Saiba tudo sobre o Defensa y Justicia, adversário do Santos na estreia da Libertadores

- Algoz do São Paulo na Sul-America de 2017, vice-campeão argentino, ex-Boca Juniors como enganche, jogadores emprestados pelo San Lorenzo, centroavante em boa fase, conheça tudo sobre a equipe argentina
Defensa y Justicia

O Santos entra em campo nesta terça-feira, às 19h15 (horário de Brasília), em duelo contra o Defensa y Justicia na estreia da Copa Libertadores. Os argentinos, cujo maior feito foi o vice-campeonato da última Superliga Argentina, enfrentaram o Peixe pela primeira vez em sua história e debutaram no torneio.

Fundado em março de 1935, o “El Halcón”, apelido dado em referência ao mascote do time, uma ave, manda suas partidas no estádio Norberto “Tito” Tomaghello, localizado em Florencio Varela, região metropolitana de Buenos Aires. Mesmo tendo debutado na elite apenas em 2014, fez história ao eliminar o São Paulo, em pleno Morumbi, na Copa Sul-Americana de 2017, naquele que foi seu primeiro jogo oficial fora da Argentina.

Desde o acesso, a instituição mantém uma ideologia de futebol clara, que, apesar de compreender suas limitações financeiras, não prega pelo pragmatismo, e sim pela ousadia.

Não à toa, passaram pelo clube nomes como Jorge Almirón, vice-campeão da Libertadores de 2017 com o Lanús, Diego Cocca, atual técnico do Rosário Central, que sempre figura nas listas de sucessores de Marcelo Gallardo no River Plate, Ariel Holan, campeão da Copa Sul-Americana de 2018 com o Independiente, Juan Pablo Vojvoda, técnico do Unión La Calera, do Chile, algoz do Fluminense na atual edição da Sula, Sebastián Beccacece, que teve duas passagens, sendo que, na segunda, disputou ponto a ponto o título argentino com o Racing, seu atual clube, na época comandado por Eduardo Coudet, hoje no Internacional. E, claro, Mariano Soso e Hernán Crespo.

RECENTE TROCA DE COMANDO

Ressaltar essa metodologia é de suma importância. Isso porque, no final de janeiro, Soso pediu demissão do cargo, pois, de acordo com nota oficial emitida pelo clube, “não esperava a saída de jogadores titulares”. De fato, durante a janela de verão, atletas como o lateral-esquerdo Rafael Delgado, o meia Diego Rodríguez e os atacantes Nicolás Fernández e Ignacio Aliseda, que tinham status de intocáveis, foram embora.

Porém, a modificação no comando técnico não interferiu na maneira de jogar.

Desde que o Crespo assumiu, foram cinco partidas, com duas vitórias e três empates. Mas, ao todo, são nove jogos de invencibilidade. A última derrota do Halcón ocorreu em novembro do ano passado, quando, longe de seus domínios, foi batido por 2 a 0 pelo Newell's Old Boys. Nesse período, são cinco vitórias e quatro empates. No último domingo, dentro do Monumental de Núñez, até saiu na frente, mas acabou sedendo o empate ao River Plate.

A uma partida do final da competição, o Defensa y Justicia ocupa a 9ª colocação, com 33 pontos, mesma pontuação do San Lorenzo, que vem logo abaixo. Isto é, neste momento a equipe estaria classificada a próxima edição da Copa Sul-Americana. Em 22 rodadas, foram nove vitórias, seis empates e sete derrotas, com 24 gols marcados e 18 sofridos.

PARTE OFENSIVA

De acordo com estatísticas da Opta, a equipe comandada pelo ex-centroavante do River anota, em média, 1,1 gols por jogo na Superliga. Desses, 22 tiveram os arremates fatais realizados dentro da grande área (aproximadamente 92%), sendo que sete foram de cabeça e nenhum nasceu através de penalidade máxima.

Tendo em vista que até o momento 179 chutes foram realizados, a precisão dos argentinos é de 44%. Ou seja, uma média de 8,1 finalizações por partida. Nesse aspecto, o centroavante Juan Martín Lucero é quem mais se destaca.

