San Pablo?

Este mês, o São Paulo ampliou o número de estrangeiros em sua equipe. Agora, além do técnico argentino Edgardo “Patón” Bauza, o Tricolor conta com mais seis gringos: Andrés Chávez, Ricardo Centurión, Christian Cueva, Julio Buffarini, Eugenio Mena e Diego Lugano. Aguerridos e vibrantes, não é de hoje que os hermanos são benquistos no clube do Morumbi, que possui em seu histórico uma lista de grandes craques vindos de solo estrangeiro.

Entre os jogadores que fizeram história no Tricolor Paulista, estão: o artilheiro argentino Antonio Sastre, um dos primeiros a virar ídolo no São Paulo; os uruguaios Darío Pereyra, Pablo Forlán (pai do famoso atacante da seleção uruguaia Diego Forlán) e Pedro Rocha; o goleiro chileno Roberto Rojas; e a lenda do gol, o argentino José Poy.

Podemos acrescentar a essa lista, obviamente, o uruguaio Diego Lugano, um dos heróis do título mundial de 2005, além do atacante colombiano Aristizábal e o volante chileno Maldonado, os quais não podem ser colocados no mesmo patamar dos primeiros jogadores citados, mas também tiveram uma passagem marcante pelo Morumbi.

Todos esses nomes de peso motivaram a diretoria a sempre apostar na importação de jogadores. A última grande aposta estrangeira bem-sucedida do Tricolor foi o argentino Calleri, que caiu nas graças dos torcedores, marcando gols importantes na última Libertadores da América. É claro que existem aqueles gringos que acabaram tendo uma passagem modesta pelo clube, como: o atacante venezuelano Rondón, que defendeu o time em 2004 e não fez sequer um gol, o zagueiro argentino Ameli, o lateral-direito equatoriano Reasco, o meia argentino Marcelo Cañete, o atacante colombiano Dorlan Pabón, entre outros, que são lembrados vagamente pela torcida.  Porém nunca faltará espaço para nossos irmãos latino-americanos no Morumbi.

Seduzidos por salários melhores e mais visibilidade, argentinos, uruguaios e jogadores de todos os cantos da América Latina buscam no Brasil, onde os clubes dispõem de mais recursos financeiros em relação aos times de países sul-americanos, novas chances de crescimento, além da oportunidade de virarem ídolos no país do futebol. E se esses jogadores se dão bem por aqui, os clubes brasileiros também ganham com a raça e com o bom futebol cultivado no outro lado da fronteira.

Porém, apesar de ser um bom negócio tanto para as equipes brasileiras quanto para os atletas estrangeiros, a CBF estipulou que os clubes só poderão contar com, no máximo, 5 jogadores de fora do país para os jogos, uma regra questionável que pode gerar dificuldades a esse time do São Paulo internacionalizado. Com a chegada dos novos reforços argentinos, o atacante Andrés Chávez e lateral-direito Julio Buffarini, o técnico Patón Bauza, devido à exigência da confederação, terá que deixar um dos gringos de fora a cada partida.

Mas, independentemente de entrar com cinco ou seis hermanos em campo, é bom o São Paulo ir se acostumando com a língua castelhana. É obvio que se trata de uma brincadeira, mas não seria nenhum espanto se o clube do Morumbi daqui em diante passasse a ser chamado de “San Pablo”.

Cabe aos torcedores agora acompanhar se esse novo São Paulo, cada vez mais “San Pablo”, irá corresponder às expectativas. E uma coisa é certa: se garra e catimba ganharem jogo, o São Paulo já é disparado o grande favorito para ganhar o Brasileirão.

Renan Amaral

Sobre Renan Amaral

Renan Amaral já escreveu 16 posts nesse site..

Apaixonado por esporte, Renan Amaral percebeu que tinha o futebol na veia quando foi a um estádio pela primeira vez. Anos depois, descobriu no jornalismo a oportunidade de estar envolvido de alguma forma com esportes, principalmente com o futebol, sua velha paixão, que nasceu quando ainda era um moleque que esticava o pescoço para ver melhor os jogos da arquibancada.

BetWarrior


Poliesportiva


Renan Amaral
Renan Amaral
Apaixonado por esporte, Renan Amaral percebeu que tinha o futebol na veia quando foi a um estádio pela primeira vez. Anos depois, descobriu no jornalismo a oportunidade de estar envolvido de alguma forma com esportes, principalmente com o futebol, sua velha paixão, que nasceu quando ainda era um moleque que esticava o pescoço para ver melhor os jogos da arquibancada.

    Artigos Relacionados

    Topo