Time histórico da A.S Roma na década de 1980

- A coluna desta semana trás um dos times mais marcantes da história do clube

Os torcedores da A.S Roma não estão acostumados com muitas glórias do clube, porém, a década de 80 foi uma época de ouro para os torcedores romanistas. Assim, a equipe que ficará quatro décadas sem conquistar um Scudetto, acompanhava os seus rivais brigando e ganhando títulos dentro e fora da Itália. Logo, os torcedores que viram de perto alguns poucos títulos entre os anos 60 de 70, viram o jogo mudar. Dessa forma, o Calciostoria embarcou nessa história e trás o que para muitos foi o principal momento da história do clube.

NOVO RUMO

A história mudou quando Falcão e o técnico Nils Liedholm chegaram para a equipe no início dos anos 80. Assim, os dois foram os principais responsáveis pelo novo momento Romanista. De 1980 até 1984, o clube faturou quatro canecos, entre eles o tão desejado Campeonato Italiano em 1983. Contudo, o auge só não foi maior porque na mesma temporada perdeu a Copa dos Campeões para o Liverpool.

O técnico Nils Liedholm, que havia treinado a equipe em outro momento nos anos de 1970 sem sucesso, regressara a capital italiana, só que dessa vez com mais expectativa devido ao elenco melhor. Aquela altura, o time teria acertado com Paulo Roberto Falcão, um dos maiores jogadores do futebol brasileiro, e que participará do título nacional invicto do Internacional em 1979. Assim, chegará a Roma após ter perdido a Libertadores no mesmo ano. Ao mesmo tempo, na Itália, havia vários outros brasileiros brilhando no país da bota, como por exemplo Júnior, Zico e Toninho Cerezo.

PRIMEIRO TÍTULO

O primeiro título da nova época foi a Coppa da Itália de 1979-1980. Logo após passar de forma tranquila pela fase inicial, derrotou o Milan de forma convivente, tendo goleado por 4 x 0 no primeiro jogo e garantindo um empate em 2 x 2 no jogo da volta. Posteriormente, na final, encarou o Torino, onde o jogo terminou sem gols, sendo decidido nos pênaltis. Assim, melhor para a  A.S Roma que venceu por 3 x 2 e garantiu o primeiro título depois da fila de 11 anos.

Foto: reprodução/calciopedia

INÍCIO

Logo na temporada 1981 – 1982, a A.S Roma passou em branco sem levantar um caneco. Assim, a equipe fracassou na Coppa da Itália. Após vencer a Inter de Milão por 4 x 1 no primeiro jogo, o time tomou a virada de 3 x 0 no jogo da volta. Por outro lado, o Scudetto ficou com a Juventus, que celebrou seu vigésimo título. Contudo, a temporada de incertezas deu a equipe Romanista motivos para se concentrar no que viria.

EMPECILHO ATRAPALHA PRIMEIRO SCUDETTO

Já na temporada 1980-1981, a A.S Roma já possuía um time encorpado e que mostrava que ia se impor na tanto Itália quanto na Europa. Dessa forma, o líder era Falcão, que com sua técnica, classe e habilidade fez com que ganhasse o título de “Rei de Roma” rapidamente.

A princípio, o objetivo era o título da Série A Tim, contudo, no meio do caminho, aparecerá uma arbitragem duvidosa na reta final. Assim, no clássico contra a Juventus, na antepenúltima rodada, os times empatavam sem gols quando o zagueiro romano Turone marcou um gol que daria a vitória e a liderança a equipe da Capital. Contudo, o árbitro anulou, justificando ver um impedimento que na verdade não existiu. Posteriormente, os Romanistas assistiram a Juventus se beneficiar, tendo triunfado nas duas partidas seguintes, e ficar com o caneco com dois pontos na frente da Roma. Após o ocorrido, a rivalidade entre os times só cresceu com o passar dos anos.

A princípio, o revés na Série A Tim foi esquecida logo após o time conquistar o bicampeonato da Coppa da Itália. Assim, como atual campeã, deu direito da equipe entrar diretamente nas quartas de final onde despachou a Fiorentina com uma vitória por 1 x 0 fora de casa, e empate sem gols em Roma. Nas semifinais, o troco na rival Juventus, com o triunfo por 1 x 0 na casa da Juve e empate em 1 x 1 na capital italiana. Na decisão, nova vitória sobre o Torino nas penalidades por 4 x 2, após dois empates em 1 x 1.

