Rosario x Independiente Como Aconteceu – Resultado, Destaques E Reação

O Independiente perdeu, por 3 x 0, para o Rosario, pela 12ª rodada da Superliga Argentina. Assim, o Clube de Avellaneda não possui mais quaisquer chances de classificação para a próxima fase. Desse modo, sob a perspectiva de muitos torcedores, Eduardo Domínguez foi corresponsável pela derrota de ontem. Que pode ser classificada como uma desonra, um vexame, um opróbrio.

Pois, não começar com Domingo Blanco e mudar radicalmente a estrutura tática da equipe foram ações imperdoáveis. Inclusive, se a palavra despautério está ligada a Johannes Despauterius, por ter produzido uma gramática contraditória. Depois do que houve na tarde de ontem, Domínguez merece uma “homenagem” similar. Dessa forma, vamos aos melhores momentos da partida.

1° Tempo: Escalação errada, time perdido e gol do Rosario

Dois minutos! Foi o tempo que o então lanterna Rosario levou para abrir o placar. Portanto, numa inversão forçada de Insaurralde, Laso perdeu a bola para Benítez. Ele tabelou com Lucas Gamba e cruzou na medida para Marco Ruben. 1×0! Aliás, a tal inversão forçada é oriunda da primeira linha desestruturada. Ou seja, um 4-4-2 desnecessário, que anulou todas as virtudes que vinham surgindo na equipe do Independiente.

Como resposta, Soñora passou para Benavídez. Ele encontrou Batallini pela direita, que cruzou para Soñora. Para fora! A saber, houvera ainda uma cabeçada de Benavídez também para fora. Num cruzamento de Ortega. Ademais, outrossim ocorreram ainda algumas tentativas por parte do Rosario. Porém, nada digno de registro.

2° Tempo: Desespero de Domínguez e dois gols do Rosario

Numa das raras trocas de passe exitosas, Soñora, Pozzo e Ortega se entenderam. O lateral cruzou na medida para Benavídez. Mas, sozinho, ele cabeceou para fora. Aos 16′, tentando corrigir suas falhas. Domínguez faz quatro alterações de uma só vez. Isto é, Blanco no lugar de Batallini. E Romero, Fernández e Cazares nos lugares de Benegas, Pozzo e Benavídez. Em síntese, quatro substituições de uma vez caracterizam desespero. Logo, a não convicção.

Feitas as alterações, Blanco passou para Romero. Que tocou para Fernándes. Ele bateu de longe e Servio espalmou para o canto. Em suma, as mudanças melhoraram. Entretanto, o time seguia desorganizado, voltando aos jogos em que a única saída eram os tiros de longe. E de igual modo os cruzamentos banais. Com isso, essa finalização foi o primeiro exemplo. A jogada seguiu, e, em mais um cruzamento. Laso cabeceou para fora!

Aos 26′, Marcelo Benítez fez jogada de futsal pela direita. A saber, driblando dois! Ele tocou para Yacob, que chutou para o meio d' área. Julián Velázquez, de calcanhar, fez o segundo. 2xo! O 4-1-3-2 de Somoza funcionou, proporcionando vantagem na parte central do campo. Bem como mais aproximação da equipe.

Aos 28′ , o Independiente saiu jogando errado. Isto é, Benítez, o dono do jogo, roubou com inteligência a pelota. Arrancou e cruzou para Montoya. 3×0! Em suma, as invenções inexplicáveis de Domínguez custaram caro. Ou seja, a classificação dos Diablos. E poderia ser pior, caso Ferreyra não acertasse a trave minutos depois. Diga-se, num lançamento de Ruben. Ainda deu tempo, aos 44′, de Insaurralde dar um encontrão em Ferreyra. E ser expulso!

Rosario x Independiente – E Agora?

Com o resultado, o Independiente não possui mais chances na Superliga Argentina. Então, é priorizar a Copa Sul-Americana. De maneira que o próximo confronto pela competição ocorrerá nesta terça-feira (26), às 19h15 (horário de Brasília). Dessa forma, o Independiente enfrenta o Deportivo La Guaira, fora de casa. Os Diablos precisam da vitória, a fim de seguirem lutando contra o Ceará em busca da 1ª posição. Que fase, amigos! A camisa acordou chorando sangue, pois Domínguez chegou tarde na distribuição de cérebros.

Foto destaque: Divulgação/Independiente

Daniel Muzitano
Formado em Publicidade pela faculdade Estácio de Sá, pós-graduado em Letras na instituição Veiga de Almeida, contribuiu, lexicograficamente, para o E-Dicionário de Termos Literários (Portugal), é revisor do Colégio Santo Agostinho, fluente em Espanhol, e, ainda hodiernamente, revisa teses de mestrado e de doutorado, dedica-se à área de etimologia e é colunista do Futebol na Veia, possuindo conhecimento amplo na ramificação do futebol.