Jogadoras do Taubaté em ação. (Reprodução/Rafael Citro)

O Esporte Clube Taubaté Feminino, com início em 2011, surpreendeu à todos na última edição da A2. Isso porque, mesmo com a péssima campanha no Campeonato Paulista, venceu muitos grandes no Brasileiro. A equipe bateu, em fase de grupos, Cruzeiro, Fluminense e Vasco, passando de forma invicta. Assim, chegou até às quartas de final e, apesar de ter vencido a primeira, perdeu a vaga para o São Paulo, no Pacaembu. Deste modo, o próximo objetivo das meninas na temporada se tornou a segunda edição da Taça Mulher.

Segundo o técnico do clube, Arismar Júnior, a derrota por 3 x 0 para São Paulo não foi totalmente negativa. A equipe, em seus mandos, venceu o Tricolor pelo placar mínimo, e foi com a proposta de se fechar. Então, foi surpreendida pela ofensividade das adversárias e não conseguiu reagir. Ainda assim, as meninas saíram de cabeça em pé e orgulhosas de seu esforço.

“Sabíamos da dificuldade que seria disputar o Campeonato Brasileiro da Série A2, e não foi diferente. Crescemos e evoluímos bastante e saímos da competição com um grande aprendizado.”

 

SEGUNDA EDIÇÃO DA TAÇA MULHER

De qualquer forma, a eliminação abriu caminho para o clube sonhar com outra competição: a Taça Mulher. Embora tenha sido Campeão em 2017, o Taubaté tenta seu bicampeonato, vindo como favorito. O torneio contará com seis participantes: Caçapava, Pindamonhangaba, Ilhabela, Paraty e o Burro. Contudo, a curiosidade é que a equipe contará com o elenco de base e o principal.

Porém, o treinador não vê o título como principal objetivo ao participar do torneio, com o foco já em 2020. A ideia principal é usar os jogos como base para montar um esquema de jogo e time base. Desta maneira, a disputa serviria para observar o rendimento das jogadoras e dar rodagem às jovens. Por outro lado, a polivalente defensora, Tatá, enxerga de outra forma, dando grande importância à Taça.

“Infelizmente fomos desclassificados no Campeonato Paulista e no Brasileiro A2, e agora iremos nos preparar forte para a disputa da Taça Mulher, para conseguirmos o título. O Taubaté foi um dos meus primeiros clubes, e me deu a oportunidade de aprender muito. Sou grata por estar aqui e vamos entrar com todas as forças na Taça.”

 

TAUBATÉ FEMININO: PROMISSOR OU REALIDADE?

Apesar de ter ido muito mal no paulista, sem vencer nenhum de seus dez jogos, o Taubaté buscou sua redenção, e promete ainda mais. O comandante, assim como as atletas, visam um 2020 ainda melhor, já que o grupo é praticamente o mesmo. Ainda que a modalidade feminina tenha surgido somente em 2011, Arismar está bastante esperançoso. O professor enxerga muito progresso nessa temporada e que, logo mais, a equipe engrenará em busca de títulos.

“Nós do futebol feminino sabíamos que estávamos em um momento oportuno para o crescimento, e depois da Copa do Mundo isso se potencializou. Estamos vendo as grandes mídias trabalhando em prol do futebol feminino, querendo uma maior visibilidade. Acredito que os próximos dois anos serão de muito crescimento.”

Glauber Nathan
Meu nome é Glauber Nathan, tenho 20 anos e sou estudante de jornalismo. O futebol entrou cedo na minha vida, e de lá para cá, respiro o esporte. Apesar de ser um fã assíduo do rádio, não perco a oportunidade de acompanhar qualquer jogo, independente do campeonato, divisão ou país. Entendo que o mais importante é entender e fazer os outros compreenderem a emoção do espetáculo chamado futebol.

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