Top 5 Ídolos do futebol: CSA

Nesta semana, na coluna Nostalgia Brasileira, enumeramos cinco craques da história do Centro Esportivo Alagoano, o CSA, o clube mais vencedor com 40 títulos estaduais. Além disso, é a única equipe do Nordeste a disputar uma decisão Internacional: a Copa Conmebol de 1999. Contudo, vale ressaltar que esta lista não exclui a revelância de outros atletas, como os atacantes Wilson, Catanha e Dida, dentro outros, que fizeram história no clube. Ademais, a ideia de “ídolo” no futebol é algo subjetivo e depende muito da época do torcedor, leitor.

5 – PARANHOS

Provavelmente, o melhor zagueiro do clube e que construiu uma carreira vitoriosa. Atualmente, aos 74 anos, continua amando o CSA e torcida do time. Marivaldo Paranhos Prado jogou desde as categorias de base na zaga e ficou conhecido pela sua técnica e classe com a bola nos pés, bem como pela liderança e virilidade (sem violência!) dentro de campo. A saber, o atleta foi reserva nas duas primeiras campanhas do CSA, em 1965 e 66, mas titular absoluto em 67 e 68.

Ademais, também levantou o Estadual de 1980, título considerado bem especial, já que impediu que o rival Clube de Resgatas Brasil (CRB), conquistasse o tão sonhado pentacampeonato à época. Depois de retornar ao time naquele mesmo ano, encerrou sua carreira no futebol em 1981. Por fim, em entrevista portal TribunaHoje, lamentou a falta de reconhecimento no Azulão.

Marivaldo Paranhos
Paranhos com a camisa 3 às costas. Foto: Reprodução/Acervo Museu Do Esporte

4 – ROMMEL CORREIA

O soteropolitano Rommel Ferreira Correia se formou nas categorias de base do Bahia, mas marcou história no futebol alagoano atuando, especialmente, no Clube do Mutange. Canhoto e rápido nas jogadas, Rommel brilhou na equipe ajudando a conquistar os Estaduais de 1981 e 82, além dos vice-campeonatos da Taça de Prata (atual Série B do Brasileirão) de 1982 e 83. No mais, fez 32 partidas e marcou 11 gols, tornando-se um dos artilheiros do clube à época.

O jogador foi um dos protagonistas do duelo contra o Campo Grande Atlético Clube, no Rio de Janeiro, pela 1ª final da Taça de Prata, em 1982. A saber, os alagoanos foram para o intervalo perdendo por 3 x 1 em pleno Rei Pelé. Contudo, Rommel teve a felicidade de fazer três gols e garantir o triunfo azulino, de virada, por 4 x 3. Assim, o duelo ficou conhecido como o “jogo da virada”, já que mexeu com os nervos da torcida azulina. De resto, na partida de volta, o CSA perder por 2 x 0 e ficou com o vice-campeonato.

3 – LINO

Meia-atacante versátil que também atua como treinador, o alagoano Elinaldo da Silva Lira, ou Lino, aos 51 anos, comanda o Clube de Olho D’água das Flores (CEO). Estreou no CSA aos 20 anos, em 1992, logo no Clássico das Multidões contra o Galo. O “motorzinho”, como ficou conhecido, não deixou a ansiedade atrapalhar e marcou o dele na partida, que ocorreu no famoso Rei Pelé, e terminou empatada em 3 x 3.

A saber, jogou pelo Azulão nas temporadas de 1992, 2002 e 2004 e fez um total de oito partidas. Em 2010, arriscou a sorte como treinador e esteve à frente da equipe em 32 duelos, conquistando 19 vitórias, seis empates e sete derrotas pela Série D do Brasileiro. Posteriormente, em 2011, foi demitido após dois resultados negativos e mudança na diretoria.

Ainda, o atleta participou do confronto diante do Vasco da Gama de  Edmundo e Roberto Dinamite, pelas oitavas de final da Copa do Brasil de 1992. A saber, em Maceió, as equipes haviam empatado em 3 x 3 e, depois do Cruzmaltino perder muitas chances no confronto de volta, o atacante azulino Dago saiu do banco para marcar o único gol do jogo e, assim, classificar o time alagoano.

 

2 – PEU

O bem-humorado Júlio dos Santos, ou Peu, começou e encerrou a sua carreira no time Marujo. Sua história com o clube veio desde a infância por meio dos seus pais, a Dona Maria dos Anjos e o Seu Antônio, lavadeira e segurança e roupeiro do clube, respectivamente. Assim, o atleta cresceu nesse ambiente entre os jogadores e a bola, no Estádio Gustavo Paiva. A saber, conquistou títulos nas categorias de base ainda muito jovem e, aos 17 anos, já atuava entre os profissionais.

O atacante ficou conhecido pelo exímio domínio da bola e passes precisos e foi um dos carrascos da Agremiação Sportiva Arapiraquense, conhecido como Asa de Arapiraca. Pelo Marujo, conquistou o vice da Taça de Prata de 1980, ano em que foi eleito a revelação do torneio e ganhou o Alagoano. Novamente, levantou o título Estadual de 1994 e se aventurou por uma série de times até encerrar sua carreira no Azulão, aos 34 anos.

1 – JACOZINHO

Ponta-esquerda e atacante habilidoso, Givaldo Santos Vasconcelos passou por vários clubes na sua carreira, mas sua melhor fase foi no CSA. Assim, chegou ao time em 1981, aos 25 anos, e atuou por seis temporadas até 1987. A saber, fez 56 jogos e marcou seis gols, além de ter vencido cinco títulos do Alagoanos e três vice-campeonatos da Taça de Prata. No mais, trabalha na equipe desde 2015 e viu a subida da Série D até a elite do futebol nacional em quatro anos até 2019, quando foi novamente rebaixado.

Para mais, em 2020, foi eleito o maior ídolo do clube em enquete feita pelo Ge. Por fim, ficou muito conhecido no cenário nacional após participar de um amistoso no retorno de Zico ao Flamengo, em 12 de julho de 1985. A saber, a partida juntou craques do futebol mundial, como Diego Maradona, e Jacozinho teve o prazer de conhecer e jogar com o argentino, falecido em novembro do ano passado.

Foto destaque: Reprodução/Revista Placar

Shelton
Shelton Machado, 22 anos, alagoano e acadêmico de Jornalismo na Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Torcedor do Palmeiras e apreciador da língua Inglesa.

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