Passaporte Rússia – Análise dos convocados: Tunísia

- Para chegar aos 23 jogadores, seis foram cortados da lista preliminar divulgada pelo técnico Nabil Maaloul

Passaporte Rússia é mais uma coluna do Futebol na Veia que apresenta curiosidades de todas as seleções participantes da Copa do Mundo deste ano. Este é o sexto de sete textos sobre a Seleção da Tunísia. Às vésperas da competição, o goleiro Moez Ben Cherifia, os zagueiros Bilel Mohsni e Khalil Chammam, os meias Karim Laaribi e Mohamed Wael El Arbi e o atacante Ahmed Akaichi, foram cortados da lista que antes da divulgação oficial da Seleção. Conheça, então, as 23 Águias de Cartago que prometem voar alto neste mundial.

GOLEIROS

Aymen Mathlouthi (Al-Batin-ARA): não só considerado o melhor goleiro da Tunísia, como o melhor da África de todos os tempos. Passou a maior parte da sua experiência profissional foi em solo tunisiano, onde recebeu muitos troféus nacionais e continentais, como o de melhor goleiro Taça das Nações Africanas de 2015, disputada na Guiné Equatorial. Agora em 2018, aos 33 anos, quebrou a barreira e foi atuar no clube da Arábia Saudita. Estreou pela Seleção substituindo Adel Nefzi na qualificação da Taça de África das Nações de 2008 e participou de todas as partidas desde então. Também conhecido por Balbouli, é um goleiro sagaz, é famoso por controlar a bola com os pés e driblar os jogadores dentro da área. Nesta Copa veste a camisa 16.

Farouk Ben Mustapha (Al Shabab-ARA): faz parte da Seleção desde 2009, estava presente na Copa das Nações Africanas de 2010, mas só teve sua estreia em 2012 em uma partida contra o IrãSua performance desperta atenção de muitos clubes europeus e no auge de seus 28 anos, Farouk tem grandes chances de ser o titular, com a camisa número 1, no Mundial.

Mouez Hassen (Chateauroux-FRA): nascido na França, o jogador franco-tunisiano de 23 anos começou sua carreira internacional em 2013 pela League 1 em uma derrota fora de casa contra o FC Nantes por 2 x 0, e como Águias de Cartago fez sua estreia em um amistoso contra a Costa Rica em março de 2018, em Nice. Mouez optou representar a Seleção da Tunísia na Copa do Mundo na Rússia com a camisa 22.

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(Da esq.) Dylan Bronn, Aymen Mathlouthi, Saber Khalifa e Mohamed Amine Ben Amor (Reprodução/Tunisienumerique)

DEFENSORES

Hamdi Nagguez (Zamalek-EGI): atua como lateral direita e não deixa que sua estatura baixa o intimide em lances altos. Consegue ter um bom controle de passes e pode sair da área da defesa com facilidade e bons resultados. Sua estreia na Seleção foi em 2015 durante a qualificação da Taça das Nações Africanas de 2017 na partida contra a Libéria. Teve papel fundamental na conquista de muitos títulos como a Copa das Confederações da CAF de 2015, a Liga Tunisiana e a Copa da Tunísia, assim como na assistência para Taha Yassine Khenissi contra o Zimbabue na Copa Africana. Sofreu uma grave lesão, que resultou em seu afastamento da partida contra o Egito na Copa das Nações Africanas de 2019, mas está recuperado para sua primeira Copa do mundo com a camisa 22.

Dylan Bronn (La Gantoise-BEL): nascido na França, o zagueiro de 23 anos que possui nacionalidade tunisiana fará sua primeira participação em Copas do Mundo na Rússia vestindo a camisa número 11. Podendo atuar como lateral direita, praticamente nasceu com a bola no pé. Desde os quatro anos de idade, Dylan se mostra um jogador veloz em campo e pode contribuir para os ataques da Seleção.

Rami Bedoui (Etoile du Sahel-TUN): zagueiro ou como lateral direita, pode representar ameaça de gol para seus adversários. Faz parte das Águias de Cartago desde 2012 e representou Seleção no Campeonato Africano das Nações do ano de 2015. O jogador de 26 anos não possui nenhuma derrota jogando pela Tunísia em seu currículo e vai vestir a camisa 6 na competição na Rússia.

Yohan Ben Alouane (Leicester City-ING): camisa 3 da Seleção Tunisiana, o zagueiro de 31 anos também é mais um franco-tunisiano dentro da competição. Em seu currículo, já ganhou uma medalha na Premier League inglesa em 2015/16 e Campeão britânico em 2016 com seu time atual, Leicester Citypela. Como Águias de Cartago será um grande diferencial para a equipe devido suas experiências em clubes europeus, principalmente italinanos como AC Cesena, Parma Calcio, Atalanta BC e ACF Fiorentina.

