas tudo mudou quando Franco Martinez foi expulso aos 80′ e Fabrício Formiliano aos 87′, deixando o Peñarol com dois a menos.

Franco Martínez e sua reclamação com o árbitro Leodan González, depois de ter sido expulso (Reprodução/Tenfield)

Com dois a mais o Torque foi para o tudo ou nada. Raras são as chances que um pequeno tem de vencer um grande e os celestes aproveitaram. Álvaro Brun, de novo, foi as redes, aos 90′, empatando tudo e deixando o time da casa pressionado na partida.

Cristian Palacios entra em desespero após o gol de empate de 3 x 3 aos 90′ de jogo (Reprodução/Tenfield)

Mas o pior ainda estava por vir. Aos 95 minutos de jogo, quando o empate já estava de bom tamanho para ambos, as luzes se apagavam e as cortinas ensaiavam fechar, saiu o derradeiro gol de Agustín González, que não se conteve na comemoração e foi provocar a torcida local, sendo expulso, mas que, certamente, deve ter valido a pena pela heroica vitória na bacia das almas.

(Reprodução/Tenfield)

E agora?

Com a vitória o Torque sobe para a terceira posição do grupo B, com sete pontos, a dois do Peñarol, que permanece líder com nove. Na próxima rodada o Torque recebe o Defensor Sporting em casa, no próximo domingo (3/6), às 18h e os carboneros folgam por terem apenas sete times em seu grupo, visto que o El Tanque Sisley já foi rebaixado pelo não cumprimento de uma dívida com a entidade máxima uruguaia. Seu próximo compromisso será na quarta-feira que vem (6/6), frente ao Defensor Sporting também.

 

Veja os melhores momentos da partida:

Eric Filardi
Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, criado em Taboão da Serra, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.
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