Top 4 jogadores da história da Internazionale

- Tem jogador que virou nome de estádio
OS top 4 jogadores da história da Internazionale

Quem são os quatro maiores jogadores do seu time? Você sabe? Se for nerazzurri, te ajudamos a conhecer o top 4 jogadores da história da Internazionale. Na Itália não precisa apenas ser craque para entrar em uma pequena lista é preciso de amor a camisa, raça e liderança. Sendo assim, o redator e torcedor Guilherme Ribeiro conta para a gente os maiores ídolos do maior de Milão.

O projeto top 4 é ideia da editoria do futebol italiano. Durante toda essa semana (7-14) passaremos pelas seis maiores equipes da Terra da Bota e contar sobre seus quatro maiores ídolos. Por que esse número? Lembra quantas Copas do Mundo a Itália já ganhou? Então, vem com a gente nessa Calciostoria.

4 – Walter Zenga

Primeiramente, a guarda redes está bem resguardada. Com certeza, a pior colocação para ter a escolha nessa lista. Mazzola, Suárez, Matthaus e Bergomi que me desculpem, no entanto, o recordista de minutos sem levar gols na história das Copas tinha que entrar nessa lista. Além disso, é para muitos, o maior goleiro da história nerazzurri. Toldo e Sarti são outros grandes guarda-redes nesses 112 anos, mas Zenga segue na frente.

Esquecido pela história italiana por não ter ganhado títulos com a seleção e também por ser de uma escola maravilhosa de goleiros, o homem aranha, como era chamado, fez grandes apresentações. Após chegar com 10 anos na base da equipe, brilhou nas categorias de base, aos 18 subiu ao principal, no entanto, foi emprestado para equipes pequenos afim de ganhar corpo. E como ganhou, em 1983 já era titular absoluto, e só saiu em 1993-94.

Foram 473 apresentações, 2 Copas Uefa (90-91 e 93-94), 1 Supercoppa (1989) e uma Serie A (1988-89). Também passou por alguns momentos complicados, como a salvação do rebaixamento de 1993-94, em que o arqueiro fez grandes aparições que ajudou o clube a ficar na primeira divisão. Os 517 minutos sem sofrer gol na Copa de 1990 só não foram inesquecíveis, pois na semifinal, acabou falhando no gol de Canniggia e ficou marcado após isso. Sua carreira como técnico não deslanchou e hoje está sem emprego na área.

Extremamente seguro, decisivo, e elástico, dava segurança para qualquer dupla de zaga e raiva para muitos atacantes que gostavam de arriscar de fora da área, principalmente. Por isso, faz parte do Hall da Fama da história da Internazionale.

https://twitter.com/Inter/status/864782926462013440?s=20

3 – Javier Zanetti

Não dá para falar de história da Internazionale sem falar de algum argentino. Ainda mais se for o jogador com mais partidas da camisa nerazzurri (858). Poderia aparecer em primeiro facilmente, aliás, a ordem desse top 3 foi extremamente complicado. O lateral direito/esquerdo e volante ficou 20 anos no clube e só fez história. Uma Copa Uefa (1998), quatro Coppas Itália (2005, 2006, 2010 e 2011), o mesmo número de Supercoppas (2005, 2006, 2008 e 2010), cinco Series A (2006, 2007, 2008, 2009 e 2010), uma Liga dos campeões (2009-10) e um Mundial de Clubes(2010) são apenas o cartel de títulos do argentino.

Além disso, foram 21 gols, 13 assistências e dois expulsões. Pouco, mas muito até porque tem um na final da Copa da Uefa extremamente importante. Ainda precisamos lembrar da sua liderança dentro de campo, que exalava pelos poros. Raça? Nunca faltou. Por isso, seu eterno número 4 foi aposentado junto com ele em 2014.

Hoje, é diretor do clube e faz grande papel. Seus 6,5 milhões de dólares gastos para tira-lo do Banfield foi até barato perto de tudo aquilo que representa ao clube. Real Madrid tentou tirar o Pupi (pai) de Milão inúmeras vezes, mas Moratti, seu grande amigo, o convenceu a ficar e fazer muito mais história.

https://twitter.com/Inter/status/1247147149231624195?s=20

2 – Giacinto Facchetti

Um “filho” de Helenio Herrera tinha de entrar nessa lista. E vamos falar do maior deles. O lateral esquerdo também foi presidente em meio a crise do Calciopoli. Em 6 de setembro de 2006, ele nos deixou. Assim, sua camisa 3 que usou de 1960 até 1978 foi aposentada. O italiano foi pioneiro na arte de ser lateral e atacar, principalmente na Itália. Antigamente, essa posição era somente dedicada a defesa.

Foram quatro finais de Champions League com dois títulos, dois intercontinentais, uma Copa Itália (no seu último ano de carreira) e quatro scudettos. Também deu título de Eurocopa para a Azzurra em 1968, quando escolheu o lado certo do cara ou coroa nas semifinais. Sorte e classe, divino atleta. Por ser dinâmico e simplista chegava fácil a área adversária e marcou 60 gols na carreira. Sendo assim, até hoje o defensor com mais gols na história da Serie A.

Apesar de sempre ter jogado pelo lado esquerdo, o camisa 3 era destro (!!!). Hábil e completamente discreto nas 634 partidas que atuou na Beneamata. Não foi sempre capitão, pois Mazzola e Picchi tinham a braçadeira. Il Gigante Buono nasceu em Treviglio, chegou a ser atacante no time da cidade, mas Herrera apostou o menino na defesa e, assim, ele aparece nessa lista divina.

Elegante, Facchetti fez muita história na Grande Inter
Elegante, Facchetti fez muita história na Grande Inter (OldFootballPhotos/Pinterest/Reprodução)

1 – Giuseppe Meazza

Sim, o nome do estádio. Preciso dizer mais alguma coisa? Mas vou falar. Duas Copas do Mundo na bagagem, uma como artilheiro e outra como melhor jogador. O mesmo número de Series A e uma Copa Itália para o cartel. Apenas 1,69, o Il Peppino fazia tudo que era defesa suar com sua habilidade, ginga e faro de gol. 284 tentos marcados, sendo que em 1929-30 fez 31 em 29 partidas. Para muitos, o maior italiano da história do futebol.

Sempre foi um bom vivant, bordéis e bares de Milão e região de companhia que o digam. Há quem fale que isso atrapalhou seu final de carreira muito marcado por inúmeras lesões. No entanto, o atleta também sempre foi muito caçado em campo pelos adversários. Gostava de driblar em direção ao gol, sendo assim, na Itália um gol em que o jogador tirava até o goleiro para marcar era chamado de ”gol à Meazza”.

Sua carreira como treinador foi com poucas glórias, e deixou tudo pronto para Herrera vir em 1956 para construir história. Il Peppino faleceu em 1979, com seus 69 anos. Ao menos nos seus 100 anos de nascimento, o clube ganhou a Tríplice Coroa em sua homenagem. A sua Ambrosiana-Inter  (nome da equipe na época do fascismo) poderia ter sido muito maior, mas o atacante cravou seu nome na história do esporte.

Sempre muito elegante dentro e fora de campo (Wikipedia/Reprodução)

Foto destaque: AP/Dicas/Reprodução.

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Guilherme Ribeiro
Guilherme Ribeiro
Sou Guilherme Ribeiro, 20, paulista da região do ABC. Ler e escrever é um hobby, para o esporte que é a minha paixão.

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