Passaporte Rússia – Tradição mantida desde 1998

- Conheça o retrospecto do Japão em Copas do Mundo

Passaporte Rússia é mais uma coluna do Futebol na Veia que apresentará curiosidades de todas as seleções que participarão da Copa do Mundo deste ano. Este é o primeiro de sete textos sobre a Seleção Japonesa desta edição. Confira como é a história dos Samurais Azuis em copas do mundo.

A seleção japonesa era uma das seleções mais fracas do mundo, porém, obtiveram desenvolvimento no futebol a partir dos anos 90, chegando a uma das maiores potências asiáticas e se classificando para todas as Copas do Mundo, desde 1998. Os melhores desempenhos foram em 2002, quando eram uma das sedes, e em 2010. Em ambas as ocasiões a seleção do Japão chegou às oitavas de final.

Já em na Copa da Rússia, o Japão foi uma das cinco seleções asiáticas classificadas. A equipe terminou as eliminatórias na primeira colocação do grupo 2, apenas um ponto à frente da Austrália, que terminou em terceiro e teve que disputar a repescagem contra a Síria. Durante a fase classificatória para o mundial, os “Samurais Azuis” tiveram apenas duas derrotas, na primeira rodada perdeu para os Emirados Árabes Unidos e a outra foi contra a Arábia Saudita.

Na copa do Mundo de 2018, a seleção do Japão não será cabeça de chave de grupo, os três adversários do Japão na primeira fase serão a Polônia, Senegal e Colômbia.

PASSAPORTE RÚSSIA – A HISTÓRIA DA SELEÇÃO JAPONESA EM COPAS DO MUNDO

1998

O resultado do Japão na Copa do Mundo de 1998 foi desastroso. O time caiu na primeira fase, sem somar nenhum ponto, além disso sofreu 4 gols e só marcou 1, com Nakayama. Mas por outro lado, o resultado serviu como experiência, pois era apenas a primeira Copa do Mundo do país e eles sabiam que o resultado não iria se repetir.

Seleção Japonesa Copa de 1998 (Reprodução/Internet)

2002

Em 2002, como uma das sedes do torneio a outra foi a Coréia do Sul, o Japão fez uma boa campanha. A equipe terminou na primeira colocação em seu grupo na primeira fase e foi eliminado pela Turquia nas oitavas de final.

O Japão caiu no grupo H, com Bélgica, Rússia e Tunísia. Na primeira partida, o Japão empatou em 2 a 2 contra o forte time Belga, que era liderado por Marc Wilmots. Suzuki e Inamoto marcaram os gols do time japonês. Na segunda partida, o Japão derrotou a Rússia por 1 a 0, com gol de Inamoto. Na terceira e última partida, o Japão ganhou de 2 a 0 da Tunísia, com gols de Morishima e Nakata. Com isso o Japão conseguia um histórico e inesquecível primeiro lugar de um grupo da Copa do Mundo.

Neste momento a Seleção Japonesa era uma das mais fortes da Ásia. Porém, nas oitavas de final, os Samurais Azuis perderam para o grande time da Turquia, que acabou aquela Copa do Mundo na terceira colocação.

Seleção Japonesa Copa de 2002 (Reprodução/Internet)

2006

Em 2006, com o brasileiro Zico como técnico, o Japão espera, pelo menos, avançar novamente às oitavas. Na Copa da Ásia de 2004, o Japão se tornou tri campeão do torneio e se tornou de vez, uma das maiores potencias asiáticas. O principal destaque dos samurais azuis foi o meia Shunsuke Nakamura. A Seleção Japonesa foi mais uma vez campeã invicta do torneio.

O Japão foi treinado por Zico, ídolo do Flamengo e no Japão. O galinho conquistou seu título mais importante frente a Seleção Japonesa e se tornou ídolo de vez na terra do sol nascente. Mas na Copa do Mundo de 2006, o ex-craque Zico não conseguiu passar da primeira fase. A equipe japonesa foi derrotada por Brasil e Austrália e conseguiu um empate com a Croácia. Resultados que deixou o Japão em último lugar de seu grupo.

Seleção Japonesa Copa de 2006 (Reprodução/Internet)

2010

A seleção japonesa se classificou em segundo lugar no grupo e com duas vitórias Camarões e Dinamarca e uma derrota para a Holanda. O Japão foi eliminado nas oitavas de final pelo Paraguai nas disputas de pênaltis. Sob o comando de Honda, a Seleção Japonesa foi para a África do Sul, para disputar a Copa do Mundo de 2010. Na primeira partida, o Japão venceu a Seleção de Camarões, de Samuel Eto´o. Honda marcou o gol da vitória dos samurais azuis.

Na segunda partida, o Japão perdeu para a futura vice-campeã Holanda, de Sneijder, que marcou o gol da vitória holandesa. Na terceira e decisiva partida, o Japão passou fácil pela Dinamarca, com gols de Honda, Endo e Okazaki. Mas, nas oitavas de final, o Japão foi derrotado pelo Paraguai. Porém foi uma eliminação digna, já que passou de fase e realizou bons jogos, apresentando um futebol versátil e rápido nos contra-ataques.

Seleção Japonesa Copa de 2010 (Reprodução/Internet)

2014

Na copa do mundo de 2014 a seleção japonesa foi sorteada para ficar no grupo C da primeira fase. Os adversários do Japão foram Colômbia, Grécia e Costa do Marfim. O Japão ficou em quarto lugar de seu grupo e foi eliminado da copa do mundo de 2014 na primeira fase. Até então o pior resultado do pais em copas, já que a expectativa em cima da seleção tanto da imprensa do próprio Japão, já que a seleção tinha alguns jogadores em destaque nas principais ligas e em alguns times de ponta, principalmente na Europa.

Tendo em vista que o grupo era com adversários, teoricamente do mesmo nível, e alguns inferiores ao futebol apresentado pela equipe nipônica, embora o resultado contra a Colômbia, fosse até esperado, porém não com um placar tão elástico como foi. Já os demais jogos contra Grécia e Costa do Marfim, no qual a seleção japonesa teria um volume de jogo maior e consequentemente uma superioridade técnica maior, não se concretizaram, com isso a seleção acabou sendo eliminada ainda na primeira fase, com apenas 1 ponto somado.

Seleção Japonesa Copa de 2014 (reprodução/Internet)
Andreas Borges

Sobre Andreas Borges

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Andreas Borges, 24 anos, estudante do último semestre de Jornalismo na Universidade de Ribeirão Preto e estagiário na rádio CBN. Louco por esportes principalmente futebol e desde pequeno acompanha os mais variados campeonatos ao redor do mundo. Procura entender como os fatores extra campo influenciam no rendimento de um time dentro de um jogo ou campeonato, também é apaixonado por analise tática e gestão esportiva. Fã do futebol de Cristiano Ronaldo, defende que Messi e CR7 não tem comparação por terem estilos diferentes e tem uma opção clara pela formação 4-4-2 diamante.

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Andreas Borges, 24 anos, estudante do último semestre de Jornalismo na Universidade de Ribeirão Preto e estagiário na rádio CBN. Louco por esportes principalmente futebol e desde pequeno acompanha os mais variados campeonatos ao redor do mundo. Procura entender como os fatores extra campo influenciam no rendimento de um time dentro de um jogo ou campeonato, também é apaixonado por analise tática e gestão esportiva. Fã do futebol de Cristiano Ronaldo, defende que Messi e CR7 não tem comparação por terem estilos diferentes e tem uma opção clara pela formação 4-4-2 diamante.

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