Real Madrid segura pressão e avança para a final da Liga dos Campeões

- Equipe Merengue segue em busca do tri-campeonato

O Real Madrid provou mais uma vez porque sempre está entre os favoritos a vencer as competições que disputa, especialmente quando falamos sobre a Liga dos Campeões. Após a vitória por 2 x 1 contra o Bayern, no primeiro jogo na Alemanha, o Real trouxe uma grande lição que seria utilizada também na partida de volta: uma equipe que quer ser campeã também tem que saber sofrer.

Zinedine Zidane surpreendeu a todos quando a escalação foi divulgada. O treinador optou pelas entradas de Asensio na vaga de Isco (lesionado) e Benzema no lugar de Lucas Vasquez (Vasquez foi puxado para a lateral, assumindo a posição de Carvajal). Mas a principal mudança foi a saída do volante Casemiro, um dos pilares da equipe do Real, que deu vaga à Kovacic.

Pelo lado do Bayern, os desfalques eram muitos. Heynckes não pôde contar com cinco jogadores: Neuer, Boateng, Vidal, Coman e Robben. Mesmo assim o treinador estava confiante na classificação e até recordou o último jogo do Real contra a Juventus, onde afirmou que a equipe Merengue é vulnerável em casa. Com o objetivo de encontrar esses pontos vulneráveis, o Bayern manteve o seu estilo de jogo agressivo e mesmo sendo visitante partiu para cima dos donos da casa.

1º tempo

O início do jogo foi eletrizante. Logo aos 3 minutos, o Bayern deu o cartão de visitas com o gol de Kimmich. Após cruzamento pela direita, o zagueiro Sérgio Ramos falhou ao tentar cortar a bola, que sobrou livre para o lateral fuzilar para as redes. O Real não se desesperou, mesmo tomando um gol tão cedo, conseguiu manter a calma e aos 10 minutos deixou tudo igual com um cabeceio certeiro do francês Karim Benzema, depois da bela jogada de Marcelo. O Bayern foi superior e manteve o domínio do primeiro tempo, tendo 56% de posse de bola e oito finalizações, enquanto o Real finalizou apenas três vezes.

Marcelo e Benzema (Reprodução/Juan Medina/Reuters)

2º tempo

O segundo tempo começou bem diferente. O Real aproveitou a falha do goleiro Ulreich e virou o placar no primeiro minuto da etapa final. Benzema, mais uma vez, mostrou o seu poder de decisão. Aos 17 minutos, James Rodriguez foi premiado pela insistência no lance e deixou tudo igual batendo de direita no canto do goleiro. O Bayern também dominou a segunda etapa, mas o Real conseguiu segurar a pressão da equipe alemã e assegurou a classificação para a final. Será a terceira final consecutiva.

Gol de James (Reprodução/Reuters)

A partida também foi marcada por polêmicas. No primeiro tempo, a bola bateu na mão do lateral Marcelo, dentro da área, e o árbitro nada marcou. Em outro lance, reclamado pelos alemães, o atacante Lewandowski foi derrubado dentro da área, mas o árbitro mandou o lance seguir.

Agora, o time de Zidane espera pela definição da semifinal entre Roma e Liverpool nesta quarta-feira para conhecer seu adversário na final que acontecerá no dia 26 de maio, em Kiev.

Marca de respeito

Na noite em que a estrela de Cristiano Ronaldo não brilhou, Benzema se destacou e decidiu o jogo. Autor de dois gols na partida, Benzema atingiu a marca de 55 gols na Liga dos Campeões, sendo o sexto maior artilheiro da competição. Cristiano Ronaldo (121), Messi (100), Raúl (71), Van Nistelrooy (60) e Shevchenko (59) são os jogadores que marcaram mais vezes que o francês.

A torcida antes do jogo

Antes mesmo do apito inicial, o clima ao redor do estádio já prenunciava que o Santiago Bernabéu seria palco de um dos melhores jogos dessa edição da Liga dos Campeões. A torcida do Real demonstrou novamente a sua paixão. Enquanto os torcedores aguardavam a chegada da delegação Merengue, entoavam cânticos e se posicionavam em volta ao estádio fazendo um enorme corredor humano para a passagem do ônibus.

Torcida recepcionando o Real (Reprodução/Twitter Real Madrid)
(Reprodução/Reuters)
David Cardoso

Sobre David Cardoso

David Cardoso já escreveu 19 posts nesse site..

Meu nome é David Cardoso, alagoano de 26 anos. Sou Jornalista, graduado pela Universidade Federal de Alagoas. Como jornalista, sou apaixonado pela escrita; como brasileiro, apaixonado por futebol. A história com o futebol já vem de berço: um time para torcer e uma bagagem repleta de histórias emocionantes pelas partidas que o acompanhei. Vitórias, alegrias, derrotas e decepções. Porém, escrever sobre futebol é diferente. É necessário trocar o clubismo pela imparcialidade. Trocar a emoção de torcedor pela razão do profissional. Um verdadeiro desafio. Um desafio fascinante que revela que mesmo na rivalidade, todos nós, torcedores, temos algo que nos une: a paixão pelo futebol.

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Meu nome é David Cardoso, alagoano de 26 anos. Sou Jornalista, graduado pela Universidade Federal de Alagoas. Como jornalista, sou apaixonado pela escrita; como brasileiro, apaixonado por futebol. A história com o futebol já vem de berço: um time para torcer e uma bagagem repleta de histórias emocionantes pelas partidas que o acompanhei. Vitórias, alegrias, derrotas e decepções. Porém, escrever sobre futebol é diferente. É necessário trocar o clubismo pela imparcialidade. Trocar a emoção de torcedor pela razão do profissional. Um verdadeiro desafio. Um desafio fascinante que revela que mesmo na rivalidade, todos nós, torcedores, temos algo que nos une: a paixão pelo futebol.

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