Pia Sundhage à Marta Silva: conheça o futebol feminino sueco

- A coluna Rainhas da Bola apresenta as glórias e fracassos do futebol feminino na Suécia
Pia Sundhage a Marta Silva: conheça o futebol feminino sueco

Surpreendentemente, a Suécia é um dos países em que o futebol feminino é superior ao masculino. Portanto, a coluna Rainhas da Bola abordará tal pauta, expondo seus pontos positivos e negativos. A princípio, a Seleção Sueca Feminina ocupa a 9ª posição no Ranking Mundial. Pela Copa do Mundo, não possuí nenhum caneco para ostentar na prateleira. Contudo, chegou às semifinais três vezes, e no ano de 2003 conquistou o vice.

O campeonato nacional masculino conta com nada menos do que oito divisões. Já o futebol feminino apresenta 72 equipes na Divisão 1 Feminina, considerada o terceiro escalão divididos em seis equipes. O segundo escalão, é a Elitettan, que foi criada em 2013 e a disputa acontece entre 14 equipes, sendo que as duas primeiras sobem à elite e as duas últimas são rebaixadas. Por fim, a Damallsvenskan é a principal divisão, teve início em 1988 e apenas 12 clubes disputam-a. O FC Rosengård é o maior vencedor com 11 títulos, enquanto o vice, Umeå IK, possui sete canecos.

A FALTA DE VISIBILIDADE

Todavia, um grande problema que acomete às futebolistas mundo à fora, é a falta de visibilidade, o que não é diferente na Suécia. Por exemplo, a Damallsvenskan não conseguiu negociar seus direitos com a televisão nacional. A receita de cada um dos 12 times era menos de U$100 mil, valor discrepante em relação ao futebol masculino. Por consequência da falta de apoio das mídias, a própria liga passou a vender seus jogos na internet. A mensalidade era por volta de U$ 10 a U$ 20 com direitos a todos os jogos.

Porém, o desinteresse da sociedade afeta o desenvolvimento da modalidade. Por exemplo, em 2015 o mesmo campeonato teve uma média de 900 pessoas por jogo, um número dez vezes menor em relação às demais competições. Como resultado, os próprios clubes e as atletas sofrem com essas ações. Em 2014, o Tyreso FF, uma das principais instituições simplesmente faliu. Nossa conterrânea, Marta Silva, foi uma das jogadoras que sofreu com essa crise.

MARTA NA SUÉCIA

A melhor jogadora de futebol do mundo, contemplada seis vezes pela Fifa, já havia passagem no país antes disso. No início de sua carreira, em 2004, assinou com o Umea IK, onde atuou por cinco anos. Nos dois primeiros anos a equipe terminou em 2º lugar, com 21 e 22 gols, respectivamente, Marta levou o título de artilheira. Contudo, o clube foi tricampeão, vencendo em 2006, 2007 e 2008.

Desse modo, o Tyreso retornou e a Rainha do Futebol voltou a vestir a camisa. Chegou em 2012 e permaneceu no clube por dois anos, onde foi campeã no mesmo ano e vice no ano seguinte. A falência bateu nas portas novamente, e Marta foi contratada pelo FC Rosengård, e integrou a equipe durante três anos. Logo após, iniciou sua carreira nos Estados Unidos, pelo Orlando Pride.

PIA SUNDHAGE

Com toda a certeza, não podemos falar sobre o futebol feminino sueco sem citar Pia Sundhage, afinal, a atual técnica da Seleção Brasileira é oriunda do país nórdico. A treinadora de 60 anos chegou ao país em julho de 2019. Antes disso, treinava as categorias de base suecas. Como resultado do empenho e confiança que depositou na Seleção Canarinho, a mesma subiu três posições no Ranking da Fifa, ocupando a 8ª posição.

Assim sendo, a sueca foi eleita a Mulher Sueca do Ano de 2020 pela Associação de Mulheres pela Educação (SWEA). O comunicado declara que Pia colocou a Suécia no mapa mundial, deu cara ao futebol feminino e contribuiu fortemente para uma maior visibilidade do esporte.“Sinto-me orgulhosa, porque isso significa que o futebol feminino está sendo notado. E vale a pena!”, comentou Sundhage, em declaração reproduzida pelo site oficial da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Foto Destaque: Reprodução/Getty Images

Giovanna Monteiro

Sobre Giovanna Monteiro

Giovanna Monteiro dos Santos já escreveu 126 posts nesse site..

Cursando o 4º semestre de Jornalismo na Universidade Anhembi Morumbi, apaixonada por esportes desde os 7 anos e hoje com a cabeça e o coração encaminhados ao Jornalismo Esportivo.

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