Rivaldo, mais que um jogador, um gênio!

O Brasil sempre foi uma máquina de produzir bons jogadores, em especial grandes meias que eram cerebrais, Rivaldo foi sem dúvidas um dos maiores meias que o país teve, dono de uma grande técnica e de um futebol único, brilhou durante muitos anos nos gramados do mundo e conquistou grandes títulos.

O Começo

Rivaldo Vitor Borba Ferreira nasceu no dia 19 de abril de 1972, no Recife, fez sua estréia no futebol em 1990 no Santa Cruz com números expressivos, são 40 jogos e 37gols. Após 92 e após disputar a Copa São Paulo de Juniores pelo time pernambucano, o Mogi Mirim o contratou e no interior paulista era uma das engrenagens fundamentais para a bom time do Mogi apelidado de “Carrossel Caipira”. Disputou a Série A2 do Paulista conquistou esse título e em 1993 viu o seu nome começar a ser muito falado com um belo gol do meio de campo. No mesmo ano, o Corinthians conseguiu o empréstimo dele e lá foi Rivaldo para sua 1ª experiência de jogar em um grande time.

Corinthians (1993 – 1994)

Rivaldo não teve grande destaque no Timão – gazetaesportiva.com

O Corinthians viu nele um bom jogador e buscou o empréstimo junto ao Mogi Mirim. Rivaldo chegou e logo de cara jogou o Rio-São Paulo e não foi nada bem perdendo para um Palmeiras com o time mesclado. No Brasileiro do mesmo ano não desapontou e fez 11 gols e ganhou a bola de prata da revista placar como um dos melhores atacantes. Em 1994, não fez bom Paulistão pelo Timão que desistiu de contrata-lo em definitivo.

Palmeiras (1994 – 1996)

Rivaldo virou ídolo do Palmeiras – esportesyahoo.com

O Palmeiras decidiu então comprar Rivaldo junto ao Mogi Mirim por 2,5 milhões de reais. Chegou ao clube com status de apenas um jogador promissor que poderia ser titular em alguns jogos. Chegou logo após a Copa do mundo de 94, viveu sua grande fase no Campeonato Brasileiro do mesmo ano foi vice artilheiro com 14 gols e foi o maestro do time que conquistou o 8º título brasileiro do clube. E no Palmeiras recebeu a bola de prata da revista placar novamente, só que desta vez como meia. Rivaldo ainda no Verdão ganhou o Paulista de 96 participando daquele mágico time do ataque de mais 100 gols.

Deportivo La Coruña (1996 – 1997)

No Deportivo foi o cérebro do time – Imagem da internet

Rivaldo com todo seu destaque no Palmeiras, foi disputar as Olímpiadas de 96 em Atlanta, já como jogador do Deportivo La Coruña e com uma enorme responsabilidade, substituir um ídolo da torcida, simplesmente Bebeto. Na única temporada que disputou pelo time da Galícia, o brasileiro não teve nenhum grande sucesso coletivo, mas seus 21 gols no Campeonato Espanhol fizeram o clube chegar a 3ª posição, algo que há muito tempo o clube não conseguia. Ao mesmo tempo o time de um outro brasileiro fazia todos os clubes de gato e sapato, um tal de Ronaldinho no Barcelona fazia chover nos campos espanhóis. Mas o fim da temporada mudou a vida de Rivaldo.

Barcelona (1997 – 2002)

Rivaldo no auge, era certeza de belos gols e passes decisivos – squawka.com

Após ótima temporada pelo Deportivo, Rivaldo é contratado pelo Barcelona, para substituir um outro brasileiro que havia quebrado tudo na temporada passada e que tinha ido a Inter de Milão buscar novos desafios, só Ronaldinho, o time ainda em formação seria aquele que o meia, atingiria o auge como jogador profissional. No Barça foram 230 jogos e 126 gols, são números expressivos e que para um meia são maiores ainda, sem contar nas pinturas que Rivaldo fazia, eram coisas que jamais poderíamos pensar que um meia faria e ele fazia. Rivaldo disputou a Copa do Mundo de 1998 e não conseguiu trazer o caneco para seu país, mas por muito até hoje apontam ele como o melhor jogador do Brasil da Copa daquele ano. Eis que em 1999 Rivaldo é eleito o melhor jogador do mundo.

Rivaldo melhor do mundo – goal.com

O tempo passa e Rivaldo faz vários gols bonitos, várias assistências importantes para o time, mas em 2002 por divergências com o técnico holandês Louis Van Gaal decide deixar o Barcelona e assim seguir a sua vida em outro gigante do futebol mundial, o todo poderoso Milan.

Milan e Cruzeiro (2002 – 2004)

Rivaldo não foi o mesmo gênio no Milan – Imagem da internet

Rivaldo na Itália não foi o mesmo jogador que encantou o mundo no Barcelona e na Seleção Brasileira. Mesmo após a linda conquista da Copa de 2002, onde foi o melhor jogador da copa para todos do mundo do futebol, Rivaldo viveu a amargura de ficar no banco para o português Rui Costa e para o jovem Kaká. Insatisfeito o meia fez apenas 25 jogos e 8 gols pelo clube rossonero. Em 2004 voltou ao Brasil e em amizade ao “pofexô” Luxemburgo voltou ao Cruzeiro, não teve um bom trabalho com apenas 10 jogos e 2 gols, saiu logo após do técnico ser demitido.

Olympiacos e AEK Atenas (2005 – 2008)

 Rivaldo virando um Deus da Grécia – Imagem de Internet

De 2005 a 2008 o meia brasileiro viveu na Grécia onde fez história ao lado do amigo Giovanni. Rivaldo foi e jogou no Olympiacos de 2005 a 2007 onde conquistou vários títulos e fez 95 jogos e fez 44 gols. Já nos anos de 2007 e 2008 jogou pelo AEK Atenas onde fez 44 jogos e 15 gols, foram passagens modestas, mas com uma importância gigante de um gênio do futebol em um país apaixonado por futebol.

Fase final (2008 – 2015)

Rivaldo em seu “fim de carreira” teve uma missão difundir o futebol no Uzbequistão e fez com maestria, o meia fez 77 jogos e marcou 44 jogos, voltou ao Brasil depois dessa experiência e veio jogar no São Paulo onde mesmo com 39 anos fez a diferença em jogos 46 jogos fez 7 gols, e depois perambulou por Angola, voltou ao São Caetano e encerrou a carreira pelo Mogi Mirim.

Rivaldo nunca foi de dar entrevista, bajular narrador e comentarista ou fazer marketing do próprio futebol fora de campo, ele apenas jogava e mostrava em campo. Rivaldo tem todos os pré-requisitos para ser um ator coadjuvante, mas com o futebol se tornou ator principal de uma seleção, de vários times e do futebol mundial. Parabéns Rivaldo e Obrigado por existir, sem você o futebol seria menos objetivo, técnico e genial.

Felipe Fernandes
Escolhi o jornalismo por entender que grande parte dos problemas do mundo podem se resolver com comunicação. Ser jornalista é ser meio fofoqueiro mas com embasamento e responsabilidade. Já trabalhei no SBT RP, Tv Unaerp, Rádio Unaerp. Sou uma pessoa muito tranquilo, torço para o time do Jornalismo FC.

Artigos Relacionados

Comments are closed.