Passaporte Rússia – Top 5 ídolos ingleses

- Conheça os maiores ídolos da história da seleção inglesa

O Passaporte Rússia é mais uma coluna do Futebol na Veia que apresentará curiosidades de todas as seleções que participarão da Copa do Mundo deste ano. Este é o segundo de sete textos sobre a Seleção Inglesa desta edição. Confira os cinco maiores ídolos da história dos Três Leões.

Quando uma equipe, por maior que seja sua história e tradição, tem poucas glórias consolidadas no futebol, é difícil que os nomes de sua maior conquista não estejam dentro da lista de ídolos do clube. A seleção inglesa, que ostenta grandes nomes do esporte bretão, tem como único título de expressão a Copa do Mundo disputada em casa, em 1966. Sequer chegou a uma final de Eurocopa (bateu na trave em 1968 e em 1996) e, por determinações do Comitê Olímpico Internacional, disputa os Jogos Olímpicos como um dos representantes do Reino Unido. Dessa forma, fica evidente que os principais heróis daquela longínqua conquista marcam presença nesse Top 5. Dentre tantos candidatos, alguns atletas notáveis têm de ficar de fora. Afinal, o que vale é a importância vestindo a camisa dos Três Leões. Confira!

PASSAPORTE RÚSSIA – OS CINCO MAIORES ÍDOLOS DA SELEÇÃO INGLESA

5 – David Beckham

David Robert Joseph Beckham foi um dos primeiros dos chamados “jogadores-empresa”. O atleta, desde o início da carreira, em 1992, chamou a atenção não só pelo futebol apresentado, mas também por sua aparência. Mas Beckham provou não ser somente um rostinho bonito. Com uma precisão impar nas bolas paradas, o camisa 7 iniciou sua história no Manchester United, time que defendeu até 2003. Pelos Red Devils, Beckham conquistou seis Premier Leagues, duas Copas da Inglaterra, três Supercopas, uma Liga dos Campeões e uma Copa Intercontinental (o Mundial de Clubes). Sua presença na lista se deve aos serviços prestados aos Três Leões. Embora não tenha conquistado nenhum título, o meio-campo defendeu a camisa da seleção em 115 oportunidades (atrás no quesito apenas do goleiro Peter Shilton), sendo 59 delas como capitão – a faixa foi colocada no braço dele em 2000, com 25 anos.

David Beckham comemora gol com a camisa da seleção inglesa (Reprodução/blog433.com)

 

Disputou três Copas do Mundo (1998, 2002 e 2006) e duas Eurocopas (2000 e 2004). Seu melhor resultado foi as quartas de final do mundial, alcançado por duas vezes. Entretanto, o momento que torcedor nenhum esquece de Beckham com a camisa 7 inglesa foi nas Eliminatórias da Copa de 2001. Os britânicos necessitavam de pelo menos um empate na última rodada contra a Grécia para garantir a presença direta na competição que seria disputada na Coréia do Sul e no Japão. A partida estava 2 a 1 para os gregos, placar que levava os ingleses à repescagem contra a Ucrânia de Shevchenko. Nos acréscimos, David Beckham cobrou com perfeição uma falta de longa distância, igualou o marcados e levou sua seleção à Ásia no ano seguinte – a boa campanha no torneio só foi interrompida pelo Brasil, que sagrou-se campeão. Beckham passou ainda pelo Preston North End, Real Madrid, Los Angeles Galaxy, Milan e Paris Saint-Germain. Sua aposentadoria foi anunciada em 2013, aos 38 anos.

4 – Geoff Hurst

Geoffrey Charles Hurst é um nome festejado pelos torcedores do West Ham e um dos grandes ídolos na história do clube. No time londrino, o ex-atacante jogou entre os anos de 1959 e 1972, com passagens posteriores no Stoke, Cape Town, West Bromwich, Cork Celtic (Irlanda) e o Seattle Sounders, onde encerrou a carreira. Na seleção inglesa, fez história na Copa do Mundo de 1966. Embora não fosse titular absoluto, Hurst jogou a final após Jimmy Greaves se lesionar e desfalcar a equipe britânica. Pois o atacante não só entrou, como fez um hat-trick (sendo, até hoje, o único a conseguir esse feito em uma final de mundial) e levou a Inglaterra ao título daquele ano. O segundo gol de Hurst, que foi o da virada, já na prorrogação, é até hoje um dos mais polêmicos da história do futebol – o inglês finalizou com força, mas a bola atingiu o travessão e pingou sobre a linha. O árbitro deu o gol que colocou os britânicos à frente da Alemanha Ocidental. Hurst também fez parte do elenco que ficou em terceiro lugar na Eurocopa de 1968 e também esteve com o grupo que foi ao México em 1970 e parou nas quartas-de-final. Sua última convocação para defender os Três Leões foi em 1972, em jogo válido pelas Eliminatórias da Copa de 1974, contra a Alemanha Ocidental.

O chute que culminou no gol mais polêmico da história das Copas do Mundo (Reprodução/pinterest.com)

3 – Gary Lineker

Gary Winston Lineker foi o grande atacante do Leicester, equipe que o revelou, entre os anos de 1978 e 1985.    De lá, foi para o Everton e, posteriormente, ao Barcelona. Vestiu a 10 do time catalão e conquistou a Liga Europa de 1988-1990. Sua estreia pela seleção foi em 1984, aos 24 anos, contra a Escócia. É o terceiro maior goleador da história com a camisa dos Três Leões, com 48 bolas na rede em 80 partidas. Entrou para história ao ser o primeiro inglês a ser artilheiro de uma edição de Copa do Mundo, em 1986, com seis gols. Naquele ano, a Inglaterra saiu nas quartas de final. Porém, quatro anos depois, Gary Lineker fez parte do elenco que esteve mais próximo de repetir o feito dos heróis de 1966. O ex-atacante teve papel decisivo na campanha que permitiu à Inglaterra o lugar entre os quatro primeiros colocados na Copa do Mundo de 1990 – derrota para a Alemanha Ocidental na semi, nos pênaltis. Lineker jogou ainda as Eurocopas de 1988 e 1992. Encerrou sua trajetória nos gramados em 1994, no Nagoya Grampus Eight. Antes, jogou também pelo Tottenham. Hoje, Gary Lineker é um dos comentaristas esportivos da BBC.

