Top 4 – Maiores jogadores da história do Napoli

Ao longo desta semana, a coluna Calciostoria do Futebol na Veia vem trazendo um Top 4 de maiores jogadores dos seis principais clubes da Itália. Após Juventus, Milan e Internazionale já terem sido abordados nos últimos dias, nesta sexta-feira (10) é a vez do Napoli. Em síntese, com dois scudettos, cinco copas italianas e uma Copa da UEFA (atual Liga Europa), os Azzurri estão longe de ser o time com mais títulos no país da bota, contudo, possuem uma das torcidas mais apaixonadas da Europa e uma história riquíssima, recheada de craques. Dessa maneira, confira a nossa lista napolitana.

TOP 4 – MAIORES JOGADORES DA HISTÓRIA DO NAPOLI

4 – Dries Mertens (2013 – presente)

Contratado em 24 de julho de 2013 pelo Napoli junto ao PSV, da Holanda, o meia-atacante Mertens entrou para o Hall dos grandes ídolos dos Azzuri. Muito querido pela torcida, o belga recentemente se tornou o maior artilheiro da história do clube, ultrapassando nada mais nada menos do que Diego Armando Maradona. Em resumo, ele igualou a marca de 121 gols de Marek Hamšík (de 2007 a 2019 no clube), e por isso divide atualmente a ponta com o eslovaco. Por certo, Mertens possui dois títulos com a equipe napolitana, a Coppa Itália de 2013-14 e a Supercopa da Itália de 2014. A saber, o jogador ainda não entrou em acordo com a diretoria para renovação de contrato, e por isso seu nome é especulado em diversos times.

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3 – Ciro Ferrara (1984-1994)

Nascido em Nápoloes, Ciro Ferrara foi cria das categorias de base do Napoli. Sua estreia como profissional ocorreu aos 18 anos (em 1984-85), mesma época em que Maradona iniciava sua trajetória no clube. Os dois acabaram se tornando muito amigos. Após um período de ajuste, finalmente em 1987 a equipe estava bem arrumada e pronta para vencer. Em suma, enquanto Maradona e Careca resolviam lá na frente, era o zagueirão Ferrara quem segurava as pontas lá atrás, no sistema defensivo. Desse modo, veio o histórico primeiro scudetto do clube e a Coppa Itália.

As duas conquistas no mesmo ano marcaram o início da era de ouro napolitana. Posteriormente ainda veio mais um scudetto, uma Supercopa Italiana e uma Copa da UEFA (atual Liga Europa). Nesta última conquista, o primeiro troféu internacional do Napoli, Ferrara marcou um dos gols da final contra o Stuttgart, após belo passe de Maradona. Ao todo, em 10 anos vestindo a camisa celeste, Ciro Ferrara disputou 322 jogos e marcou 15 gols. Em 1994 acabou se transferindo para a Juventus, onde também se tornou ídolo.

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2 – Careca (1987-1993)

Em 1987, um ano depois de ser eleito o melhor jogador do Brasileirão, Careca chegava ao San Paolo. Em sua primeira temporada na Itália marcou 13 gols, e junto com Maradona e Giordano (formavam o trio MaGiCa) conduziu a equipe ao vice-campeonato da Serie A. Na temporada seguinte (1988-1989), ele foi mais uma vez artilheiro do time (com 19 gols) em nova campanha de segunda colocação. Somado a isso, também ajudou o Napoli a vencer a Copa da UEFA, liderando a artilharia da competição com seis tentos, inclusive balançando as redes na final contra o Stuttgart.

Em 1989-1990, a excelente fase de Careca e Maradona destruiu os rivais na campanha do título de Serie A, faturando também a Supercopa. Após Maradona ser pego no exame antidoping e ficar suspenso por 15 meses, o brasileiro teve um novo companheiro de ataque, Gianfranco Zola. Com ele, Careca foi perdendo o brilho aos poucos em seus três últimos anos pelo clube. Em 1993 deixou San Paolo para jogar no Kashiwa Reysol, do Japão. Por certo, foram 95 gols em 221 partidas pelo gigante do sul da Itália.

1 – Maradona (1984-1991)

Por fim, escolha mais do que óbvia. Antes de tudo, por um valor recorde de transferência na época, Diego Armando Maradona deixou o Barcelona para ser apresentado em um San Paolo completamente tomado de gente, era a chegada do maior ídolo da história do Napoli até os dias de hoje. Em 1986-1987, após se sagrar campeão mundial com a seleção argentina, Don Diego conseguiu conduzir os Azzurri ao seu primeiro scudetto, com uma campanha histórica, que o consagrou definitivamente não só na Itália, mas no mundo todo. Além disso, no mesmo ano, fez a dobradinha com o clube, ao erguer também o título da Coppa Itália. Na sequência, com a boa fase napolitana imperando nas temporadas seguintes, Maradona acabou sendo o principal personagem do bicampeonato italiano, em 1990, e de sua única conquista continental, a Copa UEFA de 1989.

Com todas as conquistas, glórias, e principalmente com a forte identificação que teve e tem até hoje com a torcida, classificar Maradona como maior ídolo da história do Napoli é pouco. Para o clube do sul da Itália, o argentino é uma espécie de Deus entre os mortais. A idolatria é tamanha que na semifinal da Copa de 1990, disputada no San Paolo, os torcedores locais optaram por apoiar El Diez ao invés de torcer pela própria seleção italiana. No total, foram 259 partidas disputadas pelo Napoli e 115 gols marcados.

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Guilherme Calvano
Sou Guilherme Calvano, carioca de 19 anos e jornalista em formação pela Universidade Estácio de Sá (UNESA- RJ). Apaixonado por esportes, sobretudo futebol e basquete, enxerguei no jornalismo a oportunidade perfeita de trabalhar com o que mais gosto! Aqui no Futebol na Veia sou redator líder da editoria de futebol Italiano.

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