Ronaldo no Stuttgart, Pelé no Hannover: as quase grandes contratações do futebol alemão

Na coluna Quebrando Muros dessa semana, falaremos um pouco sobre algumas quase contratações do Futebol Alemão. Enfim, já imaginou o Rei do Futebol em terras Alemãs? Além de Pelé, Ronaldo Fenômeno por detalhes não jogou a Bundesliga no começo de sua carreira.

A VIAGEM A BELO HORIZONTE QUE QUASE LEVOU RONALDO PARA A BUNDESLIGA

O 1º clube do Fenômeno na Europa foi o PSV Eindhoven, mas o destino do brasileiro na época poderia ter sido bem diferente. Assim, o carrasco dos Alemães na Copa do Mundo em 2002, Ronaldo teve a chance de atuar justamente na terra de suas vitimas de Yokohama. Dessa forma, em 1994, o Stuttgart ficou encantado vendo o talento daquele adolescente, e ainda por cima, deu um camisa do clube com seu nome em suas costas. Entretanto, o negócio nunca chegou a acontecer pois a falta de dinheiro impediu a transação.

Naquela época, Ralf Rangnick era treinador e coordenador das categorias de base do clube, e uma de suas missões era viajar até Belo Horizonte para observar o ex-atacante, ainda jogando pelo Cruzeiro no começo de sua carreira.

“Viajei pra lá, assisti ao clássico entre Cruzeiro e Atlético. Ele marcou dois gols, deu duas assistências. Ainda vi dois treinamentos e no quinto dia me encontrei com Ronaldo no meu quarto de hotel. Ele ainda tinha aparelho nos dentes, ainda era uma criança”. relembrou Rangnick durante uma entrevista ao programa Sky90.

RONALDO PELO CRUZEIRO

Entretanto, na partida citada pelo treinador, Ronaldo não teve exatamente essas estatísticas mencionadas. Dessa forma, Fenômeno infernizou a defesa do rival pelo Campeonato Mineiro de 1994, fazendo três gols na partida, sendo um deles de pênalti, sofrido e convertido por ele mesmo. Assim, terminou o estadual daquele ano com 22 gols e encerrou a sua passagem pelo clube Celeste com incríveis 44 gols em 47 jogos oficiais.

Assim, Ronaldo chegou a vestir a camisa do Stuttgart, mas apenas em um encontro com Rangnick, em um quarto de hotel em Belo Horizonte. Com o desejo de que o garoto se transferisse para o clube alemão, o treinador ligou para o então dirigente do clube na época, Dieter Hoeness e disse: “Pegue em algum lugar 6 milhões de dólares e contrate esse jogador”. Porém, era um valor muito alto para um jovem de apenas 17 anos, que até então era desconhecido na Europa.

UM BRASILEIRO POR OUTRO

Dessa forma, com o muito valor alto pelo jogador, os alemães recuaram no negocio, e abriram espaço para o PSV, que assinou com o jovem talento no meio de 1994, pouco depois do Tetra da Seleção Brasileira, que contava com Ronaldo no elenco. Por outro lado, com uma opção a menos, o Stuttgart fechou com outro brasileiro, o atacante Élber, na mesma janela de transferências. A saber, as duas temporadas no clube alemão, foram o ponto de partida para que o atacante, na época, se tornasse o maior artilheiro estrangeiro da história da Bundesliga.

O REI DO FUTEBOL QUASE FOI JOGAR NO HANNOVER EM 1964

Em 1964, o então camisa 10 do Santos e da Seleção Brasileira, Pelé, quase foi jogar a Bundesliga. Diante disso, o destino do ex-atacante poderia ter sido o Hannover, que segundo o jornal Alemão Bild, tentou contrata-lo. A saber, naquele ano, o clube conseguiu o acesso para a divisão de elite do Campeonato Alemão, e terminou o torneio na 5ª colocação.

Dessa forma, para tentar fazer um bom campeonato, o H96 tinha Pelé no topo de sua lista de desejos. Hans-David Ziegra, diretor e conselheiro do clube na época, sabia falar um pouco de português e chegou a contatar o Santos. De acordo com o jornal alemão Bild as negociações chegaram a um nível avançado. Além disso, Friedel Schicks, ex-atacante do clube alemão na década de 60, ajudou nas conversas. Schicks conhecia Pelé, pois chegou a fazer alguns treinamentos junto do Rei, além de enfrentá-lo em alguns jogos amistosos que o Alvinegro fazia pela Europa.

Entretanto, a transferência não deu certo, muito em função do Governo Brasileiro. Assim, durante a gestão de Jânio Quadros, o então presidente da época, declarou Pelé “como um tesouro nacional oficial”, evitando que clubes de outros países não conseguissem a sua contratação. Dessa forma, além do Hannover, Real Madrid, Manchester United e Juventus esbarram na politica brasileira na tentativa de contar com o 10 do Santos. 

Posteriormente, em 1975, Pelé finalmente recebeu autorização para jogar em outro país e deixou o Alvinegro Praiano rumo ao New York Cosmos, clube dos Estados Unidos, e onde encerrou sua carreira espetacular em 1977.

XAVI NO BAYERN DE MUNIQUE? ISSO QUASE ACONTECEU EM 2008

Em 2014, o meia concedeu uma entrevista ao jornal espanhol, Mundo Deportivo que esteve por detalhes de assinar com os Bávaros em 2008. Entretanto, aquele seria o primeiro ano de Pep Guardiola como treinador do clube Catalão. Dessa forma, Pep impediu que Xavi Hernández deixasse o Barcelona para se transferir ao Bayern de Munique. 

De acordo com o próprio ex-atleta, o Barça estava passando por um mal momento naquela temporada e os alemães quiseram contratá-lo. Porém, Guardiola, que estava chegando para a sua 1ª temporada como treinador da equipe Blaugraná pediu para que o meia continuasse no Camp Nou.

“Durante o Europeu de 2008 soube que o Barça queria me vender. O Real Madrid ganhava e nós, nada. Fui para a seleção com a consciência de que se surgisse uma boa oferta, seria vendido. Falei com o meu agente, Iván Corretja, e ele disse-me que havia uma proposta do Bayern. Rummenigge (diretor do Bayern) queria levar-me para Munique. No entanto, o Barcelona contratou Guardiola e eu fiz um grande Europeu. Pep disse-me para não sair, que não imaginava a equipa sem mim. Seduziu-me”, afirmou Xavi Hernández, além de ter sido treinado por Guardiola, chegou a jogar com o atual técnico do Bayern nos tempo em que este ainda era jogador do Barça.

Dessa maneira, Xavi foi multicampeão sob o comando de Guardiola pelo clube Culé. Assim, com duas Copas do Rei, três La Ligas, três Supercopas da Espanha, duas Ligas dos Campeões, duas Supercopas da Europa e um Mundial, o meia tem total certeza de que tomou a decisão correta ao permanecer.

Foto Destaque: Divulgação/Fussball Br

Matheus Ventura
Escolhi fazer jornalismo pois tenho um sonho de trabalhar na área esportiva, já desde pequeno ouvia jogos na rádio da minha cidade e acompanhava os campeonatos do nosso país, e outros como o Inglês e o Espanhol e como quase todo menino sonhava em ser jogador. Porém o sonho de ser jogador não deu certo, mas encontrei no jornalismo esportivo uma forma diferente de trabalhar e ser feliz na área do esporte.
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