Ricardo Goulart no Bahia é furada

O Bahia anunciou nesta segunda-feira (1) a contratação do meia Ricardo Goulart, de 31 anos, que chega após passagem apagada pelo Santos.  O jogador bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro, chega com contrato até o fim de 2022.

A questão que é preponderante não é o futebol de Goulart, mas sua condição física. Desde que voltou para o Brasil, durante passagem curta pelo Palmeiras em 2019, o atleta não consegue ser o que foi no Cruzeiro.

Com problemas sérios no joelho, Goulart é do tipo de jogador que não possui capacidade física para suportar uma Série B muito competitiva.

“Sobre o Goulart, é um atleta de alto nível, acostumado a vencer, tem se mantido em bom nível físico. O fato dele ter 30 jogos nos dá uma tranquilidade. Ele teve uma passagem muito importante com o Enderson, onde ele atingiu alto nível. Vai se adaptar rapidamente e entregar resultado”, disse Eduardo Freeland, diretor de futebol do Esquadrão.

Além disso, um dos grandes problemas do Bahia neste campeonato tem sido o setor criativo da equipe. Goulart nunca foi um atleta conhecido pela capacidade criativa, mas justamente por chegar como elemento surpresa na área adversária.

Assim, caso não possua um colega que encarregado da criação, Ricardo Goulart terá menos munição para finalizar. Em um time que faz muita força para atacar, Goulart não me parece ser o melhor encaixe.

“O clube fez os esforços para trazê-lo e ele se adequou a realidade financeira que o Bahia poderia fazer. É um casamento que vai nos dar muita alegria”, continou Freenland.

Campo pode mostrar que decisão por Ricardo Goulart foi acertada, mas é difícil

Entretanto, tudo pode sair ao contrário e Ricardo Goulart pode ser o principal nome da volta do Esquadrão à Série A, embora considere esse cenário improvável.

Para isso, acredito que o melhor encaixe para Goulart no time é na função do antigo ponta de lança, atrás do 9, chegando muitas vezes para ocupar a posição de centroavante na saída do pivô.

Entretanto, o Bahia sempre se caracterizou por ter dois pontas de velocidade e por tentar defender-se e sair em transição rápida.

Essa forma de jogar não combina com o que o atleta necessita. Goulart foi bem no Cruzeiro e relativamente bem no Palmeiras, porque ambos eram times propositivos, que buscavam o gol adversário, embora com Felipão no Verdão, o time atacasse menos que o Cruzeiro de Marcelo Oliveira.

Cabe a Enderson Moreira tentar encaixar o atleta e fazer o Bahia manter o desempenho para a equipe voltar à Série A.

Foto Destaque: Divulgação

Paulo Henrique Araújo
Apaixonado por futebol desde antes do que possa lembrar. Comentarista esportivo por amor e constante aprendiz do maior esporte do mundo.

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