Ivan Storti/Santos FC

Para quem assiste programas de TV de debates futebolísticos com mais atenção, notou que cada vez mais a linguagem clubista da internet está invadindo as telinhas.

Antes de mais nada, quero dizer que este é um movimento natural e esperado do universo multimídia do século XXI. Os próprios profissionais precisam ter múltiplas habilidades para que tenham mais espaço. Contudo, esse movimento acarretou este efeito colateral difícil de digerir: o clubismo.

Do mesmo modo que torcedores fanáticos vociferam, ou escrevem groselhas nas redes sociais, jornalistas (jornalistas?), têm tido cada vez mais dificuldade para fugir dos clichês e das análises rasas. Sob o mesmo ponto de vista, essas “análises” visam apenas o engajamento em detrimento de um debate mais conceitual acerca do jogo. E quando esses “profissionais” deixam sua paixão por um time aflorar, aí amigo é dose para leão.

Entretanto, quero deixar claro que não há problema no fato de que jornalistas esportivos têm um time de futebol. O problema nasce quando, em decorrência dessa paixão, as análises começam a ser distorcidas e os fatos começam a ser ignorados. Isso é clubismo.

Ser clubista é mais grave que desconhecimento acerca do jogo. Porque o ignorante ainda tem boa vontade, já o clubista é maléfico e premeditado.

Clubismo não cabe na mídia tradicional

Finalmente, quero deixar um conselho para esses pseudojornalistas. Larguem o osso e abram espaço para quem realmente deseja fazer um jornalismo baseado nos fatos e na nobre função de formar um senso crítico em quem assiste.

Assim também que esses profissionais migrem para a mídia independente de cada clube. Não faltam opções. Se poupem e nos poupem.

Foto Destaque: Divulgação/Ivan Storti/Santos

Paulo Henrique Araújo
Apaixonado por futebol desde antes do que possa lembrar. Comentarista esportivo por amor e constante aprendiz do maior esporte do mundo.

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