MARCADO NA HISTÓRIA

Liedholm possuía um verdadeiro esquadrão a sua disposição na temporada de 1982-1983. Assim, o jogo da equipe passava todo pelo meio de campo com Falcão, Di Bartolomei, Ancelotti e Cerezo, que ditavam o ritmo do time. Já no ataque, tinha o nove Pruzzo, e com o destaque da época Bruno Conti. Dessa forma, a Roma foi pra cima e mostraria que iria dar trabalho na luta pelo caneco.

Com apenas três revés, a A.S Roma mostrou que não estava para brincadeira. Assim, derrotou vários rivais diretos e acabaram conquistando o esperado o título na penúltima rodada, após o empate em 1 x 1 com o Genoa. Assim, ao final do campeonato, a equipe estava com 43 pontos, quatro a mais que a Juventus. Porém, ainda vale ressaltar que na época, os triunfos valiam dois pontos e não três. A campanha foi de tirar o chapéu, tanto que o time balançou as redes 47 vezes, tendo sofrido apenas 24 gols, ficando em segundo nos dois aspectos. A festa deixou os jogadores com o nome na história de vez e, simultaneamente, a cidade vibrava com um título italiano que parecia distante.

EUROPA: SONHO POSSÍVEL

Após o título de 1983, a Roma garantiu o passaporte para disputar sua primeira Copa dos Campeões na temporada de 1984. Assim, o time que encantou na Itália agora brigaria para chegar a tão sonhada final. E que teria um ingrediente a mais, a final seria disputada no Estádio Olímpico de Roma, ou seja, em casa. Na primeira fase, a Roma eliminou o IFK, da Suécia, com uma vitória por 3 x 0 e um revés por 2 x 1 fora, vencedor pelo placar agregado. Assim, nas Oitavas de finais, dois triunfos diante do CSKA Sofia, da Bulgária, por 1 a 0 fora de casa e 1 a 0 em Roma. Posteriormente, nas quartas, show em casa contra o Dynamo Berlin, da Alemanha Oriental, vencendo por 3 x 0 e já na volta, a derrota de 2 a 1, que não foi o bastante para eliminar a Roma, que foi para as semifinais.

Porém, nas semi, a Roma quase fica pelo caminho, sendo derrotado por 2 x 0 pelo Dundee United, na Escócia. Contudo, na volta, com o apoio da torcida, se impôs e mostrou que era mais time, e venceu os escoceses por 3 x 0. Assim, a equipe se prepara para a disputa da final em seus domínios.

A FRUSTRAÇÃO É LOGO ALI

A Roma tinha todos os ingredientes necessários para conquistar seu primeiro título internacional. Jogando em casa, torcida a seu favor e elenco recheado de bons jogadores. Por outro lado, enfrentava um time já cascudo e com experiência europeia tendo ganho três vezes. Assim, o jogo foi bom tecnicamente, o Liverpool fez um jogo de quem já conhecia os atalhos. Dessa forma, os Reds abriram o marcador aos 13′, com gol de Phil Neal. No final do primeiro, foi a vez da Roma marcar com Pruzzo, deixando tudo igual. Posteriormente, na segunda etapa, o time italiano jogou melhor e teve controle, porém, não conseguiu furar a defesa adversária, levando a partida para a prorrogação e na sequência para os pênaltis.

Nas penalidades, o Liverpool contou com a malandragem do seu goleiro e com o erro de dois jogadores romanos. Assim, venceu por 4 x 2 e faturou o título em pleno estádio adversário. Logo, foi um resultado horrível para a equipe de Roma, que jogando em casa, com o apoio da sua torcida, viu o time perder nos pênaltis, não tendo conseguido conquistar a glória máxima.

ÚNICO CONSOLO POSSÍVEL

Com o revés na competição europeia, só restou a Roma brigar pela Coppa da Itália. Assim, após ter eliminado o Milan nas quartas e o Torino nas semifinais, a equipe teve um embate contra o Verona na grande final. No primeiro duelo, empate em 1 x 1 em Verona. No jogo da volta, vitória da Roma por 1 x 0, placar que garantiu o terceiro caneco da Copa e o último daquele esquadrão que ficaria para sempre na história Romanista.

Foto destaque: Reprodução/Medium

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Gilvan Junior, 20 anos, natural de Feira de Santana, estudante de jornalismo pela FAT. Desde pequeno, meu principal assunto era o esporte. Sempre acompanhado programas, sites, etc. Decidir, partir pra área que me dará a oportunidade de viver daquilo que mais amo. O futebol.

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