Santa Cruz

Na última segunda-feira (14), o Santa Cruz perdeu pelo placar de 1 x 0 para o Ferroviário, no Estádio do Castelão. Dessa maneira, o jogo da 3ª rodada da Série C, esteve marcada pelo amplo domínio da equipe cearense. Em resumo, agora o Tricolor do Arruda se vê em uma situação muito preocupante. Com um ponto em três jogos, a Cobra-Coral está dentro da zona de rebaixamento e tem sua pior largada da história na 3ª divisão.

PRÉ-JOGO E 1º TEMPO

A princípio, o Santa Cruz iniciou a partida com uma escalação que sugeria uma equipe bastante ofensiva. Um 4-3-3, com dois meias e três atacantes. O que indicava que o Tricolor tentaria manter a posse de bola e ser protagonista. Contudo, a proposta de jogo não surtiu muito efeito. Ainda que, vale a ressalva que o time vinha muito desfalcado para a partida, mas não é justificativa para o desempenho ruim.

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O posicionamento de Chiquinho como 2º volante, que poderia tentar melhorar a saída de bola do Santa, bem verdade, era uma tentativa de destravar a saída de bola do Trico, porém, na verdade só ressaltou a necessidade de se contratar um volante que tenha algum poder de criação. Chiquinho, por mais que tenha um bom passe, viveu seus melhores momentos mais perto da área adversária. Porque é um atleta com um boa capacidade de finalização.

Ainda mais, esse posicionamento mais recuado do camisa 10 tricolor, é uma das marcas da trágica passagem de Alexandre Gallo pelo Arruda. Que foi justamente o pior momento do Santa na temporada. Assim, o meio campo coral não conseguia reter a bola e também não apresentava qualquer força defensiva. Caetano não é um volante notável pelo seu poder de marcação e Chiquinho estava improvisado ali.

Dessa forma, o Tubarão da Barra deitou e rolou. Os atletas de ataque do Ferroviário constantemente levavam vantagem nos duelos individuais. Aos 15′, Wesley Dias arrancou com a bola, tabelou com Dudu e saiu de cara para o gol, o capitão cearense tentou tirar de Jordan, mas o goleiro coral fez ótima defesa. Por mas que tenha tido o domínio absoluto, produziu pouco. Por outro lado, o Santa chegou com perigo aos 36′, Weriton cruzou muito bem e Lucas Batatinha cabeceou com muito perigo.

INÍCIO DE 2º TEMPO RUIM E FINAL DIFÍCIL DE DIGERIR

Já na etapa final, Roberto de Jesus promoveu algumas mudanças ainda no intervalo. Mudou a dupla de volantes e posicionou Chiquinho na ponta direita. Contudo, o plano foi por água abaixo logo no primeiro minuto. A defesa do Santa vacilou e Adilson Bahia saiu de frente para o gol, o atacante finalizou e Jordan mandou para escanteio. Na sequência, na cobrança do esquinado, Jordan saiu muito mal do gol e Vitão só cabeceou para o gol vazio.

Em seguida, a partida continuou muito controlada pela Ferrão e a grande maioria das boas oportunidades foram da equipe mandante. Apenas aos 28′, França arriscou de longe e obrigou o goleiro Rafael sujar o uniforme.

A SECA DO SANTA CRUZ CONTINUA

Desse modo, sem ter marcado um gol sequer no jogo, o Santa Cruz mantém um retrospecto recente muito ruim. Nas últimas seis partidas que fez, o Tricolor só marcou um gol. Contudo, esse tento marcado foi contra, de Guillermo Paiva, atleta do Náutico. Ou seja, nas últimas seis vezes em que atuou, nenhum jogador coral marcou. O último atleta a balançar as redes adversárias foi Chiquinho, de pênalti, na vitória contra o Retrô, ainda na 1ª fase do estadual.

Em resumo, o Tricolor do Arruda marcou apenas 20 gols na temporada. O que dá uma média de 0,83 gols por partida. Baixíssima. Ainda mais, o aproveitamento do clube assusta. No ano de 2021, o aproveitamento atual da Cobra-Coral é de 29,17 %. Somente na Série C, o número cai para 11,11%. Esse é o pior início do Santa nesta divisão, e a título de comparação, na temporada passada, neste recorte, o time tinha 77,78% de aproveitamento.

Foto destaque: Divulgação/ Rafael Melo/ Santa Cruz 

Ayrton Niño
Historiador pela UFPE e graduando em Jornalismo pela UniNassau.