Pedindo para sair!

Edgardo Bauza chegou ao São Paulo com status de salvador da pátria. Em seu currículo recente, um bicampeonato da Libertadores. A diretoria são paulina decidiu apostar no treinador por acreditar que a filosofia de jogo de um treinador estrangeiro levaria o Tricolor ao lugar esperado por sua torcida. Mas aos poucos, a lua de mel entre ”El Patón” e torcida chegou ao fim.
O São Paulo passou a conviver, novamente, com a irregularidade que assombrou o Morumbi em 2015: risco iminente de eliminação na Libertadores, derrotas nos clássicos contra Corinthians e Palmeiras, partidas mal jogadas pelo campeonato paulista e dificuldade para se definir uma equipe titular.
Na quarta-feira, no Pacaembu, contra o Botafogo-SP, Edgardo Bauza mandou à campo uma equipe no mínimo inusitada. Com Carlinhos, lateral esquerdo de ofício, atuando no meio de campo, ”El Patón” escalou Bruno – que já é fraco atuando pela direita – na lateral esquerda. No meio de campo, Hudson e João Schimdt nada criaram, Carlinhos fazia apenas volume e Ganso, sem opção para armar jogadas, tentava resolver sozinho, mais uma vez. As tentativas do camisa 10, no entanto, paravam no excelente e experiente goleiro Neneca.
O Botafogo-SP fechou-se no campo de defesa e esperava um contra-ataque para tentar matar o jogo. O time de Ribeirão Preto não fez questão de esconder que o empate estava de bom tamanho. Decepcionando mais uma vez, Edgardo Bauza demorou a perceber que a saída seria colocar seu time no ataque. Aos 7 minutos da etapa final, o treinador argentino colocou Alan Kardec no lugar de Daniel. Não se sabe ainda por que o camisa 14 do Tricolor é reserva em um time tão apático. A justificativa de Bauza é que não há espaço para Calleri e Kardec atuarem juntos. O primeiro, entretanto, estava há onze jogos sem marcar e já mostrou deu provas suficientes de que não é nada brilhante.
Em seus primeiros momentos dentro de campo, Alan Kardec mostrou-se participativo, fazendo o pivô, mas também saindo da área para dar opções para seus companheiros.
O jogo estava feio. O São Paulo insistia em bolas alçadas na área, mas com cruzamentos ruins. Pela direita, Bruno não criava nada. Pela esquerda, Caramelo, improvisado, mostrava que o pé canhoto não é seu forte.
Bauza então colocou Lucas Fernandes e Kelvin. O menino recém promovido da base quis mostrar serviço, partiu para cima, mas pouco fez. Já Kelvin, mais ciscou do que fez, mas isso não é novidade alguma.
O jogo caminhava para o final. O São Paulo iria decepcionar mais uma vez. O que era ruim, só não se tornou trágico, porque Léo Coca, do Botafogo, fez questão de perder um gol feito, aos 39 minutos, após pane geral no sistema defensivo do Tricolor.
E o futebol não perdoa: quem não faz, toma.
Aos 44 minutos, Ganso recebeu uma bola na intermediária e esperou a movimentação de Calleri para enfiar a bola para o atacante argentino. O camisa 12 do Tricolor pegou de primeira e jogou no canto oposto do goleiro Neneca. Estava aperto o placar. O São Paulo respirava aliviado e o Botafogo-SP já não tinha o que fazer.
A partida chegou ao fim, o São Paulo somou três pontos, retomou a liderança do grupo e deixou o Botafogo-SP em situação complicadíssima. O time de Ribeirão Preto precisa de três vitórias em quatro partidas restantes.
O Pacaembu esteve às moscas na quarta-feira como reflexo do péssimo futebol apresentado pelo Tricolor nas últimas partidas. A vitória veio, mas o torcedor são paulino não pode se iludir, pois o time é apático, carece de bons jogadores, depende, sobretudo, do talento de Paulo Henrique Ganso e o risco de eliminação na Libertadores é iminente.
Edgardo Bauza respirou aliviado após o término da partida, mas suas ações no comando do São Paulo não convencem e caso a classificação na Libertadores não venha, o argentino corre risco de demissão.
André Siqueira Cardoso

Sobre André Siqueira Cardoso

André Siqueira Cardoso já escreveu 313 posts nesse site..

Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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Sou André Siqueira Cardoso, tenho 21 anos. Aluno de jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), atualmente trabalho em VEJA, com a cobertura do noticiário político. Apaixonado por esportes, jogador de futebol até hoje, tenho o sonho de cobrir uma Copa do Mundo.

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