Di Maria pode ir para o Barcelona ou Benfica (Foto: AFP)

O milionário aporte do homem de negócios Nasser Al-Khelaifi, dono do PSG, ambicionavam uma mudança de patamar para o clube francês. A hegemonia no campeonato local era pouco para as pretensões de um time que busca se tornar um dos maiores do mundo. O alto investimento nunca foi compensado e o clube parisiense passou a conviver com uma triste sina: fracassos acumulados na Liga dos Campeões.

Nesta terça-feira, no Par des Princes, o PSG entrou em campo para enfrentar um rival que o eliminou em duas oportunidades recentes. Desta vez, entretanto, o duelo seria mais equilibrado. Primeiro porque, embora existam chances dos comandados de Unai Emery não conquistarem o título nacional – atualmente o Monaco é líder, três pontos à frente do PSG, o momento do Barcelona não é dos mais positivos.

O clube espanhol ocupa a segunda colocação de LaLiga Santander, é verdade, mas os catalães têm dois jogos a mais que o rival Real Madrid, o que pode aumentar a distância para sete pontos. Mais do que isso, tecnicamente há um considerável hiato entre o trio MSN e o restante do elenco.

O aspecto tático, por sua vez, escancara as deficiências do time de Luis Enrique. Busquets caiu de rendimento. Tal fato afeta o sistema defensivo, mas também impacta negativamente o dinamismo da saída de bola. Com isso, Iniesta fica sobrecarregado. Ainda mais quando André Gomes faz apenas volume em campo. A ausência de Mascherano expõe um lento Piqué, que já não acompanha a velocidade dos atacantes como deveria. O improvisado lateral Sergi Roberto é um jogador modesto, que não oferece perigo às linhas defensivas adversárias.

Quando a bola rolou, o PSG mostrou-se disposto a decidir o confronto em seus domínios. Thiago Silva não pôde jogar, mas o jovem Kimpembe não sentiu a pressão e atuou em alto nível. Compacto e com um meio de campo implacável, os parisienses montaram um ferrolho defensivo – se o meio do Barça foi modesto, Matuidi, Verratti e Rabiot comandaram o jogo. No ataque, o trio foi letal. Draxler, recém-chegado, caiu como uma luva no esquema do treinador espanhol e chegou ao quinto gol em dez jogos. Lucas, em sua melhor temporada na Europa, foi preterido por Di María, que destruiu o Barcelona, lembrando as atuações de gala dos tempos de Real Madrid. No primeiro gol, uma cobrança de falta precisa. No terceiro tento, uma arrancada avassaladora e uma finalização espetacular, no ângulo direito de Ter Stegen. O brasileiro, quando entrou, foi bem e atormentou o lado esquerdo dos catalães. O camisa 9, na referência, foi cirúrgico. No quarto gol, uma arrancada inteligente nas costas de Piqué e uma finalização forte, à meia altura. 34º gol em 32 jogos na temporada. Quatro a zero. Explosão no Parc des Princes. Apatia catalã. Derrota acachapante.

O resultado praticamente definiu o confronto. A genialidade de Messi, Neymar e Suárez é capaz de reverter uma situação delicada. Mas, se a atuação do trio for semelhante à de hoje, quando os três somaram uma solitária finalização e apenas o brasileiro buscou jogo, o PSG avançará para as quartas de final. Afastará o fantasma chamado Barcelona. Manterá vivo o sonho de se tornar o maior da Europa.

André Siqueira Cardoso
Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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