Passaporte Rússia – Como se fosse a primeira vez

- Cconheça o retrospecto do Peru em Copas do Mundo
Passaporte Rússia - Como se fosse a primeira vez: conheça o retrospecto do Peru em Copas do Mundo
Passaporte Rússia é mais uma coluna do Futebol na Veia que apresentará curiosidades de todas as seleções que participarão da Copa do Mundo deste ano. Este é o primeiro de sete textos sobre a Seleção Peruana desta edição. Confira como é a história dos La Blanquirroja.

Os peruanos ficaram 36 anos sem ir a Copa do Mundo. Exatas oito Copas sem participar. O sentimento é como se estivessem indo para o torneio pela primeira vez. Para se ter uma ideia da quantidade de tempo que faz que os blanquirrojos não vão a Copa, todos os jogadores do elenco atual nunca viram sua seleção atuar em uma Copa do Mundo. O mais velho da equipe, o zagueiro Alberto Rodríguez, de 34 anos, jogador do Junior de Barranquilla, da Colômbia, teria de ter nascido dois anos antes para ter visto seu time na Copa de 1982, a última dos peruanos. Mas a geração 2018 parece boa e o sentimento de primeira vez não será só dos 23 convocados, mas de toda uma nação de “jovens” de até 40 anos, que não viram ou não se lembrar daquela Copa.

Passaporte Rússia – A história da Seleção Peruana em Copas do Mundo

1930

A primeira Copa do Mundo que o Peru participou foi bem na primeira, a de 1930, no Uruguai. Caíram no grupo 3, junto a Romênia e o futuro campeão, os anfitriões. No primeiro jogo, queda para a Romênia por 3 x 1. Deșu, Stanciu e Kovács marcaram os gols dos romenos. Souza Ferreira fez o único dos peruanos. No segundo jogo, 1 x 0 para o Uruguai. Castro fez o gol do jogo que eliminou os blanquirrojos.

Seleção Peruana Copa do Mundo 1930 | Arkiv Peru

1970

Exatos 50 anos depois, os peruanos voltaram a Copa do Mundo. No grupo 4, fizeram bonito na primeira fase ao avançar para a fase final em segundo do grupo. No primeiro jogo, bateram a Bulgária por 3 x 2. Gallardo, Chumpitaz e Cubillas marcaram os gols. Os bulgaros Dermendzhev e Bonev marcaram. Vale ressaltar que a Bulgária saiu na frente aos 12′ e aos 50′, abrindo 2 x 0. Aos 51′ começou a reação sul-americana, completada aos 55′ e 73′. No jogo seguinte, 3 x 0 no Marrocos. Cubillas (2) e Challe. No último jogo perderam para a Alemanha de Gerd Müller (3), por 3 x 1. Cubillas fez o desconto dos peruanos. Na fase final, queda para o futuro campeão Brasil, por 4 x 2. Rivellino, Tostão (2) e Jairzinho, para os brasileiros e Cubillas e Gallardo marcaram os blanquirrojos.

Seleção Peruana na Copa do Mundo de 1970 | Perú21

1978

Após outro hiato, fora em 1974, os peruanos tiveram mais uma chance de escrever seu nome na história. Novamente no grupo 4, mas desta vez fizeram ainda melhor a primeira fase, sendo líderes e sem perder. No confronto inicial, 3 x 1 na Escócia. Jordan abriu o placar para os escoceses. Cueto e Cubillas (2) fizeram os tentos da virada. No jogo seguinte, empate sem gols com a Holanda. No último jogo da fase preliminar, 4 x 1 nos iranianos. Velásquez abriu o placar para os peruanos e Cubillas fez um hat-trick. O gol de honra dos rivais foi marcado por Rowshan. A segunda fase era dividida em dois grupos (A e B). Os peruanos caíram no grupo de Brasil, Argentina e Polônia. Aí não deu. Três jogos e três derrotas. Brasil fez 3 x 0 com Dirceu (2) e Zico. Polônia fez 1 x 0 com Szarmach e a Argentina fez 6 x 0 com Kempes (2), Tarantini, Luque (2) e Houseman.

A seleção peruana desempenhou um papel importante na Copa do Mundo da Argentina em 1978 (Getty Images)

1982

Na última Copa do Mundo que participaram, os peruanos não venceram nenhuma. Foram dois empates e uma derrota. 0 x 0 com Camarões, 1 x 1 com a Itália, Bruno Conti para os italianos e Díaz para os sul-americanos. Contra a Polônia tomaram 5 x 1. Smolarek, Lato, Boniek, Buncol e Ciołek marcaram para os poloneses. La Rosa descontou. Terminaram em último do grupo com dois pontos.

Divulgação/Internet
Eric Filardi

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Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.

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