Saiba o contexto daquele fascinante gol do Pet

Há 15 anos, um mês e 25 dias um saudoso sérvio virava um personagem unânime nas lembranças da vida de milhões de apaixonados por futebol ao colocar aquela bola num espaço que só permitia a passagem de si mesma e nada mais.

A tarde de 21 de maio de 2001 foi o dia da decisão do campeonato carioca daquela ano. Aquela final não era “só” uma final. O Flamengo já havia se consagrado o maior do Rio de Janeiro nos dois anos anteriores, 1999 e 2000, ambos os anos o Vasco da Gama foi o vice-campeão. Como se não bastasse para o Rubro-Negro, aquele confronto marcou a conquista do Tetra-Tri para o Flamengo: quatro vezes tri-campeão carioca.

Para os vascaínos o primeiro jogo daquela final deu indícios de que o título de 2001 estaria próximo já que os alvinegros venceram os flamenguistas por dois a um, vitória não alcançada em nenhum dos confrontos das finais dos anos anteriores, e até uma derrota pelo mesmo placar no segundo jogo seria suficiente para por fim à alegria Rubro-Negra (o regulamento daquele ano permitia o título ao time que fizesse uma melhor campanha até a final se a mesma terminasse com saldo de gols empatado).

Aos 43 do segundo tempo o Flamengo vencia por dois a um, com dois gols de Edílson “Capetinha” para o time da Gávea e Pedrinho marcou para o time da Colina, até que Fabiano Eller fez falta em Edílson quando o jogador Rubro-Negro tentava proteger a bola. Naquele momento Petkovic pegou a bola com carinho, se isolou de barulhos, pensou em todas as batidas de faltas nos treinamentos, segundo o sérvio.

“Não sei como mas eu me isolei diante àqueles 60 mil torcedores no Maracanã. Me concentrei e só bati na bola”, disse o ídolo flamenguista.

O goleiro vascaíno da época, Helton, embelezou a plástica do gol ao se esticar todo para evitar a glória Rubro-Negra.

O gol foi tão emblemático, tão à flor da pele, tão emocionante que Petkovic perdeu o controle de si após ver a redonda balançar as redes de Helton. E depois se deparou com o risco de ter sofrido alguma lesão grave ao ter se jogado para trás bruscamente.

“Depois que a bola entrou, perdi a razão. Veio a adrenalina, veio tudo sem pensar. Toda a comemoração, aquela coisa de correr feito maluco, de me jogar de costas… Podia ficar paralítico, inválido, sei lá… Essas coisas você não pensa, né?”, revelou o atacante.

Uma falta à 26 metros do gol foi suficiente para render lembranças por mais vinte, trinta, sessenta, cem anos para quem vivenciou o grande lance. E é claro, milhares de histórias para os filhos, os netos, os bisnetos e até os tataranetos.

Ali, Petkovic assinou sua carreira no Flamengo. E ele mesmo reconhece

“Claro que foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira. Não foi o único… Se você for refletir, vai ver que talvez tenha sido um trampolim para eu conquistar outras coisas na carreira. Foi um momento maravilhoso”, lembra o camisa 10 daquele ano.

Uma coisa é certa, se você perguntar: quais são os cinco momentos mais importante do Flamengo, tenha a certeza que o gol do sérvio aos 43 minutos do segundo tempo no dia 21 de maio de 2001 será citado com muita emoção na fala.

Leonardo José

Sobre Leonardo José

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Sou o Leonardo José, jovem alagoano, estudante de jornalismo e esquerdista, sim. O esporte, a filosofia e a sociologia correm em minhas veias simultaneamente. Louco pelo futebol latino. Prefiro Libertadores à Champions League. No Brasil, clássicos como CSA x CRB, Sampaio Corrêa x Moto Club e ABC x América-RN são bem mais emocionantes que Flamengo x Vasco, Cruzeiro x Atlético-MG e Corinthians x Palmeiras. Para você, leitor, não se cansar lendo minha biografia, finalizo dizendo que "todos os detalhes e os bastidores da vida precisam ser olhados com atenção".Twitter: @leo_silva997

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