A suspeita se concretiza

Em investigação comandada pelo FBI, a FIFA, agora nas mãos de Gianni Infantino, tenta recuperar sua reputação, manchada pelos escândalos de corrupção na entidade máxima do futebol mundial.

A FIFA move um processo contra os cartolas, pedindo indenizações por supostos desvios de dinheiro. Há a suspeita de que 190 milhões de dólares tenham sido desviados, sendo que já se conhece os donos de parte dessa quantia, avaliada em 100 milhões de dólares. Nomes importantes no futebol brasileiro estão envolvidos: Ricardo Teixeira, Marco Polo Del Nero e José Maria Marín, ao todo, devem ressarcir a FIFA com uma quantia próxima de R$ 20 milhões.

A operação comandada pela justiça americana revela um esquema de venda de votos para a escolha da sede da Copa do Mundo de 2010. De modo surpreendente, a FIFA reconheceu essas acusações como verdadeiras pela primeira vez. Agora as atenções estão voltadas para a possível comprovação de que as escolhas para as sedes de Copa do Mundo feitas até 2011 também se enquadram nessa suspeita. Caso seja comprovado, fica atestado que as eleições para as sedes de 2018 e 2022, Rússia e Catar, respectivamente, foram fraudadas. Tais votações foram polêmicas e já levantavam suspeitas, mas descarta-se a possibilidade de que sejam feitas novamente.

O documento é enfático em suas colocações e reforça a ideia de que o comitê sul-africano se rendeu à compra dos votos.

“Agora é aparente que vários membros do Comitê Executivo da Fifa abusaram de suas posições e venderam votos em várias ocasiões. “Finalmente, devido aos seus fortes laços ilícitos com o comitê sul-africano, os sul-africanos ofereceram uma propina mais atrativa de US$ 10 milhões em troca dos votos de Warner, Blazer e outro membro do comitê executivo”, completou, lembrando que Marrocos também ofertara propina.

Os escândalos de corrupção na FIFA, assim como a criação de esquemas para a escolha de sedes de Copas, não eram nenhuma novidade aos expectadores do futebol. O que chama a atenção, no entanto, é a iniciativa do novo presidente da entidade, Gianni Infantino, de desmascarar os dirigentes envolvidos e escrever uma nova página para a história da FIFA.

André Siqueira Cardoso

Sobre André Siqueira Cardoso

André Siqueira Cardoso já escreveu 313 posts nesse site..

Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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