CBF

Na tarde deste domingo (6), a Comissão de Ética da CBF decidiu afastar Rogério Caboclo da presidência. Em suma, a decisão veio após denúncia de assédio moral e sexual contra o cartola. Uma funcionária da entidade o acusou dizendo que ele a forçou a comer um biscoito de cachorro, chamando-a de “cadela”. Desse modo, o dirigente deixa o cargo por 30 dias a partir de hoje. Ele nega as acusações.

Presidência da CBF

Com a decisão da comissão de ética, outro dirigente deve assumir o cargo. Então, o militar e vice-presidente mais velho da entidade, Antônio Carlos Nunes, conhecido como Coronel Nunes, assume o posto durante o período de afastamento. Agora Rogério Caboclo aproveita o tempo longe da presidência para preparar a sua defesa no caso.

De certa forma isso o favorece, já que vinha sendo pressionado por patrocinadores e outros dirigentes da confederação. O principal motivo é o momento de atrito com os jogadores e comissão técnica da seleção brasileira sobre a Copa América. O técnico Tite e os atletas prometem se manifestar na terça-feira (8) a respeito da realização do torneio no país.

A denúncia contra o presidente da CBF

A princípio, uma funcionária da CBF diz que o dirigente cometeu abuso moral e sexual contra ela. Em suma, Rogério Caboclo teria perguntado se ela “se masturbava”. Conforme relato, ele também tentou forçá-la a comer um biscoito de cachorro, chamando-a de cadela.

A funcionária, no caso, tem oito anos de CBF e afirma que o presidente afastado fazia consumo de álcool durante o expediente. Caboclo a obrigava a esconder garrafas no banheiro para que o dirigente pudesse beber sem ser notado. Além disso, ela relata um caso que aconteceu em 9 de março de 2021. Quando, em um dos encontros na casa de Rogério, onde ela o auxiliava com reuniões, ele teria chamado ela de “cadelinha” e oferecido biscoitos de cachorro. Em seguida, como a funcionária o repreendeu, ele então passou a simular latidos.

Por fim, a funcionária alega que Caboclo tentava controlar os seus relacionamentos dentro da CBF e pediu que ela mudasse a forma como se vestia. Aliás, teria até oferecido dinheiro para ela comprar roupas novas. Sendo assim, após vários incidentes, ela pediu licença por motivos de saúde. Como resultado, o até então presidente, ofereceu dinheiro para que ela negasse a existência de abusos  e mentisse quando fosse perguntada sobre o assunto. Contudo, ela recusou e fez a denúncia.

Crise dentro da CBF

Com toda a certeza, o momento dentro da CBF não é bom. Posto que, além do problema sobre o caso de assédio, a confederação está em conflito com os jogadores e o técnico Tite. Principalmente depois das manifestações do treinador e do capitão do time, o volante Casemiro, contra a realização da Copa América no Brasil. Então, segundo informação divulgada pelo portal GE, Caboclo comunicou o governo federal que pretende ter um novo comandante para a disputa da competição continental. O ex-presidente apontou o nome de Renato Gaúcho.

Em síntese, Tite sofreu ataques de apoiadores do governo. Como se a sua posição contrária a Copa América no Brasil tivesse relação com partidos políticos que fazem oposição ao presidente da república. Em princípio, o recado de Rogério Caboclo, que até então ocupava a presidência da CBF, ao governo é de que Tite será demitido e Renato Gaúcho fará uma convocação para o torneio continental. O ex-técnico do Grêmio é um declarado apoiador de Jair Bolsonaro, o que teria deixado o governo ainda mais feliz.

Foto destaque: Reprodução/Folha de São Paulo

Carlos Soares
Além da enorme paixão pelo esporte, eu sempre tive facilidade com a comunicação no geral. É uma habilidade que me destaca em qualquer ambiente que esteja. O desejo de fazer jornalismo surgiu devido a vontade de fazer com que essa aptidão possa me proporcionar grandes desafios em minha carreira profissional, principalmente na área esportiva. Ao ingressar na faculdade e estagiar na área, descobri diversas abordagens diferentes que o jornalismo pode ter e a quantidade de histórias que estão esperando para serem contatadas. O que fez eu me interessar ainda mais pela profissão e querer desempenhar um fazer jornalístico objetivo e de qualidade.

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