Em entrevista concedida à Rádio Sociedade, o presidente do Vitória, Paulo Carneiro foi questionado sobre as dívidas que o clube tem com as atletas do time feminino. Entretanto, o mandatário afirmou que o clube tem muitas questões a serem resolvidas. Portanto, outras prioridades.

O Vitória tem um problema muito mais grave do que esse, que é conseguir equacionar esse saco de problemas que nós herdamos e que ainda tenho que ouvir gente preocupada com o futebol feminino. Você vai dizer ‘Paulo, você não se preocupa com o futebol feminino?'. Sim, eu me preocupo com as prioridades do clube. O clube tem prioridades monstruosas, criminosas para absorver e as pessoas estão preocupadas com o que é que o Vitória fez com os R$ 120 mil do futebol feminino. Eu quero dizer que os R$ 120 mil foram dados ao Vitória, sabe?”, declarou Paulo Carneiro.

No entanto, temos que lembrar que o clube recebeu recursos de apoio ao futebol vindo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no valor de R$ 120 mil reais com a finalidade de ajudar as jogadoras da equipe feminina Rubro-Negra.

Vitória, dinheiro e as denúncias

Paulo Carneiro foi firme ao dizer que ele quem comanda o Vitória. Portanto, faz o que quiser com o dinheiro e assim sendo assume toda responsabilidade por suas decisões.

O presidente do Vitória faz do dinheiro o que ele quiser e assume suas responsabilidades pelos seus atos perante o Conselho Fiscal, está aí o balanço publicado. Nós sabemos o que é melhor para o Vitória. Sabemos a hora de fazer e definir as prioridades do rol de problemas que temos enfrentado no clube. Temos que ter muito coração para aguentar”, completou o presidente.

Por outro lado, o presidente do Leão falou sobre as denúncias, a fim de não sofrer represálias, algumas atletas fazem reclamações de forma anônima. De acordo com ele, são sem credibilidade por não terem nomes.

Eu tô me lixando para as denúncias anônimas. Denúncia anônima não tem credibilidade, não vale nada”.

Foto Destaque: Maurícia da Matta/EC Vitória

Tathiane Marques
Na verdade, não fui eu que escolhi o jornalismo e sim ele que me escolheu. Sem dúvidas, a profissão é como um oceano que precisa ser desvendado na sua profundeza, só assim é possível conhecer e respeitar toda sua beleza.

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