Passaporte Rússia: Caminho sueco até a Copa

- Sem a maior estrela de sua história, Zlatan Ibrahimovic, lesionado e aposentado da Seleção, suecos conseguiram a classificação na bacia das almas

Passaporte Rússia é mais uma coluna do Futebol na Veia que apresentará curiosidades de todas as seleções que participarão da Copa do Mundo deste ano. Este é o terceiro de sete textos sobre a Seleção Sueca. Confira como os nórdicos chegam para o mundial.

Para descrever o caminho da seleção sueca até a Copa do Mundo é preciso uma certa dose de romantismo. E para isso, a classificação da Suécia será tratada como a conquista de um herói. Então, o convite é que você imaginação. Pense nas eliminatórias como o caminho até a glória. Este “salvador” que precisa voltar a representar seu país no mundial depois de 12 anos (ou duas copas). Este que, como tantos outros, precisa percorrer um árduo e largo caminho até o reconhecimento. Precisa correr em busca da mulher amada: a taça Copa do Mundo.

PASSAPORTE RÚSSIA – CAMINHO SUECO ATÉ A COPA

Neste caminho, os obstáculos pareciam intransponíveis. Como terminar em primeiro lugar para conseguir a vaga direta em um grupo onde a França estaria presente? E mais, sendo favorita ao bicampeonato mundial. Seleção que fez sua liga nacional tornar-se uma das mais visadas e importantes do mundo e, consequentemente, a qualidade do futebol jogado no país crescer.

Então, só resta o segundo lugar não é mesmo? Mas como alcançá-lo se no mesmo grupo outro adversário se apresenta superior? A Holanda, uma das seleções mais regulares das últimas duas Copas, vice-campeã em 2010, terceira colocada em 2014 (nesta última Copa venceu no último jogo o Brasil, anfitrião, por 3 x 0), buscava a classificação para lutar por seu inédito título.

Pareciam muitos vilões em volta e uma ameaça inferior, mas significativa, também preocupava: a Bulgária. De grande campanha em 1994 (semifinais), ao porão do futebol mundial, os búlgaros eram inferiores, mas podiam ferir os suecos ao ponto de impedí-los de lutar frente aos rivais maiores. A história começa de forma neutra. Sem felicidade e alegria. O herói sueco empata por 1 x 1 com a Holanda na estreia das eliminatórias. Jogo difícil, e mesmo em casa, o resultado é aceitável. Luxemburgo era como um adversário bêbado. Impossível de fazer mal a alguém. E o guerreiro confirmou o favoritismo: 1 x 0. O pequeno vilão búlgaro foi facilmente derrotado no primeiro embate. Em território conhecido, terminou nocauteado por 3 x 0. Mas os nórdicos ainda brigariam em território inimigo.

A primeira batalha perdida foi na França. Uma derrota por 2 x 1, expôs as limitações de um time com poderes, mas sem superpoderes para ultrapassar a barreira do exército francês. Um herói também tem as próprias idiossincrasias. É um ser humano. Apanha do mais forte e desconta no mais fraco. Como o marido maltratado pelo chefe que descarrega o estresse na família. E foi assim que os suecos usaram de “violência” contra a Bielorrússia: 4 x 0.

O alívio da surra bem dada alimentou o ego sueco e, motivado, venceu o maior rival, a França, em casa, por 2 x 1. Mesmo sendo herói, o vilão era muito mais forte, e a vitória no embate surpreendeu a todos.

Após lavada alma e alimentado o orgulho, veio a acomodação. E o herói foi surpreendido. Em território inimigo, resistiu, mas foi derrotado pelo pequeno vilão: 3 x 2 para a Bulgária. Outro encontro com a Bielorrússia serviu para mais uma dose do “desconta no mais fraco”, e triunfaram por 4 x 0 mesmo longe de seus domínios. Uma surra dobrada viria a seguir. Mais forte e musculoso, o herói bateu no bêbado Luxemburgo, 8 x 0. A caminho da luta final, foi surpreendido com uma derrota: 2 x 0 para a Holanda.

Mas as batalhas finais já estavam decididas: seriam contra um vilão detentor de quatro mulheres, que queria a quinta, a qual o herói é obcecado. Só o peso da roupa do vilão italiano seria suficiente para derrotar o sueco. Mas como na última cena de um filme, o herói tirou forças de onde não tinha, sonhando em proteger a conquista do passaporte para ver a mulher amada, residente na Rússia. Guerreiro, deu um soco apenas e se protegeu. Mas foi suficiente para vencer. Passado o tempo de perseguição e agonia, o herói sueco derrotou o vilão italiano e correu para os braços da donzela, que agora o espera cheia de amores na Rússia.

Eric Filardi

Sobre Eric Filardi

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Quando pequeno quis ser jogador. O sonho de criança passou. Uma vida nova se anseia. Bem-vindo ao melhor site de futebol. Bem-vindo ao Futebol na Veia. Sou Eric Filardi, paulistano de 27 anos, jornalista pós-graduado em Jornalismo Esportivo e apaixonado por futebol. Como todo jornalista amo escrever. Como todo brasileiro amo futebol. Tenho meu clube e minhas preferências, mas viso o profissionalismo e a imparcialidade, sem deixar de lado a criatividade. Sou Tricolor, Peixe, Palestra e Timão. Sou da Colina, Glorioso, Flu e Mengão. Sou brasileiro, hermano, francês e italiano. Sou Ghiggia, Paolo Rossi, Caniggia e Zidane. Sou Alemanha dos 7 x 1, mas que o povo não se engane. Também sou Ronaldo, Romário, Zico, Garrincha e Pelé. Sou Bundesliga, MLS, Eredivisie e Premier. Sou das várzeas e dos terrões. Sou Clássico das Multidões. Sou Sul, Nordeste, Amazônia e Pantanal. Sou Galo, Raposa, Bavi e Grenal. Sou Ásia e África. Sou Barça e Real. Sou as Américas, a Europa, sou o mundo em geral. Sou a festa nas arquibancadas, que o estádio incendeia: sou Futebol na Veia.

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