Passaporte Rússia – O dia em que a Islândia conheceu um Fenômeno

- O primeiro capítulo de um conto de fadas brasileiro, aconteceu justamente contra a Islândia em solo brasileiro.
O dia em que a Islândia conheceu um Fenômeno

Passaporte Rússia é mais uma coluna do Futebol na Veia que apresentará curiosidades de todas as seleções que participarão da Copa do Mundo deste ano. Este é o quarto de sete textos sobre a Seleção da Islândia, que descobriu um tal Fenômeno no seu caminho.

O ano era 1994, o Brasil estava em preparação para o Mundial daquele ano e viveu momentos de profunda tristeza com a morte de um dos maiores ídolos do esporte nacional, Ayrton Senna. Inclusive, o Brasil ainda abalado viu aquela seleção entrar em campo e homenagear o homem que era responsável por trazer as alegrias em meio as turbulências vividas em solo nacional.

(Reprodução/Pascal Rondeau/Getty Images)

Naquela noite de 04 de maio, o amistoso aconteceu no Estádio da Ressacada, em Florianópolis, o técnico canarinho era Carlos Alberto Parreira e colocou um time alternativo para jogar diante de uma fraca Islândia. O selecionado nacional  não deixava a desejar a ninguém, mas foi criticado, e muito, por imprensa e torcida (principalmente).

Nomes como Zetti (São Paulo-SP), Cafu (São Paulo-SP), Aldair (Roma-ITA), Leonardo (São Paulo-SP); Dunga (Stuttgart-ALE), Cesar Sampaio (Palmeiras-SP), Zinho (Palmeiras-SP) Sávio (Flamengo-RJ); Ronaldo (Cruzeiro-MG), Viola (Corinthians-SP) e Túlio (Botafogo-RJ), faziam parte desse time que venceu a Islândia por 3 x 0, que tinha no elenco Arnar Gudjohnsen, pai de Eidur, história que você já conheceu no segundo Passaporte sobre a seleção islandesa.

Os garotos islandeses tinham ficado em terceiro no grupo 5 das Eliminatórias da Europa, ficando a quatro pontos de uma histórica classificação para o mundial, em seu lugar Grécia e Rússia foram os contemplados da vez, mas já foi um dos primeiros indícios de que o sucesso da pequena seleção viria no futuro.

O resultado do jogo pouco importou, mas o que chamou a atenção foi um jovem jogador de 17 anos, que jogava no Cruzeiro e já vinha tendo um relativo destaque no cenário nacional. Foi titular e buscava seu lugar ao sol com a seleção que tanto sonhou vestir a camisa. Foi contra a Islândia que Ronaldo praticamente conseguiu sua vaga entre os 23 jogadores que posteriormente iriam conseguir o Tetra para o país.

Ele participou dos três gols do time canarinho naquele jogo. Primeiro marcou o dele após boa jogada e chute da entrada da área, que ainda contou com o desvio em Mazinho. Na sequência, ele ainda sofreu o pênalti que Zinho converteu para ampliar o placar, ainda no primeiro tempo. Na segunda etapa, ele foi lançado e dividiu com o goleiro que conseguiu afastar, mas Viola estava atento para fechar o placar, para a festa da torcida no estádio.

Esse só foi o início de uma história que, se fosse contada aqui, mais pareceria com um conto de fadas, cheio de alegrias e tristezas, em muitas vezes como o vilão o próprio corpo de Ronaldo, mas como todos nós sabemos, contos de fadas sempre terminam em finais felizes. Já que o não temos espaço para contar toda essa história, o poeta trata de resumir.

Ruan Silva

Sobre Ruan Silva

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Meu nome é Ruan Silva da Silva, tenho 24 anos, moro na cidade de Altamira no Pará. Sou graduado na área de Letras, com habilitação em Língua Portuguesa e no momento pós-graduando na área de Linguagem e Ensino, ambos pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Sou deficiente físico, tenho dificuldades na questão da locomoção, que dificulta um pouquinho as coisas, mas nada que impeça de exercer diversas atividades. Sou apaixonado por todos os esportes, principalmente pelo futebol, corintiano e simpatizante de diversos clubes na Europa que não cabem todos aqui e apaixonado também pelo jornalismo esportivo tendo como ídolos, ícones como Galvão Bueno, Luciano do Valle, André Henning, Vitor Sérgio Rodrigues e outros mais. Uma curiosidade minha é que consegui na graduação em um ambiente voltado aos estudos de ensino e aprendizagem, incluir o futebol no principal trabalho dos quatro anos de curso, o TCC. Escrevi sobre Nelson Rodrigues e a Copa de 1950, temas raramente trabalhados numa graduação como essa. Enfim! Sonho em um dia trabalhar efetivamente na área que tanto amo e acredito que posso fazer um bom papel no meio.

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Ruan Silva
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Meu nome é Ruan Silva da Silva, tenho 24 anos, moro na cidade de Altamira no Pará. Sou graduado na área de Letras, com habilitação em Língua Portuguesa e no momento pós-graduando na área de Linguagem e Ensino, ambos pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Sou deficiente físico, tenho dificuldades na questão da locomoção, que dificulta um pouquinho as coisas, mas nada que impeça de exercer diversas atividades. Sou apaixonado por todos os esportes, principalmente pelo futebol, corintiano e simpatizante de diversos clubes na Europa que não cabem todos aqui e apaixonado também pelo jornalismo esportivo tendo como ídolos, ícones como Galvão Bueno, Luciano do Valle, André Henning, Vitor Sérgio Rodrigues e outros mais. Uma curiosidade minha é que consegui na graduação em um ambiente voltado aos estudos de ensino e aprendizagem, incluir o futebol no principal trabalho dos quatro anos de curso, o TCC. Escrevi sobre Nelson Rodrigues e a Copa de 1950, temas raramente trabalhados numa graduação como essa. Enfim! Sonho em um dia trabalhar efetivamente na área que tanto amo e acredito que posso fazer um bom papel no meio.

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