Sheva, o “rei” Ucraniano

- À volta ao campo como auxiliar técnico da seleção Ucraniana

Shevchenko nasceu na impronunciável vila de Dvirkivschyna, Ucrânia. Aos 10 anos de idade, o garoto se mudou para a capital, Kiev, por causa dos estragos causados pelo desastre nuclear de Chernobyl. Muitos locais próximos ao acidente foram evacuados e Shevchenko acabou se distanciando de seus amigos de infância, além de perder seus passatempos favoritos na época como hóquei no gelo, golfe e, claro, o futebol.

Em seu primeiro desafio para ser jogador profissional, o rapaz não teve muita sorte e falhou no teste de dribles para entrar em uma escolinha de futebol de Kiev. Tempos depois, porém, o Dynamo Kyiv observou o garoto em uma competição de juniores e o levou para treinar nas categorias de base do clube. Foi com a camisa azul e branca que Shevchenko começou a aprimorar sua técnica, e os dribles que haviam deixado fora da escolinha de futebol. Com 14 anos, já foi artilheiro e destaque do time de jovens do Dynamo na Copa Ian Rush, onde ganhou um par de chuteiras do lendário atacante do Liverpool.

Com uma carreira bem promissora no futebol, em 2006, Shevchenko conseguiu disputar sua primeira Copa do Mundo na carreira depois de ajudar seu país a se classificar para o mundial com seis gols marcados nas Eliminatórias.

Na fase de grupos a equipe perdeu para a Espanha por 4 a 0, mas superou a Arábia Saudita pelo mesmo placar e bateu a Tunísia por 1 a 0, ambos os jogos com um gol seu. Nas oitavas de final, o atacante passou em branco e o duelo contra a Suíça terminou sem gols. Nos pênaltis, Shevchenko perdeu a primeira cobrança, mas a Ucrânia venceu por 3 a 0 e avançou. Nas quartas, o atacante teve pela frente a Itália e vários colegas que conheciam muito bem seu estilo de jogo. Com isso, foi difícil para o capitão ameaçar a meta de Buffon e a Ucrânia perdeu por 3 a 0. Era o fim da Copa para o camisa 7.

Em 2012, pendurou as chuteiras definitivamente e se despediu, também, da seleção. Ao perder para a Inglaterra na Eurocopa, o craque não voltaria a usar a camiseta amarela, era o fim do maior jogador ucraniano após 111 jogos e 48 gols marcados.

Aos 39 anos, o craque assumiu nesta terça-feira, 16, o cargo de auxiliar técnico do treinador Mykhaylo Fomenko.

Coube ao treinador fazer o anuncio à imprensa: “Nós fizemos a escolha em favor de Shevchenko, que vai trabalhar com a comissão técnica da seleção”, disse ele, explicando que o contrato do seu antigo auxiliar, Olexandr Zavarov, não seria renovado.

Em 2012, Shevchenko chegou a negociar com a Federação de Futebol da Ucrânica (FFU), mas recusou o convite para assumir o cargo de da seleção porque não tinha a licença exigida pela Uefa. Após um curso de dois anos, ele agora tem esse diploma e pode fazer parte da comissão técnica.

“Depois de quase quatro anos de férias, estou voltando ao grande futebol, como técnico. Eu trabalhei como grandes técnicos, como Valery Lobanovskyi, Carlo Ancelotti e Jose Mourinho e ganhei muita experiência”, destacou o ex-atacante.

Com um belo histórico, ele é considerado o maior artilheiro da história da seleção ucraniana. Revelado pelo Dínamo Kiev, o atacante brilhou pelo Milan, clube que defendeu entre 1999 e 2006 e de 2008 a 2009. Neste meio tempo, jogou pelo Chelsea. Depois, encerrou a carreira no Dínamo, em 2012.

Carolina Keyko

Sobre Carolina Keyko

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Sou Carolina Keyko Rodrigues, 21 anos, estudante de jornalismo, apaixonada por esportes, música, teatro, gastronomia e fotografia. Já trabalhei como estagiária para a Arquidiocese de São Paulo como gestora de mídias sociais, Estagiária para os Doutores da Web com SEO. Gosto de áreas que me desafiem a escrever, como o futebol, que esta em constantes mudanças, costumo assistir os jogos do Santos com a fanática da minha irmã e acompanho meu pai nos jogos da Portuguesa, pois é, faz parte.

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