Passaporte Rússia – O Brasil que cantou, mas não encantou

- Com quadrado mágico, Seleção Brasileira ficou apenas nas quartas de final

O Passaporte Rússia é mais uma coluna do Futebol na Veia que apresentará curiosidades de todas as seleções que participarão da Copa do Mundo deste ano. Este é o quarto de sete textos sobre a Seleção Brasileira.

Em 2006 a seleção do técnico Carlos Alberto Parreira tinha excelentes nomes. Uma seleção fortíssima e que poderia encantar. Os brasileiros tinham muitas esperanças, ainda mais que eram os atuais campeões.

A COPA DO MUNDO DE 2006 PARA O BRASIL

No dia 13 de junho de 2006, o Brasil fazia sua estreia na Copa da Alemanha e venceram pelo placar mínimo, a seleção da Croácia. Kaká foi o felizardo para marcar o único gol do jogo e mesmo o Brasil fazendo uma partida apagada, saiu com os três pontos.

O segundo jogo foi diante da Austrália e a equipe jogou melhor do que na primeira partida. Adriano abriu o placar já no segundo tempo e para finalizar, Fred marcou o segundo no final do jogo.

O terceiro jogo, apesar do susto de ver a seleção do Japão abrir o marcador, o resultado final foi melhor para a equipe verde e amarelo: Ronaldo empatou de cabeça, ainda no primeiro tempo; Juninho Pernambucano, Gilberto e Ronaldo – novamente -, completaram a goleada.

A forte Seleção Brasileira antes do jogo contra a Austrália (Reprodução/Futebol em Fotos)

OITAVAS DE FINAL

O Brasil conseguiu a classificação sem muito esforço e nas oitavas, enfrentou a seleção de Gana. Bastou apenas cinco minutos para Ronaldo abrir o placar e quebrar um novo recorde de gols em Copa do mundo: Foi o 15º dele na competição. O segundo gol foi pelos pés de Adriano, porém muito contestado pelos africanos e um gol polêmico, pois a posição dele era de impedimento. Nos minutos finais, Gyan Asamoah tomou o segundo cartão amarelo e foi expulso, cinco minutos depois, Ricardinho fez belo lançamento para Zé Roberto que colocou a bola para o fundo do gol, classificando assim o Brasil para a próxima fase.

QUARTAS DE FINAL

Taxado como a “pior exibição da seleção brasileira em fase decisiva”, o jogo contra a França só não foi pior, por conta de excelente partida da defesa e uma atuação exuberante de Dida. Mesmo contando com jogadores renomados e considerados os melhores do mundo, foi uma partida onde não conseguiram passar pelo sistema defensivo dos rivais franceses e fez com que o goleiro Barthez, trabalhasse apenas aos 45 minutos finais.

https://www.youtube.com/watch?v=L260tp7CKTE

Henry abriu o marcador, em único gol da partida, aos 12 minutos do segundo tempo e mesmo assim o Brasil não conseguiu impor um ritmo de jogo para conseguir ao menos o empate. Zidane foi o melhor em campo, ninguém conseguia parar o grande francês que nem se esforçava para mostrar o seu grande futebol. O brilho mágico de Ronaldinho, Kaká e Ronaldo, havia se apagado. E o Brasil deu adeus ao sonho do hexa.

A França novamente acabava com o sonho brasileiro (Reprodução/Getty Images)

DESPEDIDAS E FALTA DE PLANEJAMENTO

Campeões em 2002, os ídolos Cafú, Roberto Carlos, Ronaldinho e Ronaldo despediam da Copa do Mundo. Mundialmente conhecidos, os atletas davam adeus de uma forma triste à camisa da Seleção Brasileira, visto que, com o melhor elenco do mundo, fracassaram e pararam apenas nas quartas de final.

Posteriormente, Ronaldo apontou erros que culminaram na precoce saída do Brasil na Copa do Mundo de 2006. Em entrevista ao canal de Zico no Youtube, o pentacampeão falou sobre a falta de planejamento e revela que chegou acima do peso para a competição:

“Eu cheguei… A grande maioria dos jogadores chegou acima do peso. A gente jogou contra a França de novo [assim como em 98] e, em uma jogada boba, levou um gol do Henry. O ambiente estava muito conturbado, carregado. Olhando o caminho que fizemos, o planejamento inteiro foi cheio de coisas erradas. Podia ter chegado mais longe em 2006, podia. Mas a gente olha para trás e começa a entender vários erros de planejamento. A gente praticamente ficou 10, 15 dias em uma cidade que tinha evento todo dia, a gente treinando no meio da barulheira, sem conseguir se concentrar direito” – confessou o Fenômeno.

Igor Ribeiro

Sobre Igor Ribeiro

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Igor Ribeiro, 20 anos, é um apaixonado por futebol. Nascido no ano de 2000 em Campinas, interior de São Paulo, sempre mostrou grande afeição por esportes. Fez-se muito interessado pelas leituras em jornais e o interesse acerca do futebol foi a principal influência para sua escolha ao Jornalismo, área que desde cedo escolhera. Com essa paixão presente em sua vida, sempre é o primeiro no “vamos organizar um futebol” e totalmente contra gritar gol antes da hora!

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