Se não houver público nas arquibancadas, o futebol não voltará no Uruguai

- Jogar com portões fechados está fora de cogitação para o momento e quase todos concordam com tal atitude
AUF

Em tempos de Covid-19, o futebol só voltará a ativa no Uruguai quando for possível disputar as partidas com o público nas arquibancadas. Dessa forma, tanto a AUF (Associación Uruguaya de Fútbol), quanto os grandes clubes do país rejeitam categoricamente a possibilidade de retornarem às atividades com portões fechados.

Um retorno com portas fechadas, além de causar prejuízo aos cofres devido à impossibilidade de vender ingressos, também provocará uma enorme ira de membros de cadeiras cativas, que adquiriram o direito que não conseguem usufruir há muito tempo. Além disso, eles reclamam que alguns já começaram a sofrer impactos econômicos devido ao número de membros que deixaram de pagar a taxa.

Por isso, apesar de um dirigente, que está assumindo um papel de liderança, esteja fazendo esforços no mais alto nível para voltar a jogar com portões fechados, ele não terá resultados positivos porque não convencerá os grandes a jogar sob esse regime. Assim, parece que Carlos Ham, dirigente dos Wanderers, chegou a se comunicar com o Secretário Nacional do Esporte, Sebastián Bauzá para que a Secretaria de Esportes desse algum respaldo sobre sua ideia de voltarem as atividades esportivas o mais rápido possível, independentemente de serem realizadas sem torcedores nas arquibancadas. Também é dito que Ham está muito ativo, a ponto de enviar uma carta à FIFA, mas se tratava dos fundos Forward FIFA. Sendo assim, aparentemente não conseguiu o resultado que se esperava.

Na AUF, sabem que o tempo do futebol com público no Uruguai vai demorar para voltar, porque é assim que se expressam as principais autoridades do futebol continental e mundial. A Conmebol e a FIFA lidam com informações do mais nível e, sob nenhuma circunstância aprovarão o retorno do esporte se os riscos à saúde pela propagação do Covid-19 persistirem. As competições internacionais não serão realizadas se todos os países que competem não se encontram nas mesmas condições de saúde.

O outro grande inimigo para o retorno do futebol são as condições econômicas. Sendo assim, existem clubes que apontam que tanto tempo de conformidade com o BPS (Banco de Previsión Social), que sabia gerar prejuízos econômicos, deve ter nesses tempos seu retorno justo. Portanto, o seguro-desemprego pode ser mais extenso ao longo do tempo.

Foto: Reprodução/Ovación Uruguay

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Henrique Castro
Henrique Castro
Tenho 20 anos e estudo jornalismo. Na Copa do Mundo de 2006, quando tinha 6 anos, comecei a me interessar por futebol e desde então, o encanto pelo esporte só aumentou. Tal interesse, que fez crescer a vontade de seguir uma carreira no jornalismo esportivo, apareceu em meados de 2013 e desde então se tornou um sonho para mim. Sou apaixonado pelo Santos Futebol Clube e também sou torcedor do Philadelphia 76ers, na NBA. Também tenho um interesse enorme em assistir futebol de qualquer lugar do mundo e gosto de acompanhar ligas mais alternativas, principalmente do leste europeu.

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