Quando o assunto é promessas italianas que não vingaram as pessoas já pensam em nomes como El Shaaraway e Balotelli. Decerto, ambos não corresponderam com as expectativas geradas por eles, mas não são os únicos nascidos no país que foram superestimados. Dessa forma, a coluna Calciostoria desta quinta-feira (1), faz um resumo sobre outros cinco italianos que tiveram a carreira abaixo do esperado.

Federico Macheda

Revelado pela Lazio, Macheda se transferiu ainda jovem para o Manchester United, em 2008, onde brilhou nas categorias de base. Assim, Sir Alex Ferguson notou seu destaque e o lançou na equipe principal. Desse modo, o italiano estreou contra o Aston Villa, e marcou um belo gol que deu a vitória aos reds. O atacante também balançou as redes do Sunderland em seu 2° jogo, caindo de imediato nas graças do torcedor.

Na época, o United disputava o inglês com o Liverpool. Portanto, os gols de Macheda foram decisivos na conquista do título. Assim, criou-se uma expectativa grande sobre ele. Todavia, nas temporadas posteriores, o italiano caiu muito de desempenho, tendo poucas oportunidades. Dessa forma, entre empréstimos e vendas, rodou por outras equipes, como Sampdoria, Cardiff, Notting Forest, e Panathinaikos, onde está hoje com 29 anos.

Antonio Cassano

Sem dúvidas, Cassano foi um jogador importante na Itália. Todavia, como o próprio já disse, ele não chegou a 50% do que poderia ter feito. Desse modo, o jogador revelado pelo Bari, despontou para o futebol em 2001, ao brilhar no Italiano. Assim, quando a Roma o comprou, ele viveu o auge da carreira, chegando até a seleção nacional. Pela La Lupa, o atleta participou de 161 partidas e marcou 52 gols.

Sua boa forma despertou o interesse do Real Madrid. Contudo, Cassano não conseguiu se adaptar. Assim, sem se destaque, o atacante foi emprestado a Sampdoria, onde viveu um bom momento, mas depois de sair da Blucerchiati, não voltou a apresentar o mesmo futebol da Roma. Portanto, passou por vários clubes como Milan, Inter, Parma e Hellas Verona. O italiano não teve muito sucesso nesses times, e se aposentou.

Filippo Boniperti

O nosso 3° caso é um clássico do futebol mundial. Sobrinho do grande Giampiero, que fez história na Juventus, Filippo iniciou sua carreira no mesmo clube do tio. Assim, era inevitável as comparações e a pressão sobre o garoto. Desse modo, ele estreou na Velha Senhora em 2010, contra o Manchester City na Liga Europa. Todavia, após disputar só duas partidas, o atleta foi emprestado para ganhar experiência.

A ideia era que o meia voltasse para Turim. Entretanto, ele se perdeu nos empréstimos, sem se destacar nas equipes em que atuava. Dessa forma, ele colecionou camisas em seu vestuário, como as do Ascoli, Carpi, Empoli, Parma, Crotone, Gorica, Mantova, Alessandria e Cuneo. Assim, somando toda a sua carreira, foram 36 jogos e 4 gols. Obviamente o sobrenome o superestimou.

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Foto: Divulgação/Parma

Matteo Paro

Nascido em Asti, o meia Matteo Paro se projetou para o futebol durante um torneio juvenil em que defendeu as cores da Juventus. Sua boa performance o credenciou a ter uma oportunidade no elenco principal. Assim, ele teve participações na Série A e na Liga dos Campeões. Com o rebaixamento da Juve, Deschamps o colocou entre os titulares.

Porém, Marchisio, outro jovem do clube, ganhava cada dia mais destaque. Portanto, não havia espaço para Matteo Paro. Desse modo, o atleta foi emprestado para clubes menores na tentativa de se consagrar e fazer jus ao titulo de promessa. Porém, não foi o que aconteceu, o italiano rodou por outros 10 clubes, e não se tornou a estrela que se esperava.

Federico Carraro

Cria da Fiorentina, Federico Carraro rapidamente se destacou na base e chamou para si a atenção dos amantes do futebol. Assim, cavou uma vaga na seleção para disputar o Mundial sub-17 em 2009. Na competição, o italiano jogou bem e continuou sendo convocado para as seleções sub-18,19 e 20. Desse modo, a expectativa sobre ele se intensificou.

Como nos outros casos, ao ser emprestado para ganhar rodagem, o jogador se perdeu, e passou longe de ser o craque que todos pensavam. Todavia, ele não foi um mal jogador, mas se firmou apenas em equipes de pequeno porte que disputavam as séries B e C, como Modena, Pro Vercelli, Gavorrano, Pavia, Teramo, Imola e Feralpisaló.

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Federico Carraro dando carrinho (Reprodução/Gettyimages)

Foto destaque: Reprodução/Gettyimages

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Pedro Lopes
Nasci e cresci em Minas Gerais, e aqui realizo um sonho cursando jornalismo na Universidade Federal de Viçosa. A paixão pela comunicação junto com o esporte me move a buscar um futebol cada dia mais democrático.

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