Na noite da última sexta-feira, 11, o São Paulo organizou, no estádio do Morumbi, a despedida do goleiro artilheiro Rogério Ceni.

A partida foi entre o time campeão mundial de 92 e 93 contra o time campeão mundial de 2005.

Foi uma festa com mais de 67 mil torcedores, todos os ingressos vendidos e craques históricos do São Paulo em campo, homenagem ao maior goleiro artilheiro da história do futebol e maior ídolo da torcida tricolor.

O vigor físico de Cafu, capitão da seleção brasileira campeão do mundo de 2002 e do time tricolor campeão da Libertadores e do mundo em 92 e 93, comandou o time das primeiras conquistas. Deu arrancadas, driblou, fez dois belos gols, se destacando na partida e ainda sofreu um pênalti, cometido por Rogério Ceni (que estava a está altura jogando na linha), que Zetti bateu e converteu. Isso mesmo, mais um goleiro artilheiro no Morumbi.

Outros nomes idolatrados pelos torcedores foram os de Telê Santana, eterno Mestre, foi o técnico dos dois mundiais da década de 90, Zetti, o goleiro destas mesmas conquistas e Raí, o craque daquele time na época. No elenco de 2005, Aloísio, o centroavante do passe preciso no mundial e Mineiro, autor do gol do título, juntamente com Muricy Ramalho, técnico do tri campeonato brasileiro, foram os mais gritados pelos torcedores. Mas nenhum deles superou Diego Lugano. O zagueiro atuou pelo tricolor do Morumbi entre 2003 e 2006 e conquistou um Paulistão, uma Libertadores e um Mundial de Clubes e tem seu nome especulado para voltar a vestir a camisa são-paulina em 2016.

A torcida ovacionou o “Deus da Raça”, como disse o próprio locutor do evento no estádio. Os gritos de “Volta Lugano” ecoaram pelas arquibancadas do Morumbi a cada toque na bola que o zagueiro dava.

No intervalo do jogo Rogério subiu ao palco, montado atrás do gol, e cantou, junto a banda Ira, do vocalista e são-paulino Nasi, “Envelheço na Cidade”.

Os gols do time de 2005 foram marcados por Amoroso, Aloísio, Josué, Thiago Ribeiro e Rogério Ceni, de pênalti, dando números finais à partida, 5 a 3 para o time de 2005.

Após o término da partida, os jogadores se reuniram no centro do campo, fizeram uma roda ao redor do círculo do meio-campo e foi levado até Rogério um microfone para que ele dissesse algumas palavras.

Emocionado, Ceni discursou, emocionou e surpreendeu ao dizer: “Quero que meu corpo seja cremado, que as cinzas possam ser jogadas no Morumbi, para que eu seja lembrado para sempre”.

Em seu discurso, ainda agradeceu todos que foram a festa e inclusive os que não foram como Danilo, atualmente no Corinthians, que negou o convite por estar no time rival, despertando a Ira dos torcedores no estádio, que o xingaram e vaiaram sempre que fora lembrado.

Rogério afirmou que a camisa 01 (dez ao contrário ou zero um) não será mais usada, pois é sua marca, mas a 1 está liberada.

Ainda deu um recado aos torcedores, lembrando da importância dos atletas que estavam em campo: “Vocês foram o motivo de tudo isso. O sonho que durou 25 anos. Esse era o único clube que poderia propiciar uma festa para esses caras. Quando vocês olharem para a camisa de vocês, cada cara desses representa uma estrela vermelha que vocês têm no peito”.

Rogério Ceni atuou por 1237 jogos pelo São Paulo. 594 partidas no Morumbi. O goleiro tem 110.639 minutos em campo e 131 gols marcados, 69 de pênalti, 61 de falta e 1 de bola rolando, sem contar as 7 assistências. Rogério tem no Morumbi 375 vitórias, 130 empates, 89 derrotas.

O capitão tricolor ainda tem dezenas de recordes na carreira, inclusive alguns no Guinness Book.
Souza, campeão do mundo com o São Paulo em 2005, explica o final desta matéria: “Se eu for falar, vou começar o jogo, acabar o jogo e vamos ficar falando do Rogério.”

Para mais informações sobre o M1TO, como se referem a ele os torcedores, digite Rogério Ceni no Google que você terá milhares de páginas sobre o goleiro artilheiro.

Parabéns Rogério Ceni pela sua brilhante trajetória no futebol, não só na sua contribuição para a nação de tricolores, mas para o futebol, para o Brasil e o mundo.

Eric Filardi
Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, criado em Taboão da Serra, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.
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