Santos pode mandar seus jogos em estádio “talismã”

- Estádio Benedito Teixeira já foi palco até de amistoso da seleção, além do oitavo título brasileiro do Santos, em 2004.

Com a Vila em reforma por aproximadamente dois meses, o Peixe terá de mandar seus jogos longe de casa. Assim sendo, o lugar mais cotado era o Estádio do Pacaembú, palco de vários jogos do alvinegro no ano passado.

Não era de se esperar menos, conforme dito durante campanha eleitoral do atual presidente José Carlos Peres, que iria mandar vários jogos na capital paulista. Entretanto, o que Peres não contava era com um impedimento da Polícia Militar.

Segundo o chefe de segurança, seria inviável a mudança de mando do Santos para a capital. Isso se deve, pois a agenda dos clubes de São Paulo iriam se “trombar”. Ou seja, para que não haja conflito entre torcidas, o uso integral do Pacaembú foi negado.

Sem sua casa por dois meses, o Santos busca um abrigo no interior do Estado. Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Araraquara e Barueri, são as cidades mais cotadas a receber o alvinegro durante o primeiro trimestre do ano. Rio Preto, inclusive, é uma cidade bastante conhecida pelos santistas.

Benedito Teixeira, ou “Teixeirão“, com capacidade para 33 mil pessoas, foi palco do octacampeonato brasileiro santista, em 2004. Aquele jogo, inclusive, marcou o maior público da história do estádio, com cerca de 37 mil pessoas.

O Santos conquistou seu oitavo título brasileiro no Teixeirão. O jogo foi 2 a 1, contra o Vasco.
Divulgação: Reprodução

Criado em 1996, o Teixeirão foi conhecido como “segunda casa” dos grandes de São Paulo. O bom gramado e a alta capacidade de público, fizeram com que a CBF mandasse um amistoso para a cidade – Brasil x Gana. Embora o lugar atice a lembrança do santista, a realidade é um pouco dura.

Vivendo, hoje, na sombra de outrora, o lugar encontra-se abandonado. O dono do estádio, América, disputa a quarta divisão do campeonato paulista, e está endividado. Sem dinheiro para pagar seguranças, o estádio é abrigo para usuários de drogas, além de animais que se alojam em seu interior.

Antes palco de seleção brasileira, hoje o Teixeirão vive a dura realidade do abandono. Divulgação: Reprodução

Sabendo da atual situação, José Carlos Peres já tem um Plano A. Seria o Estádio Santa Cruz, casa do Botafogo de Ribeirão Preto. O impasse ficaria, pois a equipe também disputa a primeira divisão do estadual e teria que mudar a agenda para que não atrapalhasse o Santos. Outro lugar pensado por Peres era o Estádio Dr. Francisco de Palma Travessos, ou La Bafonera, como chamam os torcedores do Comercial, também de Ribeirão Preto.

“Por enquanto estamos pensando em dividir os mandos com capital e interior. Ribeirão Preto tem capacidade e São José também. Sabemos da situação (Teixeirão), mas podemos mudá-la e jogarmos lá também.”

O Peixe estreia dia 19/01 às 17h, na Vila Belmiro. Após isso, só deverá jogar no centenário estádio, a partir de Abril. Alguns jogos, como o clássico contra o São Paulo, já foram agendados para o Pacaembú. Contudo, Peres terá mais uma dor de cabeça para se preocupar. Antes era apenas com contratações, agora é com mando de campo.

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Sobre Igor Tonetti

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Amante do maior espetáculo da Terra, da maravilha, que não é considerada umas das sete mundias, mas, se nela estivesse, seria a principal. Como todo brasileiro, a paixão pelo futebol vem de berço. Sem muito sucesso com os pés, decidi trilhar meu caminho através das mãos, só que, ao invés de luvas, uso apenas papel e caneta. Busco sempre informar, sem medo de mostrar minha opinião e, também sem medo, de mudar quando assim for necessário.

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