Precisamos falar sobre Toni Kroos

Lá se foram os 36 jogos da fase de grupos da Eurocopa 2016. Com os duelos mata a mata, dizem que agora é que realmente começa a competição. Se bem que não podemos reclamar que tenha faltado emoção para esta fase inicial, não é mesmo? Mas ainda bem que tivemos a torcida irlandesa para nos fazer lembrar o verdadeiro espírito esportivo e nos fazer esquecer o vexame de ingleses, russos e croatas.

Apesar dos desafios extracampo, desfilaram pelos gramados franceses os principais jogadores de 24 seleções europeias para esta que é a segunda maior competição mundial. Pudemos ver lindas jogadas, grandes atuações, marcas sendo quebradas e despedidas. Como era de se esperar, as atenções se voltam principalmente para as seleções mais tradicionais, e claro que com a Alemanha, atual campeã do mundo, não iria ser diferente.

Depois dos três jogos, contra Ucrânia, Polônia e Irlanda do Norte, podemos dizer que o time já não é tão eficiente como o que passou pelo Brasil em 2014, mas uma coisa ainda não mudou: Toni Kroos e seus passes e viradas de jogo perfeitas. O camisa 18 é, sem dúvida alguma, a peça mais importante do estilo de jogo na base do toque de bola e o maior responsável pela organização ofensiva do Nationalelf.

Para exemplificar a eficiência do jogador, vamos pegar os números do confronto contra a Irlanda do Norte, por exemplo. No Parc des Princes, Kroos acertou 121 passes, um aproveitamento de 92%. Nem o time da Irlanda do Norte chegou a tal número e trocou passes apenas 110 vezes. Com isso, ele fica com a segunda melhor marca da história da Euro (desde 1980), e só fica atrás de Xavi e seus 127 passes milimétricos na partida contra a Irlanda, na fase de grupos de 2012. Se formos levar em consideração os dois primeiros jogos no torneiro nesta edição, ele é um dos únicos a manter uma média acima dos 100 passes por partida.

A sintonia entre Kroos, Khedira, Hector, Hummels e Özil, principalmente, é o que dita o ritmo do time alemão. E mesmo que muitos de seus passes sejam para o lado, o volante continua sendo uma das principais fontes criativas do time. Nas estatísticas, o jogador do Real Madrid só fica atrás de Özil no número de assistências e entre os 10 primeiros no fundamento nesta Euro – não podemos esquecer que no jogo de estreia, foi um cruzamento seu para Mustafi que mudou a história do confronto.

Uma das principais dificuldades dos alemães, evidenciado principalmente nos últimos confrontos, é a conclusão a gol. Mas se o time consegue se impor facilmente sobre seus adversários, é por causa da excelente fase do volante alemão. A Alemanha enfrenta agora a Eslováquia, pelas oitavas de final, no domingo, às 13 h (de Brasília), e esta capacidade de controlar o tempo e o jogo será mais que fundamental e as enfiadas de bolas e lançamentos do camisa 18 será o diferencial que pode fazer com que o Nationalelf continue sonhando com o título. Se Toni Kroos repetir as últimas atuações, os alemães podem ficar tranquilos. E nós que aproveitemos a oportunidade de ver alguém que trate tão bem à redonda.

Mayara Flausino
Mayara Flausino
Mayara Flausino, 22 anos, sempre foi apaixonada por esportes. Já tentou ser nadadora, ginasta, jogadora de basquete, vôlei e futsal. No fim, pendurou as chuteiras e decidiu ir para o time dos jornalistas, o qual faz parte desde 2015. Atualmente procura uma vaga no time profissional e luta pelo fim do escanteio curto.

Artigos Relacionados

Topo