Permanência de Morínigo garante a quebra de dois tabus no Coritiba 

Em suma, a renovação do treinador paraguaio Gustavo Morínigo com o Coritiba foi a primeira na era dos pontos corridos pelo Verdão. Pois, a manutenção de uma comissão técnica após o acesso nunca tinha acontecido no clube. Além disso, o Coxa não começava e terminava uma temporada com o mesmo técnico desde 2011, com Marcelo Oliveira.

Pelo clube, foi campeão estadual no mesmo ano e em 2012, além de ter sido vice-campeão da Copa do brasil duas vezes. Ele foi demitido em setembro do segundo ano e assinou com o Vasco. Desse modo, entre Marcelo Oliveira e Gustavo Morínigo, o Coritiba teve 20 técnicos, com alguns assumindo a equipe mais de uma vez. Fora alguns interinos como TchecoPachequinho, Matheus Costa e Júlio Sérgio. 

Técnicos do Coritiba no acesso: 

  • 2007: Renê Simões, 60,6% de aproveitamento – saiu por divergências com a diretoria;
  • 2010: Ney Franco, 62,2% de aproveitamento – saiu para assumir a seleção brasileira sub-20 
  • 2019: Jorginho, 71,1% de aproveitamento – não aceitou valores do clube;
  • 2021: Gustavo Morínigo, 56,1% de aproveitamento – permanência com aumento salarial.

Logo, a permanência de Morínigo foi uma promessa do ex-presidente Alviverde Renato Follador, vítima de Covid-19, em julho. Assim, o vice Juarez Moraes e Silva assumiu a função e cumpriu com o desejo do dirigente. Desde que o Brasileirão passou a contar com 20 clubes, o Coritiba tem quatro acessos na Série B: 2007, 2010, 2019 e 2021. Nas três últimas, os técnicos da época, não ficaram no Alto da Glória. 

Assim, com a renovação contratual, Morínigo recebeu um reajuste salarial e aumentou a sua multa para seguir no Coxa. Vale ressaltar que, dos quatro técnicos do acesso, Ney Franco e o paraguaio participaram de toda a campanha do retorno a Série A. Já Renê Simões e Jorginho chegaram ao time durante o campeonato.  

Foto destaque: Divulgação/Coritiba

Cristian Moraes
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