Pequeno deslize ou persistência no erro?

O ano de 2015 foi decepcionante para o torcedor santista: em duas oportunidades para se classificar à Libertadores, dois fracassos e ausência na edição de 2016 da competição continental. Até às 19h30 de ontem, 19, entretanto, a quarta colocação no Brasileirão e uma vantagem contra o Internacional na Copa do Brasil serviam de alento ao torcedor santista.

O elenco parecia ter aprendido com os erros. Dorival assimilou o golpe sofrido no ano passado. O treinador sabia que mais um revés poderia lhe custar o cargo, já que, mesmo que injustamente, conselheiros pedem Luxemburgo em 2017.

O Santos entrou em campo precisando de um empate ou uma vitória simples. Do outro lado, um adversário em ascensão crucial na reta final do Brasileirão, mas que entrava em campo com apenas 3 titulares.

Mas o Peixe que esteve em campo não foi digno de classificação. Nem o torcedor mais fanático terá argumentos para justificar a atuação decepcionante da equipe. O time foi apático, sem profundidade, efetividade e raça – leia-se ímpeto ofensivo ou gana pela vitória.

Os toques laterais entre a linha defensiva e a falta de criação no meio de campo jogaram o Santos à armadilha do Colorado de Celso Roth. Mesmo perdendo por um a zero e sendo eliminado, o Peixe parecia acomodado.

No meio de campo, Lucas Lima não esboça uma reação. É um jogador apático, preguiçoso e mascarado. Os lampejos de bom futebol já não existem mais. Mas em sua cabeça reside a ideia de que ele é o Gerson do século 21, o Zico da Baixada. Arrisco-me a dizer que seu futebol é esse e que sua temporada passada foi um ponto fora da curva. Até porque, o jogador passou por Sport e Internacional e não deixou saudades.

No ataque, devido à inépcia de Lucas Lima, Ricardo Oliveira ficou, mais uma vez, como refém de zagueiros. Como nada é criado, o centroavante nada pode fazer. No jogo de ontem, por vezes saiu da área para criar jogadas. Sem sucesso. E quando recebeu em condições de gol, esbarrou no ótimo Danilo Fernandes.

Copete tem sido o mais ativo: como o típico ponta, partiu para cima, foi agudo, tentou criar algo inesperado, mas ontem, o ferrolho defensivo o anulou.

Paulinho esteve em campo?

E se Victor Ferraz é uma válvula de escape pelo lado direito, Zeca é inofensivo. Sua jogada típica, em que corta para a direita, é inútil.

Com a derrota por 2 a 0, resta ao Santos as chances de disputar a Libertadores através de uma classificação pelo G-6 do Brasileirão. Se não quiser sofrer em uma possível pré-Libertadores, o Peixe não pode mais vacilar. A diferença para o Galo é de apenas um ponto.

Os próximos nove pontos são cruciais, porém complicadíssimos de serem conquistados: Chapecoense na Arena Condá, Palmeiras na Vila e Ponte Preta no Moisés Lucarelli.

Haja coração, nação santista!

André Siqueira Cardoso

Sobre André Siqueira Cardoso

André Siqueira Cardoso já escreveu 313 posts nesse site..

Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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