Gary Lineker desfila com a camisa 10 dos Três Leões (Reprodução/fourfourtwo.com)

2 – Bobby Charlton

Sir Robert Charlton não é Sir à toa. Revelado pelo Manchester United, tornou-se ídolo do clube inglês nos 17 anos que atuou lá profissionalmente. Sua principal história no time não está nem relacionada aos três títulos inglês, ou ao título da FA Cup, tampouco à Copa dos Campeões. Sir Bobby Charlton estava no avião que transportava o elenco dos Red Devils e caiu, em incidente que ficou marcado como “Desastre aéreo de Munique”, em 6 de fevereiro de 1958. Dos 38 passageiros, 21 morreram. Charlton sobreviveu e, pouco mais de três meses depois, estava de volta aos gramados e foi peça importante na reconstrução da equipe. Pela seleção inglesa, Bobby Charlton fez 106 jogos e foi titular em 105 deles. Foram 49 gols, recorde que perdurou até Wayne Rooney ultrapassá-lo em 2015. Sua estreia pelos Três Leões foi em 1958, contra a Escócia. Ele fez um dos quatro gols da vitória inglesa. No título de 1966, Charlton foi o maestro. Fez três gols e foi considerado o melhor jogador daquela Copa – além de ter sido o melhor jogador europeu daquele ano. Fez parte, também, da relação de jogadores que ficou em terceiro lugar na Eurocopa de 1968. Sua carreira se estendeu até 1980, com passagens por Preston North End, Waterford (Irlanda), Newcastle KB (Austrália), Perth (Austrália) e Blacktown City (Austrália). Seus feitos foram reconhecidos pela Rainha Elizabeth II em 1974, quando Bobby Charlton ganhou o título de Sir.

Sir Bobby Charlton mostra sua intimidade com a bola antes da final de 1966 (Reprodução/pinterest.com)

1 – Bobby Moore

Robert Frederick Chelsea Moore é o primeiro colocado no ranking de ídolos da seleção inglesa. Para muitos, bastaria a declaração de Pelé, que reconheceu Bobby Moore como melhor zagueiro que já enfrentou, para validar sua posição na lista. Mas Bobby foi bem mais que isso. Pelo West Ham, clube que revelou o capitão inglês, foram 544 partidas em 16 anos, entre 1958 e 1974. Conquistou junto aos companheiros a FA Cup (1963-64) e a Recopa Europeia (1964-65). Sua primeira convocação foi em 1962, em um amistoso contra o Peru antes da Copa do Mundo disputada no Chile. Sua impressionante atuação o creditou para ser titular nos quatro jogos da competição que viria na sequência. Quatro anos depois, Bobby Moore foi o capitão do título mundial inglês dentro de casa. Foi lembrado para a seleção dos melhores da Copa de 1966, além de ter sido também escalado para a Seleção de Todos os Tempos da Copa do Mundo, também elaborada pela FIFA. Ao lado de Billy Wright, é o jogador que capitaneou os Três Leões em mais oportunidades – 90 ao todo. Bobby Moore está também na seleção do Século XX. A camisa 6 que vestiu no West Ham, hoje, está aposentada. Passou por Fulham, San Antonio Thunder, Seattle Sounders, Herning Fremad e Carolina Lightnin’. Encerrou a carreira em 1983. Dez anos depois, em 24 de fevereiro, faleceu vítima de um câncer, aos 51 anos de idade. Bobby Moore tem uma estátua em sua homenagem em frente ao estádio de Wembley, templo do futebol e palco da conquista de 1966.

Líder absoluto, Bobby Moore é carregado pelos colegas enquanto ergue a taça Jules Rimet (Reprodução/blog.english-heritage.org.uk)
Guilherme Guidetti

Sobre Guilherme Guidetti

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Guilherme Guidetti, paulista, nascido em São Caetano do Sul no dia 17 de fevereiro de 1994, mas residente de Santo André desde os primeiros dias de vida. A paixão por futebol vem da família, enquanto o gosto por escrever foi herdado do pai, caminhoneiro. Habilidoso com a canhota – exclusivamente segura a caneta na mão –, realiza diariamente o sonho de ficar perto do esporte através do jornalismo. De apresentador de programa de rádio a assessor de imprensa, sua ainda curta carreira na profissão já foi o suficiente para saber que faz aquilo que mais ama – e o faz com a mesma paixão com que joga bola com os amigos.

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Guilherme Guidetti, paulista, nascido em São Caetano do Sul no dia 17 de fevereiro de 1994, mas residente de Santo André desde os primeiros dias de vida. A paixão por futebol vem da família, enquanto o gosto por escrever foi herdado do pai, caminhoneiro. Habilidoso com a canhota – exclusivamente segura a caneta na mão –, realiza diariamente o sonho de ficar perto do esporte através do jornalismo. De apresentador de programa de rádio a assessor de imprensa, sua ainda curta carreira na profissão já foi o suficiente para saber que faz aquilo que mais ama – e o faz com a mesma paixão com que joga bola com os amigos.

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