Artilheiro do time no campeonato, com cinco gols marcados, o camisa 12 é quem mais arremata: 1,5 vezes por jogo. Vivendo ótima fase, participou diretamente de cinco dos últimos 11 gols. Excetuando o confronto frente ao Talleres, onde marcou o quarto gol da goleada por 4 a 1, Lucero costuma ser decisivo, seja abrindo o placar, como contra o Rosário Central, ou dando assistências, tal como o duelo frente ao Estudiantes.

Nesse aspecto, destacam-se Francisco Pizzini e Neri Cardozo. Tendo como base o 1-4-1-3-2, o primeiro costuma fazer dupla de ataque com Lucero, enquanto o segundo, o retrato do típico enganche argentino, tem total liberdade de flutuação.

Sendo assim, em 20 partidas disputadas, Neri foi o jogador do elenco que mais construiu chances reais, com oito. Isso é ilustrado pela porcentagem de acerto nos passes dentro do próprio campo (89%) em relação ao dentro do campo adversário (66%). Sempre buscando o passe vertical, o camisa 10 é mais suscetível ao erro.

Juntamente com o ex-Boca Juniors, estão Ruben Botta e Nahuel Barrios. Emprestados pelo San Lorenzo, ambos são responsáveis por gerar amplitude e atacar as linhas adversárias com movimentos de ruptura em velocidade. Dribladores, Botta acerta 67% de suas tentativas, ao passo que Barrios leva êxito em 45%. Barrios, aliás, com 1,56 metros de altura, é o atleta mais baixo da Superliga.

PARTE DEFENSIVA

Com uma média de 0,8 gol sofrido por partida, o Defensa y Justicia foi buscar a bola em suas redes sete vezes dentro de casa. Desses, quatro ocorreram na etapa inicial, ao passo que três na final. Desse modo, os momentos entre o minuto 30 do primeiro tempo e o 15 do segundo, corresponde ao período em que o Halcón mais foi vazado. Ao todo, foram cinco gols.

Para abafar essa tendência, Ezequiel Unsain protege o arco. Com uma média de 2,4 defesas por jogo, tendo defendido uma de quatro cobranças de pênalti, o goleiro foi figura carimbada em todas as partidas do time no campeonato. Além disso, passou oito partidas sem levar gol. Juan Rodriguez e Hector Martínez, que está emprestado pelo River, formam a dupla de zagueiros. Enquanto Martínez lidera o quesito interceptações, Rodriguez encabeça os cortes.

Pelas laterias, Nestor Breitenbruch, na direita, é mais ofensivo que o colombiano Mauricio Duarte do lado oposto. Logo à frente da linha de quatro, estão Francisco Cerro e Marcelo Benítez. Ambos possuem bom trato com a bola, não comprometendo na fase defensiva. Via de regra, Benítez é o homem das bolas paradas da equipe.

Por fim, vale destacar que, apesar de vir de três vitórias consecutivas dentro do Norberto “Tito” Tomaghello, com cinco jogos seguidos sem perder, o Defensa y Justicia possui somente a 16ª melhor campanha jogando dentro de casa. Em 11 jogos, foram quatro vitórias, três empates e quatro derrotas. Por outro lado, fora de casa a equipe sustenta o 3º melhor rendimento. Atrás somente de River e Boca, possui cinco vitórias, três empates e três derrotas.

Imagem destacada: twitter Defensa y Justicia/reprodução

 

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Pedro Ferri
Pedro Ferri
Pedro Rodrigues Nigro Ferri, 19, nascido em Assis-SP. Jornalista em formação pela Faculdade da Cásper Líbero e um fiel devoto. Católico? Protestante? Não, corinthiano. Sou mais um integrante do bando de loucos e nunca me conheci sem essa doença. Frequentador de arquibancada, sou apaixonado por torcidas. Sabe aquela música do seu time? É, eu canto ela no chuveiro. Supersticioso ao extremo e disseminador da política "NÃO GRITA GOL ANTES DA BOLA ENTRAR!".

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