Em nota oficial, Sindicato contesta redução de intervalo entre jogos e alerta para prejuízos aos atletas

- A entidade paulista foi responsável pela conquista das 72 horas de descanso entre um jogo e outro
Sindicato

Nesta sexta-feira (16), o Sindicato de atletas de São Paulo divulgou uma nota oficial em que contesta essa redução e alerta para futuros prejuízos devido a sobrecarga. Além disso, destaca que a FENAPAF não tem representatividade nacional entre os profissionais para tomar uma decisão.

Por conta da pandemia do novo coronavírus, os intervalos entre os jogos diminuíram significativamente. Ainda mais quando se leva em consideração o fato de termos várias competições ao mesmo tempo. Por exemplo, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro e até finais de estaduais. Assim sendo, os jogadores não conseguem usufruir seu direito, que é o descanso de 72 horas entre uma partida e outra.

Entretanto, a Federação Nacional de Atletas (FENAPAF), atualmente comandada por um grupo afinado com a CBF, concordou com a redução para 66 horas. E recentemente para apenas 48 horas. Por outro lado, é preciso ressaltar o quanto danoso isso é para a saúde dos atletas. Isso porque o período de recuperação física não é total.

Ao passo que abaixo é possível conferir um trecho da nota oficial divulgada nas redes sociais. Para acessar na íntegra, clique aqui

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Responsável pela conquista que garantiu ao atleta de futebol o descanso mínimo de 72 horas entre as partidas, o Sindicato de Atletas São Paulo contesta a alteração do intervalo, mesmo em época de pandemia. Importante lembrar que a medida trouxe para o atleta de futebol a proteção de sua saúde no que diz respeito ao período de recuperação física. O excepcional trabalho foi realizado com base em laudos técnicos muito bem elaborados por um dos maiores fisiologistas do país, Dr. Turíbio Leite de Barros. Posteriormente, a Federação Nacional de Atletas (FENAPAF), atualmente comandada por um grupo afinado com os interesses da CBF, concordou com a redução para 66 horas, e agora para apenas 48h. Também importante reforçar que o Sindicato de Atletas SP jamais pleiteou impedir ou interferir no calendário das agremiações. O foco sempre foi a defesa da integridade física dos atletas. Em resumo, o clube poderia jogar quantas vezes fosse necessário, desde que utilize jogadores diferentes caso os jogos sejam realizados em um intervalo menor que 66 horas. Há mais de quatro anos, a atual Federação Nacional de Atletas (FENAPAF) não representa os atletas profissionais em nível nacional. Vários dos sindicatos mais importantes do país já não fazem mais parte de sua base de apoio, como os casos dos sindicatos de atletas de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina e Goiás. Agora, em mais uma manobra contra a categoria, a FENAPAF fez novo acordo com a CBF com a justificativa de que seriam poucas rodadas. E sem consultar nenhum especialista médico. Apenas um evento de sobrecarga física já é suficiente para abreviar a carreira de um atleta, situação que escandaliza o ajuste de interesses dessa entidade com a CBF e não com sua categoria. Leia a nota na íntegra no site www.sindicatodeatletas.com.br

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NOTA OFICIAL DO SINDICATO DOS ATLETAS DE SP

Responsável pela conquista que garantiu ao atleta de futebol o descanso mínimo de 72 horas entre as partidas. O Sindicato de Atletas São Paulo contesta a alteração do intervalo. Mesmo em época de pandemia.

Importante lembrar que a medida trouxe para o atleta de futebol a proteção de sua saúde. Principalmente, no que diz respeito ao período de recuperação física. O excepcional trabalho foi realizado com base em laudos técnicos. Muito bem elaborados por um dos maiores fisiologistas, Dr. Turibio Leite de Barros.

Posteriormente, a Federação Nacional de Atletas (FENAPAF), atualmente comandada por um grupo afinado com os interesses da CBF, concordou com a redução para 66 horas, e agora para apenas 48 horas.

Também importante reforçar que o Sindicato jamais pleiteou impedir ou interferir no calendário das agremiações. O foco sempre foi a defesa da integridade física dos atletas. Em resumo, o clube poderia jogar quantas vezes fosse necessário. Desde que utilize jogadores diferentes. Caso os jogos sejam realizados em um intervalo menor que 66 horas.

Há mais de quatro anos, a atual Federação Nacional de Atletas (FENAPAF) não representa os atletas profissionais em nível nacional. Vários dos sindicatos mais importantes do país já não fazem mais parte de sua base de apoio, como os casos dos sindicatos de atletas de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina e Goiás.”

Foto Destaque: Divulgação

Tathiane Marques

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Na verdade, não fui eu que escolhi o jornalismo e sim ele que me escolheu. Sem dúvidas, a profissão é como um oceano que precisa ser desvendado na sua profundeza, só assim é possível conhecer e respeitar toda sua beleza.

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