Técnica dos goleiros ou incompetência dos atacantes?

A posição de centroavante está em escassez no futebol brasileiro. Ter até tem, mas tá faltando qualidade. Antigamente o camisa 9 era o matador do time, o cara decisivo. Era lançar uma bola nele e correr pro abraço.

Mas vemos isso mudando no Brasil. Há uma falta perceptível daquele atacante que chame a responsabilidade na hora que o jogo aperta, na hora de bater um pênalti, por exemplo.

Vimos o time do São Paulo há um bom tempo ter um goleiro como seu batedor oficial. Tudo bem que se tratava de Rogério Ceni, o maior goleiro artilheiro do mundo, mas geralmente quem precisa de um gol para concorrer a artilharia ou no mínimo mostrar serviço, é um atacante e não um goleiro.

Fato é que Rogério se aposentou e Michel Bastos (meia) foi o encarregado das cobranças em 2016. Cobrou 3, fez 1 (único do time na temporada). Ganso (meia) também cobrou um e perdeu, assim como Calleri (atacante) e Maicon (zagueiro).

Mas não é um problema apenas do time do Morumbi não! Seu arquirrival Corinthians está na mesma fase. Rodriguinho (meia) cobrou pra fora no jogo contra o XV de Piracicaba, os atacantes Luciano e Romero pararam no mesmo jogo diante do goleiro da Ponte Preta, João Carlos. Pra fechar a conta (pelo menos por enquanto), Lucca (meia) perdeu mais um ontem, no clássico contra o Palmeiras. Fernando Prass apontou o canto onde o corintiano cobraria e pulou lá pra pegar. Pra piorar, no lance seguinte Dudu marcou o gol da vitória palmeirense por 1 a 0.

No sábado, o meia Rodrigo Lindoso, do Botafogo, também em um clássico, contra o Flamengo, parou na defesa de Paulo Victor. O gol perdido fez falta, pois a partida ficou 2 x 2. Ainda no sábado, o Fluminense visitou o Madureira e venceu por 3 a 1. Fred, acostumado a cobrar pênaltis e ser artilheiro dos campeonatos, também perdeu pênalti. No mesmo dia, o Ceará disputava a vaga nas semi-finais da Copa Nordeste contra o Santa Cruz e perdeu por 1 a 0, e ainda viu seu atacante Rafael Costa mandar a bola nas mãos do goleiro do Santa, Tiago Cardoso.

O talentoso meia vascaíno Nenê, foi mais um que perdeu pênalti no fim de semana. Mota, do Volta Redonda, pegou a batida do camisa 10. Marquinhos, meia do Internacional mandou seu pênalti pra fora no Gauchão.

Nesse mesmo ano, Vagner Love, Neymar, Cristiano Ronaldo (3), Messi (2, incluindo a rolada de bola pra o gol de Suárez), já perderam pênaltis.

O que está acontecendo com o futebol? Os goleiros viraram especialistas em pegar penalidades ou os atacante perderam o jeito, a manha, o caminho, o faro, a categoria? Técnica dos goleiros ou incompetência dos atacantes? Onde está o camisa 9 que chama a “responsa”, bate no peito, pega a bola, põe debaixo do braço e fala: “Eu bato!”?

Existem, claro, as exceções como Lucas Pratto, o argentino que veste a 9 do Atlético Mineiro, que nunca perdeu um penal na carreira e Ricardo Oliveira, atacante do Santos e da Seleção Brasileira, que até já perdeu, mas tem faro de gol, e quando tem a oportunidade, dificilmente erra.

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Eric Filardi
Eric Filardi
Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, criado em Taboão da Serra, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.
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