River Plate empata com Defensa y Justicia, e Superliga Argentina chega aberta na última rodada

- No Monumental de Núñez, River enfrentou sérias dificuldades contra a boa equipe treinado por Hernán Crespo
River Plate

Após a vitória do Boca Juniors, ontem, contra o Colón, o River Plate precisava vencer nesta noite o Defensa y Justicia, no Monumental de Núñez, para voltar a ter três pontos de vantagem na liderança. No entanto, os comandados por Hernán Crespo, homenageado da noite, venderam duro o resultado. Ao final da partida: 1 a 1. Juan Lucero, na etapa inicial, e Juanfer Quintero, de pênalti, na final, balançaram as redes.

Apesar do resultado, o River ainda depende somente dele para sagrar-se campeão da Superliga Argentina. Isso porque chegou aos 46 pontos, contra 45 do Boca. Assim, uma vitória simples diante do Atlético Tucumán, em Tucumán, no próximo domingo, dará o título ao Millionario.

Por sua vez, o Defensa y Justicia chegou a nona partida consecutiva sem perder. Com 33 pontos, é o 8º, ou seja, está dentro da zona de classificação para a Copa Sul-Americana de 2021.

1º TEMPO

Com menos de um minuto completado, a primeira polêmica. Após cruzamento de Milton Casco, a bola bateu na mão de Guido Mainero dentro da área. Erradamente, porém, o árbitro Fernando Echenique deixou o lance seguir.

Apesar do lance inicial e do ambiente internamente favorável, já que não tivemos a presença de torcedores do Defensa y Justicia no Monumental, o River Plate não pressionou a equipe de Hernán Crespo no princípio da partida. De um certo modo, os mandantes estudavam o adversário, mas também o respeitavam, tendo ciência de sua capacidade. A título de informação, até os 15′, quem mais manteve a posse de bola foi o Defensia: 53 a 47%.

Mas, a primeira chance clara foi do River. Aos 19′, Robert Rojas quebrou as linhas de marcação conduzindo a bola, até que encontrou Nacho Fernández em projeção atrás da linha defensiva. No entanto, o meia não pôde finalizar como queria, já que acabou abafado pelo goleiro Ezequiel Unsain.

Se Nacho não balançou as redes, Juan Lucero o fez, aos 23′. Após cruzamento de Franscisco Pizzini pela esquerda, o centroavante desviou a bola para o fundo da meta de Franco Armani, que não era vazado há dois jogos consecutivos.

Melhores em campo, os visitantes levavam vantagem nos desarmes, 7 a 6, nos duelos ganhos, 17 a 16, e nos cortes, 4 a 3. Sendo assim, foi através de uma retomada de posse, aos 30′, que Pizzini acionou Lucero em contra ataque rápido. Entretanto, diferentemente de outrora, o atacante chutou para fora.

Aliás, essa foi a terceira finalização dos visitantes, todas realizadas dentro da área, que sofreram apenas duas. Detalhe: o River, desconsiderando o jogo de hoje, é quem mais finaliza na competição, com 281 chutes. E não foi a última. Juan Rodríguez, após desvio no primeiro pau, isolou, também dentro da área, uma boa oportunidade.

Nacho Scocco e Javier Pinola até arremataram para o River, mas não após trabalhos ofensivos elaborados, e sim de maneira precoce de fora da área.

Ao final da primeira etapa, o Defensa y Justicia tinha mais a bola, 58% contra 42%, mas, apesar de igualdade no número de finalizações, 4 para cada lado, ocupava mais o campo defensivo do River Plate: 28% contra 24% do tempo.

Em confrontos com contornos decisivos, qualquer vantagem, por menor que seja, sobre o rival é bem-vinda.

2º TEMPO

Percebendo o óbvio, Gallardo modificou não somente as peças, como também o esquema já no intervalo. Desse modo, sacou Javier Pinola, abrindo mão dos três zagueiros, e promoveu o ingresso de Juanfer Quintero, modelando novamente a equipe no 4-2-3-1. Ao seis minutos, Crespo respondeu. Pizzini saiu, ao passo que Nahuel Barrios entrou.

Diferente do outro tempo, o River Plate iniciou com tudo. Monopolizando a posse de bola, antes dos 15′, Montiel e Nacho Scocco já haviam obrigado Unsain trabalhar, ao passo que Matías Suárez e Nacho Fernández também tinham finalizado, mas para fora do alvo. Somente nesse período, os mandantes igualaram a quantidade de arremates de toda a primeira etapa.

Em cima, os Millionarios pressionavam o Halcón. Por conseguinte, inflamavam o Monumental. Em meio a essa pressão, aos 15′, Nacho Fernández, depois de passe açucarado de Matías Suárez, parou novamente na boa saída do arqueiro rival. Apesar das partições, Suárez, mas sobretudo Scocco, apagadíssimo no tempo em que esteve dentro das quatro linhas, foram substitutos juntos. Lucas Pratto e Julián Álvares, respectivamente, entraram, aos 17′.

Três minutos mais tarde, Nicolas de La Cruz foi derrubado dentro da área por Frías. Sem titubear, Echenique, que havia marcado apenas um pênalti, em 16 jogos apitados nesta Superliga, apontou para marca da cal. Quintero assumiu a responsabilidade e empatou. O colombiano, vale lembrar, não marcava há um ano e cinco dias.

O River era um rolo compressor. Logo após empatar, Pratto e De La Cruz não viraram devido as intervenções de Unsain. A essa altura, quando haviam passados 24′, a equipe de Gallardo havia alugado o campo defensivo do Defensa. Cerca de 30% do jogo acontecia ali. A bola, claro, era dos Millionarios: 58% a 42%.

Esperto, Crespo parou o jogo. Então, aos 30′, sacou o cansado Rubén Botta e colocou o jovem Braian Ojeda. Apesar da oportunidade perdida por De La Cruz, a intensidade do River Plate caiu. Assim, os visitantes conseguiram voltar a estocar, aos 37′, com a cabeçada de Frías, e, aos 42, em contra-ataque com Barrios.

A partir de então, sem mais chances criadas, o jogo transcorreu para o final.

E AGORA?

Antes de enfrentar o Atlético Tucumán, fora de casa, no próximo domingo, o River Plate encara a LDU, em Quito, na quarta-feira, pela Libertadores da América. Um dia antes, o Defensa y Justicia, também pela competição internacional, enfrenta o Santos, na Argentina. Já pelo argentino, a equipe de Hernán Crespo encarará o Patronato.

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Pedro Ferri
Pedro Ferri
Pedro Rodrigues Nigro Ferri, 19, nascido em Assis-SP. Jornalista em formação pela Faculdade da Cásper Líbero e um fiel devoto. Católico? Protestante? Não, corinthiano. Sou mais um integrante do bando de loucos e nunca me conheci sem essa doença. Frequentador de arquibancada, sou apaixonado por torcidas. Sabe aquela música do seu time? É, eu canto ela no chuveiro. Supersticioso ao extremo e disseminador da política "NÃO GRITA GOL ANTES DA BOLA ENTRAR!".

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