A coluna Dicionário do Futebol desta semana traz uma nova síndrome, não diagnosticada pela ciência, e detectada pelo jornalista esportivo Eric Filardi durante sua frustrada carreira de jogador de futebol de várzea. O “atleta” notou que, ao receber uma caneta do adversário, sentia sintomas que mereciam um destaque no mundo do futebol.

Sindrome da Caneta: o que é?

Constrangimento contínuo, temperamento explosivo, vontade de agredir o firuleiro e sair do jogo, ser substituído ou, no mais impossível e melhor dos casos, se teletransportar ou desaparecer do jogo. Assim nasceu a Síndrome da Caneta. Mas também notou que tal síndrome não era exclusividade sua. Os sentimentos eram os mesmos por parte de outros tantos jogadores da famosa pelada de domingo.

E o mais interessante é que, fazendo uma vasta pesquisa em jogos reais, os sintomas de tal síndrome acontecem com todo e qualquer atleta profissional. Ninguém sabe onde colocar o rosto quando leva um rolinho. É algo desumano para quem leva, vamos concordar! Totalmente desnecessário aos olhos dos humilhados, mas fiel aliado do futebol arte. Existem até caso extremos em que os “afetados” começam a ter alucinações. Veem o “caneteiro” em diversos locais do campo e até tem pesadelos com eles.

Casos reais de Síndrome da Caneta

O jornalista relata que um amigo seu, que não quis ser identificado, diz ter levado uma caneta num rachão e começou a ter pesadelos com o Ronaldinho Gaúcho. Claro, o Bruxo, além de muito lindo, é a assombração dos marcadores quando o assunto é sainha. Já diria o respeitado zagueiro do Barcelona e da Seleção Espanhola Carles Puyol, que levou caneta até em premiação ao lado do craque brasileiro, que não perdoou nem fora dos gramados.

O recurso de caneta é uma habilidade comum no futebol e levando a torcida, mas, de fato, desestabiliza quem leva o drible. Nenê, na época jogador do Vasco da Gama, foi outro a causar uma Síndrome da Caneta no paraguaio Lucas Barrios, então no Palmeiras. Denílson, também conhecido como DenilsonShow, era outra jogador que usava muito bem este artifício. Já diria Arce, lenda no Palmeiras e também paraguaio, que levou uma caneta com o atacante brasileiro de costas, desmoralizante!

Foto destaque: Reprodução/Twitter ESPN Brasil

Eric Filardi
Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, criado em Taboão da Serra, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.
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