Per sempre, Gigi!

- A ausência de um título não é demérito para a carreira do maior goleiro da história

Fosse o futebol justo, Zico, Cruyff e tantos outros gênios, teriam conquistado Copas do Mundo. Gols irregulares não seriam chancelados pela arbitragem. Venceriam somente os melhores. Seu time do coração não seria rebaixado na última rodada. Buffon não se aposentaria sem um título de Liga dos Campeões.

A LENDA

Gianluigi Buffon, o Gigi. O maior goleiro da história do futebol mundial. Ainda hoje, aos 40 anos, esbanja elegância e, sobretudo, liderança. É um símbolo, dentro ou fora de campo. Espetacular, mesmo que menos veloz. Cada vez mais emblemático.

Fosse o futebol justo, a última temporada profissional de Buffon o recompensaria à altura. Sua contribuição ao futebol clamava por isso. A derradeira jornada como jogador poderia ter como clímax a conquista do título que lhe falta. Teve, contudo, uma reta final injusta. Inexplicável.  

Gigi não viajará para a Rússia, já que a Itália sucumbiu e ficou pelo caminho. Derrota para a Suécia na repescagem da eliminatória europeia. Com o último apito do árbitro naquela noite, as lágrimas de Buffon comoveram e rodaram o mundo. O monstro, campeão mundial em 2006, pediu desculpas.

“A nível social, [se classificar] era algo importante. O tempo passa, é tirano e é justo que seja assim. Sinto que minha última partida oficial [pela Itália] seja esta eliminação do Mundial”, desabafou.

Quiseram os deuses que Gigi abdicasse de sua aposentadoria para vestir o manto da Azzurra nos amistosos contra Argentina e Inglaterra. Um alento para gerações que carecem de ídolos.

Na noite desta quarta-feira, na Espanha, contudo, o golpe fatal. Buffon era um dos personagens da Juventus nesta remontada contra o maior campeão europeu. Mandzukic tratou de guardar duas bolas na rede. O catenaccio de Allegri, por sua vez, minou os ataques merengues. No segundo tempo, por um átimo de segundo, o tempo parou: Matuidi aproveitou a grotesca falha de Navas e marcou o terceiro gol da Juve. As câmeras rapidamente flagraram um efusivo Buffon, com seu sonho mais vivo do que nunca. Uma imagem para a eternidade.

O futebol ganhou uma relíquia: Buffon extravasa com terceiro gol da Juve

Então, já no último minuto de jogo, Lucas Vázquez foi derrubado por Benatia dentro da pequena área. Pênalti para o Real Madrid. Expulsão de Buffon, um equívoco. Uma afronta. Espectadores de todo o planeta foram privados de ver o fatídico duelo entre o maior goleiro de todos os tempos e o atual melhor jogador do mundo. Com Szczęsny no gol, CR7 acertou o ângulo. Real na semifinal. A Juve de Buffon estava eliminada. O mito caiu de pé.

O legado de Buffon jamais poderá ser contestado pela ausência de um simples título, mera formalidade. Heresia. 

Fosse o futebol justo, a noite em Turim não teria fim.

Fosse o futebol justo, Gigi estamparia um largo sorriso em sua face.

Fosse o futebol justo, Buffon seria eterno. Como atleta, como humano.

Gianluigi Buffon, máximo respeito.

Buffon é grande, maior que uma Liga dos Campeões
André Siqueira Cardoso

Sobre André Siqueira Cardoso

André Siqueira Cardoso já escreveu 313 posts nesse site..

Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

BetWarrior


Poliesportiva


André Siqueira Cardoso
André Siqueira Cardoso
Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

    Artigos Relacionados

    Comments are closed.

    Topo