Precisamos falar sobre abuso no mundo esportivo

Infelizmente abuso sexual ainda é praticado em todas as esferas da sociedade, e no mundo esportivo não é diferente. Sempre vem à tona um escândalo envolvendo esse assunto e nesse segundo semestre de 2016 vários casos vieram a público. O que nos choca é saber que alguém precisa vir a público contar sua história, ou de outra pessoa, para nos lembrar que devemos conversar sobre isso.

Na véspera do maior evento esportivo do planeta, as Olimpíadas que em 2016 aconteceram no Rio de Janeiro, veio a público um caso, em que o técnico da seleção masculina de ginástica artística foi afastado por causa da acusação de abuso sexual com um atleta menor de idade. Em novembro, o futebol inglês foi abalado com o escândalo de que vários jogadores teriam sofrido abuso quando eram menores. Semana passada, foi a vez da ginastica americana ter sua história manchada com mais de 300 casos apurados. Fora tantos outros ao longo dos anos.

É triste pensar em quantas pessoas foram marcadas por esses acontecimentos. É mais triste ainda pensar em como a sociedade e os Comitês de cada esporte são omissos. Porque um caso acontece e tantos outros são puxados juntos. Falta cuidado e responsabilidade com os atletas, que na maioria quando acontece são menores. Falta rigor nas apurações, em saber da vida do atleta. Claro que são muitos, mas não se pode deixar “frouxo”, pois além de atletas são indivíduos que merecem respeito.

Deveriam ter punições mais rigorosas e banir dos esportes quem comete crimes desse tipo, afinal isso mancha a história do esporte. Além de ir contra ao que o esporte prega: saúde, união, companheirismo e tantas outras virtudes. Infelizmente, quem comete se sente impune e a vergonha e o medo que quem sofre, na maioria as deixam caladas. Então devemos abraçar a vítima e punir o agressor.

Que esses tantos casos à tona, num ano em que tanto se falou disso, nos faça refletir e agir sobre esse tema, já que ele acontece. Possa ter regras e punições mais duras, educar nossos atletas e comissão técnica para situações como essa. Cuidar dos nossos atletas ou quem estiver envolvido. Abuso sexual é crime e deve ser denunciado e punido, seja quem for!

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Poliesportiva


Paula Barcellos
Paula Barcellos
Eu tenho 24 anos e cresci vendo meu avô, que faleceu esse ano, sua torcida apaixonada pelo Flamengo. Lembro de quando era pequena e estar na casa deles e quando o Flamengo ganhava o campeonato a alegria que era. Minha mãe também sempre foi apaixonada por futebol, flamenguista doente também. Quando minha mãe casou de novo, o primeiro programa que meu padrasto fez comigo e com a minha irmã foi nos levar para conhecer o Maracanã. E que emoção! Entrar e ver aquela torcida gritando, eu com 15 anos me apaixonei por futebol. E virei fanática e continuo assim. E meu coração fica um pouco vazio quando o futebol entra de férias mesmo que seja as minhas férias também. E a escrita também é uma paixão desde que me entendo por gente, já que desde novinha lá estava eu escrevendo e sonhando em lançar um livrou e na adolescência virou uma coluna em uma revista. A vontade de juntar as duas veio quando decidi fazer jornalismo, afinal nunca tinha tentado mesclar. E quando escrevi o texto sobre isso me vi amando ainda mais escrever. Foi natural, pois eu sempre escrevia sobre o que sentia e futebol é também o que sinto. Enfim para não me alongar mais, acredito que escrever é minha visão do mundo e o futebol é a minha visão apaixonada da versão miniatura dela, já que a bola também é uma esfera.

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