Santa Cruz

Pela 2ª fase da Copa do Brasil, o Santa Cruz visitou o Cianorte no estádio Albino Turbay, na terça-feira (13). Assim, o resultado foi longe do esperado pelo elenco tricolor. Derrota por 1 x 0, eliminação e o clube não embolsou a quantia de R$ 1,7 milhão.

O JOGO

A princípio, o time tricolor adotou uma postura mais reativa, tentando explorar os eventuais espaços que o Cianorte deixaria. Desse modo, com uma marcação bem compactada, o Santa chegou primeiro com perigo. Em rápida transição puxada por Pipico, que acionou Madson no lado esquerdo, o ponta partiu pra cima e finalizou.

No mais, o time mandante não conseguia superar a defesa cobra-coral e não assustava. Contudo, aos 31′ do 1º tempo, Augusto Potiguar recebeu cartão vermelho após soltar o braço no adversário. Por mais que não tenha sido para tanto, o lateral deu margem para interpretação. A partir disso, o Cianorte cresceu no jogo e passou a criar oportunidades.

Por outro lado, a etapa final já começou desde com pressão dos donos da casa. Salvo algumas poucas investidas, o Santa Cruz chegava pouco, enquanto o Leão buscava as laterais para desequilibrar a partida.

Mas foi na bola parada que o Cianorte encontrou seu gol. Escanteio na área tricolor, e Maurício, capitão do time adversário, antecipou-se no primeiro pau e testou para o gol, sem chances para Jordan. A bola ainda bateu na trave antes de entrar.

Por fim, os donos da casa administraram bem o jogo. A saber, as outras oportunidades na partida também foram criadas por eles. Enquanto isso, o Santa Cruz se mostrou inofensivo e muitas vezes vulnerável.

REPERCUSÃO

De acordo com o técnico interino, Roberto de Jesus, o Santa tinha em campo “um time mais avançado”. Ademais, declarou que já esperava que o Cianorte fosse propor mais o jogo. Além disso, explicou sua visão sobre o lance de expulsão de Augusto Potiguar.

“Optei por colocar um time mais avançado, com Chiquinho aberto, Pipico centralizado e Madson aberto no outro lado. O jogo estava controlado, as disputas eram mais nas intermediárias. Mas, depois que a expulsão ocorreu, que na minha opinião foi injusta, o árbitro foi muito rigoroso. E aí eu tive que recuar, fazer minhas duas linha de quatro e procurar explorar os contra-ataques”, analisou.

Ainda mais, o técnico ainda comentou sobre a pouca produção da equipe durante este início de temporada, que vem frustrando todas as expectativas.

“Acho que é muita informação. Nós não conseguimos repetir nenhuma escalação em todos os campeonatos. Nós nunca temos a mesma equipe dois jogos seguidos. E isso aí eu acho que vem nos atrapalhando. O clube vem contratando quase toda semana, e a gente vem procurando dar uma cara para equipe”.

Por fim, citou como conseguir uma evolução em curto prazo.

“Agora nós temos que procurar de todas as formas um trabalho mais intenso, agora teremos mais tempo para trabalhar a equipe taticamente. Devido ao calendário, nós trabalhávamos pouco isso, treinos táticos foram pouquíssimos, e a gente tem que trabalhar isso, e fazer com que a equipe tenha um padrão de jogo e que tenha um ‘onze’ conhecido pelo torcedor”.

Foto destaque: Divulgação/ASCOM/Santa Cruz 

Ayrton Niño
Historiador pela UFPE e graduando em Jornalismo pela UniNassau.