Syam Ben Youssef (Kasimpasa-TUR): jogador que possui muitos prêmios em seu currículo: Campeão da Tunísia em 2010 e 2011, vencedor da Taça da Romênia e da Supertaça Romena (ambas de 2014) e finalista da Liga dos Campeões da CAF em 2010. Recebeu sua primeira convocação em 2009, atuou na Copa das Nações Africanas em 2015 e no mesmo ano, marcou seu primeiro gol na segunda etapa das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018 contra a Mauritânia. Zagueiro de 29 anos, tem sua carreira formada por times da Europa o que pode representar grande utilidade em campo nas partidas do Mundial jogando com a camisa 2.

Yassine Meriah (CS Sfaxien-TUN): sua posição oficial é no meio de campo, mas o camisa 4 da Seleção tem grandes habilidades que o fazem poder jogar em qualquer outra com facilidade e em jogadas mais altas tem forte controle da bola. Faz parte das Águias desde 2015, fazendo sua estreia na partida contra o Marrocos na partida de qualificação do Campeonato das Nações Africanas de 2016 e marcou seu primeiro gol na partida de qualificação para a Copa contra a República Democrática do Congo. É visto com bons olhos por onde joga e é considerado uma figura chave em campo no clube atual e não será diferente na Rússia.

Oussama Haddadi (Dijon-FRA): sua estreia pela Seleção foi em 2015 em uma partida contra o Japão. O zagueiro camisa 5 de 26 anos saiu de um clube tunisiano para um francês em 2017 e explica: “É sobre fazer progressos. Eu estava em um grande clube na Tunísia, mas aqui há muito profissionalismo. Jogar na Ligue 1 tornará mais fácil para eu ser notado pelo treinador nacional. Meu objetivo é a Copa do Mundo”.

Ali Maâloul (Al Ahly-EGI): considerado uma das estrelas africanas, é um dos jogadores mais importantes da Tunísia. Atuando como lateral esquerda, despertou atenção do atual clube após se tornar o primeiro zagueiro da primeira divisão da Tunísia marcando de 16 gols pelo Club Sportif Sfaxien, em 2016. Em sua carreira pela Seleção, teve sua primeira aparição em 2013 contra o Marrocos, participou também pela primeira vez da Copa Africana em 2015 e da Copa das Nações Africanas em 2017. Ali é um jogador de progressos: a cada temporada se empenha e desenvolve suas habilidades em campo, como em cobranças de falta e ataques ofensivos pelo lado esquerdo. O camisa 12 da Seleção da Tunísia é um dos favoritos para os jogos na Rússia.

(Reprodução/Agence Nice Presse/Getty Images)

MEIO-CAMPISTAS

Ellyes Skhiri (Montpellier-FRA): meia versátil e considerado tecnicamente excelente, aos 23 anos aceitou ser convocado pela Seleção depois de muitos convites realizados: “Eu queria fazer essa escolha importante. Agora estou pronto”. Nascido na França, fez sua estreia em uma vitória amistosa da Copa da Rússia contra o Irã por 1 x 0. Vestindo a camisa 17 das Águias, joga pelo meio campo, mas pode atuar muito bem pela lateral direita.

Mohamed Amine Ben Amor (Al Ahly-ARA): sua carreira deu início no clube Étoile Sportive du Sahel e sua ótima performance o levou para fazer parte da equipe da Seleção. Sua estreia na equipe foi na partida de qualificação do Campeonato das Nações Africanas de 2016 contra o Marrocos e marcou seu primeiro gol contra o Níger na fase de grupos da competição levando a Tunísia às quartas-de-final. Foi fundamental para a conquista dos títulos da Confederações da CAF de 2015, da Liga Tunisiana e também da Copa da Tunísia. Sofreu uma lesão pouco antes da Taça das Nações Africanas de 2017, realizada no Gabão, impedindo-o de participar no primeiro jogo contra o Senegal. Retornou na partida contra a Argélia e contribuiu significativamente para a qualificação da equipe às quartas de final da competição. Seu desempenho o tornou um dos melhores jogadores do torneio e para o Mundial de 2018, contribuiu para sua classificação. Mohamed é camisa 14 e seu forte espírito de liderança pode ser fundamental durante dos jogos.

Ghailene Chaalali (Esperance of Tunis-TUN): aos 23 anos, o camisa 20 é considerado um meia versátil talentoso. Com o clube Espérance sportive de Tunis participou da Liga dos Campeões da CAF em 2015, marcando um gol. Foi convocado em 2017 para um campo de treinamento da equipe da Tunísia antes da partida de qualificação para a Taça das Nações Africanas de 2019. Em seu currículo possui uma lista de prêmios depois de vencer a Taça da Tunísia em 2016, o Campeonato do Clube Árabe em 2017 e também o Campeonato da Tunísia de 2017 e 2018. Dentre suas habilidades, a maior delas é a de ler o jogo, criando as jogadas ofensivas e controlando o fluxo do ataque da equipe. Uma responsabilidade de playmaker que se torna ainda maior em um torneio como a Copa do Mundo.

