Superclássico: River enfrenta tabu dentro do Monumental de Núñez

- Por competições locais, River não vence um superclássico em Núñez desde 2010
Superclássico: River enfrenta tabu no Monumental de Nuñez

O superclássico deste domingo (1) é temperado por inúmeras especiarias, sobre isso não restam dúvidas. Isso porque, será o primeiro embate de uma série de três River e Boca, Boca e River, em um período de um mês e meio. Além disso, esse será o reencontro dos rivais históricos. A última partida entre ambos foi a final da Copa Libertadores da América da temporada passada. Ademais, Carlos Tevez regressará ao Monumental de Núñez depois de quase mil dias e Gustavo Alfaro debutará em um superclássico. Contudo, existe outro detalhe que está associado as estatísticas e que faz muito barulho. Por torneio locais, o clube Xeneize não perde dentro da casa do maior rival desde meses antes do descenso do Millionario para a Primeira B Nacional.

Dessa maneira, a última vitória ocorreu em 16 de novembro de 2010. Assim, o River, comandado na época por Juan José López, bateu o Boca, do técnico Claudio Borghi, pela vantagem mínima, em partida válida pela 14ª rodada do Torneio Apertura. O zagueiro Jonatan Maidana foi o autor do tento da vitória. Naquele dia, os visitantes adentraram as quatro linhas com: Javier García; Christian Cellay, Matías Caruzzo, Juan Insaurralde e Clemente Rodríguez; Jesús Méndez, Sebastián Battaglia, Matías Giménez e Juan Román Riquelme; Pablo Mouche e Martín Palermo. Assim, seguindo as péssimas atuações das partidas iniciais, o conjunto jogou mal e somou a sétima derrota na competição.

Do lado do River, atuaram: Juan Pablo Carrizo; Paulo Ferrari, Maidana, Alexis Ferrero e Adalberto Román; Walter Acevedo, Matías Almeyda, Roberto Pereyra e Erik Lamela; Ariel Ortega e Mariano Pavone. Essa seria a base da equipe que, no ano seguinte, seria rebaixada para a segunda divisão. Todavia, antes disso, saboreou o gosto de ganhar do Boca. No entanto, seria a última vez…

SUPERCLÁSSICO NO MONUMENTAL

Desde então, se passarão quase dez anos. Ao todo, foram sete superclássicos, três empates e quatro vitórias do Boca. Os mais recordados pelos torcedor Xeneizes, seguramente, são os mais recentes. Sem dúvidas, o primeiro é o superclássico no qual Carlitos marcou duas vezes. O Boca, comandando por Guillermo Barros Schelotto, então, triunfou por 4 x 2. Dessa maneira, agarrou a liderança do torneio, na qual permaneceu durante 46 rodadas, ou seja, 617 dias, e se sagrou bicampeão. Depois, a última vitória, quando o uruguaio Nahitan Nández fez o tento que sacramentou o placar de 2 x 1. Os outro dois êxitos ocorreram, respectivamente, em 2013 e 2015. No primeiro, Emmanuel Gigliotti foi o artilheiro magro do jogo, assim como, no segundo, foi o uruguaio Lodeiro.

Obviamente, o cenário se modifica quando entram em pauta as competições internacionais. Isso porque, nesse âmbito, o River Plate tem se firmado como uma potência, sobretudo nos últimos anos. No entanto, pensando unicamente no primeiro superclássico da série, o River possui uma missão que vai além de conquistar os três pontos: quebrar o tabu de não vencer o Boca dentro do Monumental de Núñez.

Foto de destaque: divulgação/Invictos

 

 

Pedro Ferri
Pedro Ferri
Pedro Rodrigues Nigro Ferri, 19, nascido em Assis-SP. Jornalista em formação pela Faculdade da Cásper Líbero e um fiel devoto. Católico? Protestante? Não, corinthiano. Sou mais um integrante do bando de loucos e nunca me conheci sem essa doença. Frequentador de arquibancada, sou apaixonado por torcidas. Sabe aquela música do seu time? É, eu canto ela no chuveiro. Supersticioso ao extremo e disseminador da política "NÃO GRITA GOL ANTES DA BOLA ENTRAR!".

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