Torneio novo, apatia de sempre

Em mais uma demonstração de futebol abaixo da média da Seleção brasileira, o time de Dunga não saiu do empate contra o time do Equador, na estreia da Copa América Centenário.
Três fatores podem ser utilizados para explicar o mal desempenho de nossa Seleção. O primeiro deles diz respeito ao técnico: de maneira simples, Dunga é fraco, mantém o arcaico método de treinar sua equipe e opta por convocações e escalações equivocadas. O segundo é o curto tempo de treinamento que as Seleções têm. Infelizmente, os jogadores reúnem-se hoje para jogar amanhã. E é sabido que o entrosamento demanda maior tempo. Por último, o fator preponderante: a safra de jogadores é fraquíssima.
No tocante a este último aspecto, enquanto for atribuído a jogadores fracos uma habilidade e um protagonismo que não lhes cabe, não iremos a lugar nenhum.
Para o gol, Alisson é melhor que Cássio, Vanderlei ou Fernando Prass? A arbitragem salvou o ex-goleiro do Internacional de um frango antológico.
Na lateral esquerda, Filipe Luís vai bem defensivamente, mas não ataca. O maior problema da Seleção não é a defesa, já que Gil, Miranda e Marquinhos não comprometem, mas sim o ataque e, neste aspecto, o lateral do Atlético de Madrid deixa a desejar. Chega a ser incoerente deixar Marcelo, bicampeão da Liga dos Campeões, de fora.
No meio de campo, Elias vem sendo criticado no Corinthians pelo momento técnico abaixo da média, mas Dunga insiste em sua escalação. Falta à Seleção criatividade, mas o treinador mantém Lucas Lima e Paulo Henrique Ganso no banco. Mais do que isso, escala Renato Augusto recuado e parece ignorar o fato do meia ser bastante efetivo atuando próximo à intermediária da equipe adversária, haja vista sua última temporada pelo Corinthians.
Mais avançados, Willian e Philippe Coutinho, ambos com status de astro em seus respectivos clubes. O primeiro é tido como o melhor jogador da Seleção mesmo quando Neymar está em campo; o segundo é tratado como rei no Liverpool. Ambos, infelizmente, não são decisivos e, ao meu ver, não jogam tudo isso que dizem.
No ataque… Enquanto a Seleção brasileira, que já teve Pelé, Jairzinho, Romário, Bebeto, Ronaldo, Rivaldo e companhia, depender de Jonas e Gabriel, nada será conquistado. Talvez falte a estes atacantes a presença de um meia cerebral, como Lucas Lima e Ganso, mas nas poucas oportunidades que os centroavantes de nossa Seleção têm, falta o faro de gol típico de um camisa nove.
Jonas fez inúmeros gols pelo Benfica, mas atuando na badaladíssima liga portuguesa. Gabriel, por sua vez, embora anote alguns gols com a camisa do Santos, é limitadíssimo: não tem velocidade, só tem perna esquerda e tem um arsenal de dribles quase escasso.
O Brasil quase não criou. Em 90 minutos, apenas duas chances claras existiram. Na primeira, o goleiro Dreer fez bela defesa; na segunda, Lucas, do PSG, não contou com a sorte.
É muito pouco para uma Seleção cinco vezes campeã do mundo. O pior, entretanto, é ouvir, ao final do jogo, jogadores justificando o empate, exaltando a equipe do Equador. Com todo respeito à Seleção equatoriana, na era de ouro da Seleção canarinho, viraria três e acabaria seis.

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André Siqueira Cardoso
André Siqueira Cardoso
Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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