Ahmed Khalil (Club Africain-TUN): filho de jogador, aos 23 anos, teve sua primeira participação pela Seleção Tunisiana em uma partida contra o Níger, em 2016. No início deste ano, recusou duas propostas de transferência (Oriente Médio e Turquia), mas seu futuro continua a ser discutido por Nice e Dijon. Pela Seleção, conquistou a Taça da Tunísia de 2017 e 2018. No Mundial da Rússia, Ahmed é camisa 15 e sua posição é do meio de campo para o ataque.

Saîf-Eddine Khaoui (Troyes-FRA): franco-tunisiano, chamou atenção pela sua atuação já na equipe sub-21 da Tunísia. Teve sua estreia em uma partida amistosa contra o Irã antes do Mundial. Sua agilidade em campo e jogo progressivo serão valiosos em sua primeira Copa do Mundo vestindo a camisa 7 da Seleção.

Ferjani Sassi (Al-Nassr-ARA): aos 26 anos, já está em seu quarto clube da carreira como meia e suas vivências podem ser muito úteis nas partidas da Copa na Rússia com a camisa 13. Jogou seu primeiro jogo internacional contra a Serra Leoa em 2013 e representou a Seleção no Campeonato Africano das Nações de 2017.

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Seleção da Tunísia se prepara para a partida contra a Espanha (Reprodução/Internet)

ATACANTES

Fakhreddine Ben Youssef (Al-Ettifaq-ARA): jogador de 26 anos que atua no meio de campo com a camisa 8 da Seleção da Tunísia. Após um tempo sem jogar pela Seleção, foi chamado pelo técnico Nabil Maaloul, o que não agradou os torcedores. Participou da Copa das Nações Africanas de 2013 e computa mais de 20 partidas pela Seleção. Sua experiência em outros clubes podem fazer a diferença na Rússia.

Anice Badri (Esperance of Tunis-TUN): nascido na França e filho de pais com ascendência tunisiana, optou por representar a Tunísia em sua carreira futebolística internacional. Foi convocado para atuar nas Eliminatórias da AFCON contra o Togo em 2016. No ano seguinte marcou sue primeiro gol contra a República Democrática do Congo, levando a Seleção a ser classificada para a Copa do Mundo de 2018. O meia camisa 9 está confiante e diz: “Inglaterra e Bélgica não me assustam. Estamos convencidos de que podemos sair do nosso grupo”.

Bassem Srarfi (Nice-FRA): sua idade não se compara ao tamanho de seu talento. Com apenas 20 anos (completa o 21º durante a Copa) e uma carreira em ascensão, recebeu sua primeira convocação para as Eliminatórias de 2018 contra a República Democrática do Congo e fez sua estreia apenas no amistoso contra o Irã. Vestindo a camisa 18,  seu ritmo e incisão no ataque são suas habilidades em destaque para a competição.

Wahbi Khazri (Rennes-FRA): já fez uma única apresentação pela Seleção da França, mas preferiu ser leal a da Tunísia. Considerado um jogador essencial para a Seleção por ter movimento inteligente e chute forte, além da importância de suas entregas de set-piece. O grande desafio do camisa 10 durante o evento é controlar seu temperamento, já que costuma ter desentendimentos com a arbitragem e levou cartões vermelhos anteriormente.

Naïm Sliti (Dijon-FRA): meia-atacante de 25 anos, teve sua estreia pela Seleção da Tunísia foi em 2016 em uma partida contra o Djibouti pela qualificação da Taça das Nações Africanas e ainda marcou seu primeiro gol. É comparado ao Youssef Msakni e, vestindo a camisa 23, acredita que a equipe pode chegar às quartas-de-final.

Saber Khelifa (Club Africain-TUN): sua estreia como atacante da Seleção da Tunísia já faz oito anos e desde então participou de todas as partidas de classificação da Copa do Mundo da FIFA, assim como nos torneios de 2012 e 2013 da Copa das Nações Africanas e em 2014 foi nomeado como parte da equipe provisória para a Copa Africana das Nações de 2015. Aos 31 anos, é camisa 19 no Mundial da Rússia.

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Seleção Tunisiana comemora o gol marcado por Wahbi Kahzri (Reprodução/Valery Hache/AFP)
Beatriz do Vale

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Comunicativa desde pequena, graduada em Rádio e TV e também em Jornalismo pela FIAM, e pós-graduada pela Cásper Líbero. Tudo o que envolva pesquisa, escrita, locução, entrevista e criação, busco me aprimorar e fazer o melhor. Futebol na Veia surgiu sem qualquer pretensão e, hoje, me proporciona uma verdadeira imersão neste mundo esportivo, com ensinamentos pessoais e profissionais a cada dia. Sou paulistana, 30 anos, não sou parente do Luciano, mas vou experimentando...

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