Sergio Batista é ídolo do Argentinos Juniors

Um dos grandes jogadores da história da Argentina, chama-se Sergio Batista. Assim, o volante começou no Argentino Jrs, no qual é o jogador que mais vestiu a camisa do clube e também foi campeão da Copa do Mundo de 1986. Desse modo, a coluna Catimbando trás a história do “Checho” que teve problemas com drogas, treinou a Argentina, e é amigo de Maradona.

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ARGENTINOS JRS

Filho de José Batista, ex-jogador do clube e exímio descobridor de talentos, um deles é Claudio Borghi. No entanto, Sergio jogou no infantil do Vélez e tinha uma paixão na infância pelo All Boys. Assim, após uma parceria do Bicho Colorado com o time social do bairro de Checho, chamado Parque, se transferiu para equipe no qual seria ídolo. Além disso, outro nome famoso que surgiu desse projeto é: Esteban Cambiasso.

Em 1981, fez a estreia pelo Argentinos Jrs, com 18 anos e já com a barba muito marcante durante toda a carreira. Assim, no começo jogava na ponta direita, foi deslocado para o meio jogando do mesmo lado, por ser muito baixo. Ademais, foi centroavante na base, mas não marcava gols. Contudo, Alberto Tardivo, ex-jogador do clube o salvou, o fez ser volante. No ano de sua estreia, foi eleito a revelação do torneio em troféu oferecido pelo Clarín., o prêmio foi entregue por Maradona, que estava no Boca e tinha saído em 1980 do Semillero del Mundo.

O clube perdeu Maradona e o goleiro Ubaldo Fillol, mas as conquistas logo viriam. Assim, faturou o Metropolitano, em 1984, emendou com o Nacional no ano seguinte com gol do título feito por Sergio. Além disso, venceram a Libertadores de 1985. Assim, Batista fez parte da maioria dos troféus importantes do time e tem o recorde de 272 jogos pela equipe.

ORIGEM DO APELIDO DE SERGIO BATISTA

“Faz um tempo, me chamaram de Sergio e minha filhinha me perguntou por quê. Da minha mulher aos jogadores, todos me chamam de Checho. Meu irmão caçula não pronunciava o S, e em vez de ‘Sergio’ saía Checho”, explicou sobre a origem do apelido único e intraduzível. 

LIBERTADORES 1985

O Argentinos Jrs ficou no Grupo 1 do torneio, ao lado do temido Ferro Carril Oeste, Fluminense e Vasco. Os clubes cariocas tinham sido campeão e vice do Brasileirão de 1984, respectivamente. Assim, perdeu a primeira partida por 1 x 0, depois enfrentou os clubes do Rio. Contudo, surpreendeu a todos, venceu o Vasco, por 2 x 1 e o Flu com o placar de 1 x 0, ambos os jogos no Maracanã. Seguindo, empatou com o Gigante da Colina por 2 x 2 e venceu o Oeste, por 3 x 1. Além disso, triunfou contra o Fluzão com o mesmo placar do jogo de ida.

Naquela época só passava o líder do grupo, houve uma partida desempate contra o Ferro Carril Oeste, acabou 3 x 1 e foi um baile do Argentinos Jrs. Em seguida, veio a segunda fase (semifinais daquele tempo), eram dois grupos, o do Bicho contava com Blooming e Independiente. Assim, empatou os dois primeiros duelos em 2 x 2 e 1 x 1. Logo após, venceu o time boliviano por 1 x 0 e também o Rey de Copas no placar de 2 x 1.

Time base do Argentinos Juniors em 1985
Time base do Argentinos Juniors em 1985/ Foto: Imortais do Futebol

A final era diante do América de Cali, em dois jogos. Seguindo, o primeiro duelo aconteceu no Monumental de Núñez, na Argentina. O time colombiano era perigoso e o Bicho estava confiante após o triunfo diante do Independiente. Dessa maneira, foi 1 x 0 no jogo de ida. Logo após, o duelo em Cali foi uma batalha para os argentinos, e terminou 1 x 0, forçando um jogo desempate. Em seguida, no Defensores Del Chaco, o Semillero del Mundo estavam exaustos, mas abriram o placar, aos 38′, e levaram o empate quarto minutos depois.

PÊNALTIS E ELENCO

A partida foi para as penalidades e os jogadores do Bicho estavam esgotados. No entanto, goleiro Vidallé tinha a certeza que pegaria alguma batida e resolveu pular para o mesmo canto. Assim, pegou a de De Avila e o Argentinos Juniors se tornou campeão da Libertadores de 1985.

Time base: Vidallé; Villalba (Mayor), Pavoni, Pellegrini (Lemme) e Domenech; Olguin, Batista e Commisso; Videla, Borghi e Corsi. Técnico: José Yudica.

SELEÇÃO ARGENTINA

Estreou na seleção no ano de 1985 e teve um relacionamento irritante com o técnico Carlos Billardo, mas depois entendeu que ele queria ajudá-lo para ser um treinador dentro de campo. Assim, Sergio Batista não era o preferido, mas jogou as sete partidas da Copa, sendo campeão com a Argentina. Logo após, também foi para a Copa de 1990, mas não disputou a final diante da Alemanha.

OUTROS CLUBES

Transferiu-se para o River Plate, em 1988. Assim, atuou com Borghi e Daniel Passarella. Pelo clube faturou o Campeonato Argentino de 1989/90. Logo após, voltou ao Argentinos Jrs em 1991, sentiu dores no treino e foi aconselhado pelo pai a procurar um medico. Contudo, foi a última vez que o viu, nesse intervalo de tempo acabou falecendo e Sergio Batista se entregou as drogas e ficou um ano sem jogar.

Voltou no ano seguinte pelo Nueva Chicago, mas não deu sequência. Assim, buscou o Japão para salvar sua vida, se reabilitou para se tornar treinador. No entanto, conseguiu defender o clube do coração em duas temporadas, o All Boys.

SELEÇÃO OLÍMPICA

Em 2007 treinou a seleção argentina sub-20 e no ano seguinte a seleção olímpica. Desse modo, conquistou o ouro nas Olímpiadas de Pequim, derrotando o Brasil na semifinal. Além disso, na final venceu a Nigéria, por 1 x 0.

Seleção da Argentina nas Olímpiadas em 2008
Seleção da Argentina nas Olímpiadas em 2008/ Foto: Getty Images

CLUBES QUE TREINOU

Além das seleções sub-20 e olímpica, em 2010 treinou a principal mas ficou até 2011. Logo após, fui para a China, aonde está até os dias atuais. Assim, ficou a frente do Shanghaï Shenhua e desde 2014 no comando do  Shanghaï Greenland.

Foto Destaque: Reprodução/ Getty Images

Nicollas Almeida
Escolhi o jornalismo porque queria contar histórias, participará dela também. Já estagiei na assessoria de imprensa de um órgão do governo do Rio de Janeiro. Fiz trabalhos voluntários no meio religioso e político, participei de um programa de debate na rádio na faculdade.

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