São Paulo bota fé em trio para reequilibrar finanças

O São Paulo, com certeza é um dos times com mais história e títulos no futebol mundial, entretanto vem encontrando dificuldades nos últimos anos. O clube não conquista um título a mais de sete anos, vê sua torcida impaciente e têm como resultado dívidas que parecem ser impossíveis de serem sanadas. Visto que, em todos os últimos anos o clube fecha as contas com déficit. Porém, os paulistas vêem uma chance de acabar com esse problema, na verdade três chances. São elas : , Igor Liziero e Walce.

ENTENDA AS FINANÇAS

Na última terça-feira (23), Jaime Franco, conselheiro do Tricolor, concedeu uma entrevista ao jornalista Alexandre Pretzel. Contudo, logo em sua primeira resposta afirmou que vê esse momento como o mais complicado da história do Soberano.

O conselheiro relatou que levantou dados desde o ano de 2011, para melhor compreender a crise financeira que aflige o time do Morumbi. Jaime conta que um relatório obtido pelo conselho do São Paulo aponta um prejuízo de R$ 80 apenas neste ano, em relação ao projeto orçamentário apresentado no início de 2020.

Jaime ainda destacou que a pandemia do coronavírus agravou ainda mais a situação financeira do clube, já que as arrecadações despencaram sem a disputa de partidas.

“Em março de 2020, quando a pandemia ainda estava no início, o orçamento apontava um superávit de R$ 13 milhões. Só que terminou março com R$ 30 milhões de déficit, uma variação de 326%. Nós sabíamos que, enquanto existir a pandemia, quando as despesas correm e as receitas minimizam, o buraco seria infinitamente maior, como já se confirmou”, pontuou.

VENDA DE JOGADORES

Para a tristeza dos torcedores tricolores a saída vai ser a de sempre, vender jogadores. Contudo, nos últimos anos, o São Paulo vendeu muitos jogadores formados em Cotia e isso é apontado pelos torcedores como fator primordial para a falta de títulos. Só na gestão Leco, atual presidente do clube, o São Paulo faturou 605 milhões em vendas. Sendo 378,3 só em jogador formados nas categorias de base.  ‘Acompanhe um gráfico do GE sobre as vendas na gestão atual ao fim do texto'.

Ao Blog do Paulo Vinicius Coelho o PVC, o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, afirmou que vender atletas será “questão de sobrevivência” quando os mercados reabrirem. Nesse cenário, os principais ativos do clube são três jovens formados nas categorias de base tricolor: Igor Gomes, Liziero e Walce.

Juntos, os três somam multas rescisórias de 150 milhões de euros, o equivalente a R$ 897 milhões na cotação atual. Entenda por que eles podem atrair o desejo dos times europeus e ajudar o São Paulo a aliviar a grave crise financeira:

IGOR GOMES

O meia de 21 anos é o queridinho da torcida são-paulina e dos europeus. O jogador, titular do São Paulo com Fernando Diniz, já teve seu nome ligado ao Real Madrid, jornais espanhóis o compararam com Kaká e, mais recentemente, o jovem também foi associado ao Ajax.

Ainda não aconteceram propostas, mas o São Paulo tem conhecimento de que Igor Gomes está no radar de clubes da Europa. Acredita-se que uma proposta de 20 milhões de euros (cerca de R$ 120 milhões) seria suficiente para levá-lo do Morumbi, algo que o Tricolor não confirma.

Em 2018, quando passou a ganhar espaço no elenco profissional do São Paulo, o meia teve seu contrato ampliado até março de 2023. A multa rescisória para negociações com clubes estrangeiros é de 50 milhões de euros.

LIZIERO

No ano passado, o francês Éric Abidal, secretário técnico do Barcelona, viajou a São Paulo para observar jogadores. O principal alvo do ex-lateral era o volante Liziero.

A observação não se tornou uma proposta pelo jogador de 22 anos, considerado um dos mais atrativos ao mercado europeu pela forma de jogar, idade e por ter passaporte italiano, o que decerto facilita uma possível transferência.

Liziero, que também tem multa de 50 milhões de euros, vem sofrendo com sequência de lesões. Ele tem ficado na reserva do time de Fernando Diniz nesta temporada, geralmente.

WALCE

O zagueiro esteve perto de sair do São Paulo no começo do ano, quando recebeu uma proposta do Bragantino. O Massa Bruta sinalizou proposta de 6 milhões de euros (cerca de R$ 27 milhões, na época) por 80% dos direitos do jovem de 21 anos.

Walce, porém, sofreu grave lesão no joelho durante treinamento da seleção brasileira que disputaria o torneio Pré-olímpico, em janeiro. Ele continua afastado dos treinos desde então – a previsão de retorno era de seis a oito meses.

Ademais, o São Paulo não gostou na proposta, esperava valor mais alto ou fatia maior na divisão de direitos e recusou a investida do time de Bragança Paulista. Mas havia possibilidade real de a transferência ser fechada antes de o jogador sofrer a lesão no joelho.

Assim, a multa de Walce é igual às de Igor Gomes e Liziero, 50 milhões de euros. O contrato é um pouco mais curto, até o final de 2022.

SOBRE A QUANTIDADE DE VENDAS

Por fim,  o conselheiro Jaime Franco, comentou sobre a estratégia utilizada pelo presidente Leco para cobrir os buracos das dívidas: venda de jogadores revelados pelo Tricolor. Apesar de ver lógica no pensamento, o conselheiro aponta outros problemas de gestão do São Paulo, utilizando uma comparação entre o Ituano e o Real Madrid para elucidar seu ponto de vista.

“Hoje, ele (Leco) está correto. Só que ele esquece que o futebol tem quatro fontes de receitas principais: televisão, marketing, bilheteria e venda de atletas. O São Paulo, de 2011 para cá, se apequenou, diminuiu todas as fontes de receita, com exceção da venda de atletas. O São Paulo tem vendido jogadores para sustentar os equívocos e o déficit entre receita e despesa. Um importante conselheiro do São Paulo, que me permita não citar o nome porque é próximo do presidente Leco, usou uma expressão que é incrível. Com todo respeito ao Ituano, que é um time querido, ele afirma: o São Paulo ganha como Ituano e gasta como Real Madrid”, finalizou.

Negociações da Era Leco — Foto: Editoria de Arte

 

Foto destaque: Reprodução/Lance

Erick Uchoa Nascimento
Prazer, me chamo Erick Uchoa Nascimento, tenho 18 anos e resido em São Paulo capital. Optei pelo jornalismo por ser uma forma de me manter perto do que eu mais amo, esportes, em especial, futebol e basquete. Tenho o grande sonho de um dia poder cobrir grandes eventos, como a Libertadores, UEFA champions League e quem sabe até uma Copa do Mundo ou NBA. Curso jornalismo na Universidade Nove de Julho.

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